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BLADE RUNNER (EDIÇÃO ESPECIAL)
Produção:
1982
Duração: 117 min.
Direção:
Ridley Scott
Elenco: Harrison
Ford, Sean Young, Rutger Hauer, Edward James Olmos, William
Sanderson, M. Emmet Walsh, Daryl Hannah, Joanna Cassidy, Brion James
Vídeo: Widescreen Anamórfico 2.35:1 (1080p/VC-1)
Áudio: Inglês (Dolby TrueHD 5.1, Dolby Digital 5.1), Francês (Dolby Digital 5.1)
Legendas: Português, Inglês, Espanhol, Francês, Japonês,
Coreano, Chinês
Nº de discos: 3
Região: A, B, C
Distribuidora: Sony
Lançamento: 24/09/2008 |
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Cotações:
Filme -

Imagem:

Áudio:

Extras/Menus:

Média: 
Comentários de
Jorge Saldanha |
SINOPSE
Em 2019,
formas de vida criadas através de engenharia genética, os Replicantes,
são utilizadas fora da Terra em tarefas pesadas, perigosas ou
degradantes. Fabricados pela Tyrell Corporation, os modelos Nexus-6 são
fisicamente idênticos aos humanos, porém mais fortes e ágeis. Devido a
problemas de instabilidade emocional, grande agressividade e reduzida
empatia, eles têm um período de vida limitado a quatro anos. A presença
de Replicantes na Terra é declarada ilegal após uma revolta, e é criada
uma força policial especial, os Blade Runners, para caçá-los e matá-los.
Um pequeno grupo rebelde de Nexus-6 formado por Roy Batty (Rutger Hauer),
Zhora (Joanna Cassidy), Leon (Brion James) e Pris (Daryl Hannah), chega
em uma Los Angeles perpetuamente escura e chuvosa para tentar descobrir
uma forma de aumentar seu ciclo de vida. Rick Deckard (Harrison Ford),
um Blade Runner recém aposentado, é chamado de volta à ativa para
persegui-los. Deckard conhece e se apaixona por Rachael, uma bela moça
que desconhece ser Replicante, e ele começa a questionar o que
significa, na verdade, ser “humano”.
COMENTÁRIOS
Quando foi lançado nos cinemas em 1982, BLADE RUNNER – O CAÇADOR DE
ANDRÓIDES foi recebido com frieza tanto pelo publico como pela crítica.
Lembro que saí do cinema pensando na coragem do diretor Ridley Scott,
que após ter feito a aclamada sci fi de horror
ALIEN, O OITAVO
PASSAGEIRO, aceitou a tarefa de realizar outra ficção-científica,
uma espécie de filme noir futurista baseado num livro de Philip
K. Dick – portanto com ambientação e temáticas completamente diferentes
de seu sucesso anterior. Os anos passaram, e após o filme ser lançado em
vídeo ele começou a ser reavaliado e foi objeto de muitas discussões,
alimentadas pelos muitas interpretações das imagens e eventos mostrados
por Scott. Como resultado, BLADE RUNNER, hoje, é considerado com justiça
um clássico da ficção-científica, a obra cinematográfica definitiva
sobre criaturas artificiais que buscam sua humanidade - tema recorrente
em muitos filmes e séries do gênero.
Mas o diretor nunca escondeu sua insatisfação com a versão original
lançada nos cinemas americanos, já que por imposição do estúdio, que
considerou a trama complicada, ele teve que adicionar uma narração
explicativa de Harrison Ford em alguns momentos. Além disso, quiseram
dar à produção um tom mais otimista e menos sombrio, eliminando alguns
takes mais violentos, uma cena de sonho de Deckard e adicionando
um equivocado final feliz, emoldurado por tomadas aéreas originalmente
filmadas para O
ILUMINADO. Anos mais tarde, com a consagração do filme, foi lançada
em DVD uma “versão do diretor” (ainda que sem o envolvimento de Scott)
onde foram eliminados a narração de Ford, o final feliz e, o mais
importante, incluindo a cena em que Deckard sonha com um unicórnio, que
dá uma nova interpretação para a natureza do personagem. Esta versão era
a única até então lançada em DVD, até que em 2007 o filme foi novamente
exibido nos cinemas dos EUA em uma “Final Cut” (versão final), agora
supervisionada por Ridley Scott e que representa, segundo ele, a sua
visão definitiva de BLADE RUNNER. Basicamente esta versão é a mesma
“versão do diretor”, porém cuidadosamente restaurada, com ajustes nos
efeitos visuais de Douglas Trumbull e a correção de alguns problemas
pré-existentes. Suas principais características são:
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A cena de Deckard esperando para comer no White Dragon foi
encurtada, uma vez que a narração foi eliminada;
-
As cenas de violência eliminadas (que, no entanto, constaram na
versão de cinema internacional) foram reinseridas;
