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Adrian Johnston iniciou-se em
longas para a TV. Ganhou o Emmy de melhor trilha para
Shackleton, mas desde então vem se especializando em
filmes como Kinky Boots e Antes que Termine o Dia,
todos eles totalmente ingleses, of course.
Neste Becoming Jane,
que retrata a vida da escritora Jane Austen, Adrian não teve
problemas. Até porque um filme sobre a escritora remete às
próprias histórias escritas por ela (e que, posteriormente
tornaram-se filmes), como Razão e Sensibilidade,
Emma e
Orgulho
e Preconceito. E também é normal comparar a trilha
de Adrian a estas três trilhas anteriores (Razão e
Sensibilidade de Patrick Doyle, indicado ao Oscar,
Emma de Rachel Portman, vencedora do Oscar, e Orgulho
e Preconceito de Dario Marianelli, indicado ao Oscar).
Enfim, Adrian remete uma
trilha clássica, bem à la Austen, com muitas peças ao piano,
violino, músicas tradicionais e classicismo inglês. O que
ocorre é que, com o brilhantismo das partituras dos filmes
baseados nos livros de Austen, o score, ainda que
belo, cai na mesmice. Embora existam momentos brilhantes,
como “First Impressions” e “To the Bell”, ou o originalismo
supremo de “Advice From a Young Lady”, é impossível não
notar que o próprio Johnston inspirou-se em Doyle, Portman e
Marianelli para compor esta trilha.
Infelizmente ele não consegue
se reinventar, mostrando um lado mais pessoal da própria
alma da escritora. Infelizmente, temos a impressão de vermos
uma personagem dos livros da mesma, ao invés de sentirmos o
valor de suas inspirações. No fim das contas a trilha de
Becoming Jane é, sim, bela - mas infelizmente,
totalmente esquecível.
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