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Os dois
primeiros filmes do hilário agente secreto britânico dos anos 60,
Austin Powers, no rastro de seu sucesso de bilheteria, tiveram
nada menos do que 4 CDs lançados, contendo canções apresentadas nos
filmes, ou por eles inspiradas. Do score de George S.
Clinton, apenas pequenos fragmentos estavam disponíveis. Finalmente,
a gravadora RCA lançou as partituras dos dois filmes em um único CD
- e apesar de curtas, elas permitem apreciar o ótimo trabalho
realizado pelo compositor, ao recriar o som das trilhas sonoras do
anos 60.
Como os filmes são uma sátira às séries de espionagem, como 007
e Flint, Clinton moldou sua música às memoráveis trilhas
compostas por John
Barry, Burt Bacharach,
Jerry Goldsmith
e Henry Mancini
nos anos 60. O som é predominantemente jazzístico, com a orquestra
sendo complementada por percussão (bongôs), guitarra, saxofones e
órgão Hammond. O estilo Mancini, à la Pantera Cor de Rosa, é
muito utilizado, porém as maiores referências são feitas a trilhas
de James Bond, como You Only Live Twice. Graças à habilidade
do compositor, a combinação destes estilos consagrados acaba por
recriar o som de uma era onde, no cinema, o pop uniu-se a
formas mais clássicas de música, dando origem a um sem número de
ótimas trilhas. E esta é a genuína música Austin Powers, ao
mesmo tempo leve, pop, jazzy e, sim, sexy!
Os filmes de Austin Powers iniciam com "Soul Bossa Nova", de
Quincy Jones. No primeiro, a gravação original foi utilizada, mas
para Austin Powers 2: The Spy Who Shagged Me, o compositor
recriou o arranjo original para uma abertura digna (porém debochada)
dos antigos musicais de Hollywood. Se o legítimo "Bond Sound" foi
criado por John Barry,
a música de Austin
Powers composta por George S. Clinton ficará
definitivamente associada ao personagem, tanto quanto o refrão
Yeah, Baby! |