BODY OF LIES
Música composta por Marc Streitenfeld

Selo: Varèse Sarabande
Catálogo: 302 066 923 2
Lançamento: 2008
Faixas

1. White Whale
2. Punishment
3. To Ammam
4. Aisha
5. All By Himself
6. Burning Safehouse
7. Al-Saleem
8. Manchester Raid
9. Chased
10. NSA Speech
11. Tortured
12. Dead Sea
13. No Touch
14. I am Out
15. Rabid Dogs
16. Lost Vision
17. Never Lie To Me
18. I Shutter to Think
19. Half Steps
20. Making the Call
21. My Fault
22. Betrayal

Duração: 45:07
Cotação:


Comentário de
Viviana Ferreira

 

O alemão Marc Streitenfeld vem colaborando nas trilhas dos filmes de Ridley Scott, desde o ótimo Um Bom Ano. Antes disso, Marc colaborou com Hans Zimmer em trilhas como O Último Samurai, Gladiador e O Príncipe do Egito. Hoje, Marc Streitenfeld é um compositor em ascensão, vencedor do World Soundtrack Awards deste ano como “A descoberta do ano”, pela trilha de O Gângster (também de Scott).

Em Rede de Mentiras (Body of Lies), Marc faz mais uma vez parceria com Ridley Scott, na trama que conta a história de um ex-jornalista (Leonardo Di Caprio) ferido na guerra do Iraque, que é contratado pela CIA para ajudar na captura de um líder da Al Qaeda na Jordânia. Para capturá-lo, ele conta com a ajuda de seu manipulador chefe (Russel Crowe) na missão de espalhar um falso boato de que o terrorista está recebendo ajuda dos americanos. Para uma trilha neste contexto, digo que Marc foi extremamente original, diferente e ousado. O compositor empregou uma grande orquestra e coral, mas o som que ele extrai dos intérpretes é diferente do que poderíamos esperar.

Na primeira faixa do longa, "White Whale", a trilha já se mostra única, com um violão inicial que dá abertura a cordas que soam como sirenes. Ao longo de toda a trilha, ouviremos este tema de modo insistente. Em "To Amman", a faixa se insere no clima de Oriente Médio que existe, captando o contexto da trama com firmeza e determinação. Já "All by Himself" dá ritmo ao desenvolvimento da trilha, servindo como uma espécie de transportador dos fatos.

Para quem não sabe que se trata de uma trilha, o início de "NSA Speech" dá a impressão de se ter uma peça de um compositor autônomo contemporâneo, sendo que esta impressão logo se quebra quando a trilha oriental retorna. Em "Tortured", o solo de violino sangra através de suas notas, assim como em "Rabid Dogs", onde o fiddle impera, soberano de modo aterrador.

Outra canção que se destaca é "Betrayal", faixa final excelente com o tema do filme, que se desenvolve de modo realmente atrativo para qualquer “leigo” que tenha contato com este score em primeira mão. É sim uma trilha bem majestosa, atual, carismática e certeira. Mais um ponto positivo na carreira de Marc Streitenfeld, que até agora não aprendeu o que é errar.

 

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