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Quando Bryant e Deckard estão examinando os perfis dos Nexus-6,
Bryant descreve o trabalho de Leon;
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Desde seu lançamento o filme tinha um grande furo no enredo – a
introdução falava em seis Replicantes fugitivos, mas depois só
víamos quatro. Para resolver isso uma fala de Bryant foi redublada,
informando que dois deles já haviam morrido em um campo elétrico;
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Quando Gaff e Deckard chegam no apartamento de Leon, o síndico diz 'Kowalski';
-
Quando vemos Roy Batty pela primeira vez, o fundo da imagem foi
alterado para combinar com o resto da cena;
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O diálogo entre Deckard e o comerciante de cobras artificiais Abdul
Ben Hassan, que estava fora de sincronia, foi corrigido;
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Várias tomadas com figurantes foram restauradas, como a de duas
strippers vestindo máscaras de hockey e a de Deckard
falando com outro policial;
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A versão integral da cena do unicórnio foi inserida;
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Na seqüência em que Deckard persegue Zhora, o rosto da atriz Joanna
Cassidy foi digitalmente sobreposto ao da dublê;
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Uma cicatriz no rosto de Deckard após a 'retirada' de Zhora foi
removida, por razões de continuidade;
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Quando Batty confronta seu criador, Tyrell, ele diz em inglês 'I
want more life, father' (ao invés de 'I want more life, fucker');
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Após matar Tyrell, Batty diz para a sua próxima vítima 'Me desculpe
Sebastian. Venha. Venha', o que serve para realçar a crise de
consciência do personagem;
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Quando Batty solta o pombo, os prédios de fundo agora são os da Los
Angeles de 2019.
Não tenho dúvidas de que a “versão final” é a melhor de todas. Mas para
aqueles que por acaso pensarem diferente, não há problema: esta Edição
Especial, além dela, traz mais três versões do filme para contentar a
gregos e troianos, todas com a duração aproximada de 117 minutos.
O BD
Nos EUA, esta “versão final” de BLADE RUNNER, produzida por
Charles
de Lauzirika, foi lançada em DVD em edições
com dois, quatro e cinco discos, e em Blu-ray num box / maleta de
cinco discos. Aqui no Brasil recebemos uma
edição
intermediária com três DVDs, e posteriormente esta edição em alta
definição com três BDs, acondicionados numa embalagem digistack
(com dimensões do padrão de DVD, não de BD) envolta numa luva de
cartolina. Comparada com a edição importada em Blu-ray de cinco discos,
perdemos dois que continham extras, os de nºs 2 e 4 (que na verdade são
DVDs com resolução 480p). Inclusive, se olharmos o rótulo dos BDs
lançados aqui, veremos que eles são os nºs 1, 3 e 5, ou seja, a Warner
nem se deu ao trabalho de renumerá-los. Mas enfim... fora os extras que
restaram (detalhes na seção correspondente), temos no box quatro
versões oficiais do filme: a final de 2007, as duas de cinema de 1982
(uma para o mercado norte-americano e a outra para o mercado
internacional) e a “do diretor” de 1992. Todas foram remasterizadas (no
formato original widescreen anamórfico 2.35:1) em alta definição
4k, recebendo transferências com encode 1080p/VC-1, mas foi a
“Versão Final” que recebeu os maiores cuidados, restaurada digitalmente
a partir dos elementos originais de forma a eliminar imperfeições, danos
e sujeiras. Temos uma a imagem sem dúvida excelente, que apresenta um
nível de detalhe que ultrapassa qualquer lançamento anterior do filme, e
isso que sua versão em DVD já era ótima. Os níveis de brilho, contraste
e nitidez impressionam, e as cores são mais firmes, vivas e naturais do
que nas edições anteriores. Os pretos são sólidos, e mesmo nas cenas
mais escuras não vemos ruídos ou artefatos. Percebemos elementos visuais
que antes não notávamos, e a perfeição de detalhes e texturas, além da
presença de um pouco de granulação inerente à película, indicam a
ausência de DNR. As demais versões do filme em alta definição, apesar de
não serem o deslumbre visual que é a “Final Cut” (especialmente nas
tomadas de efeitos visuais), não fazem feio.
