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O alemão Marc Streitenfeld vem
colaborando nas trilhas dos filmes de Ridley Scott, desde o
ótimo Um Bom Ano. Antes disso, Marc colaborou com
Hans Zimmer
em trilhas como
O
Último Samurai,
Gladiador e O Príncipe do Egito. Hoje, Marc
Streitenfeld é um compositor em ascensão, vencedor do
World Soundtrack Awards deste ano como “A descoberta do
ano”, pela trilha de O Gângster (também de Scott).
Em Rede de Mentiras (Body
of Lies), Marc faz mais uma vez parceria com Ridley
Scott, na trama que conta a história de um ex-jornalista
(Leonardo Di Caprio) ferido na guerra do Iraque, que é
contratado pela CIA para ajudar na captura de um líder da Al
Qaeda na Jordânia.
Para
capturá-lo, ele conta com a ajuda de seu manipulador chefe
(Russel Crowe) na missão de espalhar um falso boato de que o
terrorista está recebendo ajuda dos americanos. Para
uma trilha neste contexto, digo que Marc foi extremamente
original, diferente e ousado. O compositor empregou uma
grande orquestra e coral, mas o som que ele extrai dos
intérpretes é diferente do que poderíamos esperar.
Na primeira faixa do
longa, "White Whale", a trilha
já se mostra única, com um violão inicial que dá abertura a
cordas que soam como sirenes. Ao longo de toda a trilha,
ouviremos este tema de modo insistente. Em
"To Amman", a faixa se
insere no clima de Oriente Médio que existe, captando o
contexto da trama com firmeza e determinação. Já "All by
Himself" dá ritmo ao desenvolvimento da trilha, servindo
como uma espécie de transportador dos fatos.
Para quem não
sabe que se trata de uma trilha, o início de "NSA Speech"
dá a impressão de se ter uma peça de um compositor
autônomo contemporâneo, sendo que esta impressão logo se
quebra quando a trilha oriental retorna. Em "Tortured", o
solo de violino sangra através de suas notas, assim como em
"Rabid Dogs", onde o fiddle impera, soberano de modo
aterrador.
Outra canção
que se destaca é "Betrayal", faixa final excelente com o
tema do filme, que se desenvolve de modo realmente atrativo
para qualquer “leigo” que tenha contato com este score
em primeira mão.
É sim uma trilha bem
majestosa, atual, carismática e certeira. Mais um ponto
positivo na carreira de Marc
Streitenfeld, que até agora não aprendeu o que é errar.
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