AUGUST RUSH
Música composta por Mark Mancina

Selo: Columbia/Sony Music Soundtrax
Catálogo: SK 82876-87796-2
Lançamento: 2002
Faixas

1. Main Title
2. Bach / Break (Steve Erdody, Jonathan Rhys Meyers)
3. Moondance (Jonathan Rhys Meyers)
4. This Time (Jonathan Rhys Meyers)
5. Bari Improv (Kaki King)
6. Ritual Dance (Kaki King)
7. Raise It Up (Jamia Simone Nash, Impact Repertory Theatre)
8. Dueling Guitars (Heitor Pereira, Doug Smith
9. Elgar / Something Inside (Steve Erdody, Jonathan Rhys Meyers)
10. August's Rhapsody
11. Someday (John Legend)
12. King Of The Earth (John Ondrasik)
13. God Bless The Child (Chris Botti, Paula Cole)
14. La Bamba (Leon Thomas III)
15. Moondance (Chris Botti)

Duração: 50:33
Cotação:


Comentário de
Viviana Ferreira

 

Mark Mancina, foi e é um compositor muito subestimado pela crítica. Trilhas belas como Tarzan e Irmão Urso passaram despercebidas pelas maiores premiações (embora ele tenha ganho o Grammy por Tarzan), e em 2007, na que eu considero a sua obra prima, Mark foi novamente esquecido. Talvez seja algo compreensível, já que Mark não possuía canções e minutos suficientes para poder concorrer na categoria (o que também se aplicou à Jonny Greenwood por seu trabalho em Sangue Negro), mas tudo neste score é delicioso.

Desde as canções que Mancina reuniu para dar formato à história, até as instrumentais inteligentíssimas e muito bem preparadas. “Main Title” dá a idéia do sentimento que Evan Taylor (Freedie Highmore) sente pela música. Este, filho de uma violoncelista e de um guitarrista, acabou crescendo em um orfanato quando o pai de Lyla, sua mãe, mentiu a ela que o bebê nascera morto. Ao fugir do orfanato para procurar seus pais, Evan acaba conhecendo Wizard Wallace (Robin Williams), que o lança nas ruas de Nova York como “August Rush”. A partir deste momento, Evan, ou melhor August, vai passar por transformações e momentos que o levarão até o seu ponto de partida.

A trilha se completa inteiramente. Desde as lindas instrumentais de Mancina “Bari Improv” e “August's Rhapsody” feitas com muita sutileza, harmonia e inteligência (em "Rhapsody" temos até sons de buzina e copos), passando pelas canções cantadas pelo personagem Louis, interpretado por Jonathan Rhys Meyers (que canta lindamente) até o solo de violão do compositor brasileiro Heitor Pereira (que constantemente trabalha com Hans Zimmer), na faixa que é de sua co-autoria “Dueling Guitars”. As faixas “Bari Improv” e “Ritual Dance” também trazem solos de violão, mas interpretados por Kaki King, que utiliza uma técnica bem sofisticada e difícil.

Tudo se encaixa, se sobrepõe e se interage. Engraçado é comentar que, o elo mais fraco de todas as canções, a apenas bonitinha “Raise it Up”, tenha sido indicada ao Oscar de melhor canção, no lugar de outras canções do filme muito superiores, como “This Time” e “Someday”. Mas de qualquer maneira, isto serve de incentivo ao compositor, que tratou todo ele com muito carinho.

August Rush, que no Brasil recebeu o nome de O Som do Coração, é, acima de tudo um filme sobre música, e como ela chega aos nossos corações. E o que Mark Mancina faz é exatamente passar a mensagem do filme, compondo canções que cheguem à alma das pessoas, com uma musicalidade e sentimentos que não são possíveis de se descrever... são apenas a tradução, do som do coração...

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