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Quem
conhece Dario Marianelli sabe que ele é conhecido por sua
competência e versatilidade, pois consegue obter belas
trilhas sobre filmes de diferentes temáticas. Em
Desejo e Reparação Dario
volta a fazer parceria com Joe Wright, buscando obter um
resultado tão bom quanto o de sua colaboração anterior,
Orgulho e Preconceito, só
que, diferentemente dela, onde o italiano deu um banho de
originalidade, em Desejo e
Reparação tem- se a impressão de que o único objetivo de
Marianelli é fazer com que todos fiquem impressionados com a
sua “suposta criatividade”, ao utilizar elementos pouco
comuns como máquina de escrever para que a trilha vá
acontecendo.
Só
que existem outros compositores que já utilizaram antes
algumas melodias e detalhes “criados” por Marianelli, como o
fabuloso francês Yann Tiersen (em “Briony” sente- se
claramente que Marianelli inspirou- se nas canções de
Tiersen para compor a canção), Phillip Glass (o minimalismo
característico de Glass aparece em “Farewell”) e até mesmo
Hans Zimmer (em “Rescue Me” e “Elegy for Dunkirk”).
É
claro que existem canções em que Dario está brilhante, como
a bela “Two Figures by a Fountain”, que mais parece uma
tradução em sons de poesia... mas são poucos momentos nesta
trilha em que conseguimos enxergar a essência de Dario
Marianelli. Apesar de estar sendo considerada por muitos a
“melhor trilha do ano”, na verdade ela é apenas uma trilha
linda, só que carente de um ponto fundamental: a
originalidade. |