Diferentemente das demais, a “Versão Final” se beneficia de uma
estupenda faixa lossless Dolby TrueHD 5.1 (48kHz/16-bit), com
dinâmica e espacialidade superiores às mixagens anteriores 2.0 e 5.1. O
som está muito bem balanceado, e os canais traseiros agora são
empregados à perfeição – nas cenas de rua, somos envolvidos pelos
efeitos de transeuntes, chuva e outros ruídos ambientes, fazendo-nos
sentir como se estivéssemos mesmo em uma versão futurista e sombria de
Los Angeles. Os graves são fortes e “redondos”, e os diálogos agora
estão muito melhor equilibrados na mixagem. As três outras versões
trazem faixas de áudio Dolby Digital 5.1 (640kbps) em inglês e francês,
que soam muito bem desde que não comparadas com a TrueHD – além das
diferenças de fidelidade e espacialidade, as mixagens são claramente
diferentes. Os menus estão em inglês, e lamentavelmente só a “Versão
Final” possui opções de legendas em português (BR), as demais, apenas
inglês, espanhol, francês, japonês, coreano e chinês. Enquanto não
tivermos BDs autorados aqui no Brasil, essa prática “meia sola” de
algumas distribuidoras não vai acabar. E isso, numa edição em Blu-ray
que pela tabela custa quase o triplo da em DVD.
OS EXTRAS
Se em termos de excelência de som e imagem esta edição é superior à
versão nacional em DVD, o mesmo não se dá quanto aos extras, já que
aquela trazia o longo documentário “Dias
Perigosos: Realizando BLADE RUNNER”, um dos melhores já produzidos
para home vídeo. Além disso, também perdemos um volume
substancial de extras da edição norte-americana
(cenas deletadas, featurettes de produção, entrevistas com Philip
K. Dick, testes do elenco, etc.), reunidos sob o título “Enhancement
Archive”). O que sobrou, infelizmente, não possui legendas em português.
Mesmo assim, há um bônus que será muito apreciado pelos fãs do filme
(usarei a mesma numeração apresentada no rótulo de cada BD):
Disco 1
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Introdução de Ridley Scott (0:37 min.) –
Em sua introdução à “Final Cut” de BLADE RUNNER, o diretor explica
porque esta é a sua versão preferida do filme, mas sem detalhar
muito suas características;
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Comentários em áudio
– A “Versão Final” traz não uma, mas três faixas de comentários de
áudio: a primeira com Ridley Scott, a segunda com os roteiristas
Hampton Fancher e David Peoples, o produtor Michael Deeley e a
produtora executiva Katherine Haber, e a terceira com Syd Mead e
Lawrence G. Paull (desenho de produção), Douglas Trumbull e Richard
Yuricich (efeitos visuais), David Snyder (direção de arte) e David
Dryer (efeitos especiais). O destaque sem dúvida são os comentários
de Scott, que conhece como ninguém o filme e nos transmite seu exato
significado. As demais faixas detalham mais os aspectos de produção,
e no conjunto agradarão aos devotos fãs do filme.
Disco 3
Disco 5
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Workprint Version
– Aqui, o grande atrativo para os fãs em matéria de extras nesta
edição em Blu-ray – nada mais, nada menos que a primeira montagem de
BLADE RUNNER (workprint) vista
apenas em exibições-teste. Ela possui outra abertura, tem a narração
de Deckard apenas no final, não traz a cena do unicórnio e nem o
final feliz e contém diálogos diferentes entre Batty e Tyrell, entre
outras coisas. É uma versão claramente não finalizada, com trechos
de música temporária na trilha sonora. Apesar de também estar
apresentada em resolução 1080p/VC-1, a qualidade da
transferência, extraída de elementos pobres e manuseados, é muito
inferior. Além da imagem menos nítida, com cores pálidas e acentuada
granulação, a proporção de tela é 2.20:1, diferente portanto da
2.35:1 das outras quatro versões do filme. O áudio em inglês Dolby
Digital 5.1 até que não é ruim, e as opções de legendas são inglês,
francês e espanhol. O importante, aqui, é o valor histórico;
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Comentários em áudio
– A “versão de trabalho” de BLADE RUNNER pode ser acompanhada pelos
comentários do escritor Paul M. Sammon ("Film Noir: The Making of
Blade Runner"), que demonstra ser um especialista no filme ao nos
conduzir por esta primeira montagem, apontando o material eliminado
e as mudanças que foram feitas nas versões;
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All
Our Variant Futures: From Workprint to Final Cuts
(SD,
30 min.) – Tão interessante quanto a primeira montagem de BLADE
RUNNER, este documentário (o único desta edição nacional em BD, em
resolução standard) aborda as várias versões do filme,
naquela que pode ser considerada uma das mais tumultuadas tentativas
de reconstrução de uma obra para se adequar à visão de um diretor.
Scott fala bastante sobre sua visão original, como ela foi diluída
pelos produtores, os fatos que levaram à “versão do diretor” de 1992
que, de fato, não é do diretor, e finalmente à restauração de 2007.
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