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James Newton Howard
sempre foi considerado um bom compositor, sua capacidade de
ser versátil e não perder a qualidade realmente é
impressionante. Podemos nos deliciar ouvindo scores que
vão desde o desenho da Disney Planeta do Tesouro, até
as suas colaborações decisivas para os filmes de Shyamalan
como O Sexto Sentido e
A Vila.
Mas Howard realmente ganhou o respeito da classe
cinematográfica no ano de 2005, quando fez o que era
praticamente impossível: conseguiu compor uma das melhores
trilhas do ano em um espaço curtíssimo de tempo, dando de
presente ao público e a Peter Jackson a magnífica partitura de
King Kong (espaço curto de tempo porque, para quem não
sabe, Howard substituiu na última hora
Howard Shore, que teve divergência de idéias com Jackson,
dispondo portanto de um tempo muito pequeno para compor a
trilha substituta).
Depois de um desafio como este, diversos grandes diretores
procuraram James para compor, e um deles foi Edward Zwick, o
famoso diretor de Tempo de Glória e
O
Último Samurai, que estava prestes a desenvolver um
filme que seria ação do início ao fim - o excelente e
inteligente Diamante de Sangue - filme que se passa em
Serra Leoa e discute a exploração de diamantes (e pessoas)
feitas no local. Sendo assim, Howard teria de desenvolver uma
trilha que fosse rápida, emocionante em alguns momentos e que
desenvolvesse bem a idéia de ser um filme ambientado na
África, e parece que o compositor soube fazer
a lição de
casa.
O resultado é ótimo, para não dizer excelente, já que o
compositor conseguiu bem empregar os instrumentos certos para
os momentos certos do filme- como a agitada e forte ''Fall of
Freetown'', e a suave e densa ''Archer Sells Diamonds''. No
filme há praticamente música em todas as cenas, tanto que os
nomes das canções se referem a elas, como ''G8 Conference''
(violinos que soam prepotência e insinuam insensatez, com
instrumentos de percussão que marcam uma espécie de tensão), e
''London'' (canção que representa o triunfo merecido de
Salomon, com um piano expressivo e melodia tênue, além da
orquestra e do coro que representam uma espécie de liberdade
traduzida em arranjos).
O
ponto alto desta trilha sonora é ''Your Mother Loves You'',
que possui uma melodia marcante e triste que denota emoção e
ao mesmo tempo familiaridade. Sem nenhum questionamento, esta
foi uma das melhores trilhas do ano de 2006, só perdendo para
as duas obras-primas de Alexandre Desplat:
A Rainha
e a incrível The Painted Veil (intitulada no Brasil
O Despertar de uma Paixão). Enfim, Howard é considerado
por muitos um dos melhores compositores de cinema neste novo
século - e ele está provando que merece este título.
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