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Quando se fala em
Kevin Kiner é impossível
não associá-lo a
CSI: Miami,
seriado de imenso sucesso nos EUA protagonizado por David
Caruso e que tem uma trilha que se mostra um dos pontos
fortes do seriado.
Agora chega a vez de um novo compositor agregar-se à
franquia
Star Wars,
em mais uma produção televisiva, e o escolhido para a tarefa
foi Kiner.
Em
Star Wars: The Clone Wars,
Kiner nos traz 32 gloriosas faixas interpretadas pela
Orquestra Filarmônica da cidade de Praga, de modo aterrador
de único. O longa, que é o piloto da série feita
exclusivamente em computação gráfica
Star Wars: A Batalha dos Clones
(mas que foi lançado nos cinemas), é produzido claro, por
George Lucas, e vem com o intuito de mostrar mais uma peça
da saga, agora mais uma vez de modo animado.
As 32 faixas, que somam quase 70 minutos em
um CD belamente produzido pela Sony, são pura maestria, e
sem surpresa, em determinados momentos, ouvimos os acordes
do tema magnífico de
John Williams,
interpretado desta vez de modo não tão usual. Não se espere
aqui uma interpretação ao nível do da Orquestra Sinfônica de
Londres, assim como também não espere um
score
típico dos filmes, compostos por Williams. Mas a verdade é
que a partitura se adéqua perfeitamente ao tom da animação,
e não há como negar - ela é muito bem escrita.
Após ouvirmos a abordagem de Kiner para o famoso tema da
saga, logo nos encontramos em “Battle of Christophsis”, que
misturando vozes com cada elemento de forma perspicaz e
absoluta, torna-se soberana e magnética. Em
“Meet Ahsoka”, o compositor utiliza a
guitarra, ajudando a dar à faixa (e ao score) um tom único
em relação às trilhas do cinema. A partir de determinado
momento da faixa, o mar revolto de melodia torna-se uma
calmaria com
staccatos
e pianinhos. Já em “Anakin Vs. Dooku” o suspense se sente no
imperialismo da guerra, absoluto e consoante a batalhas.
O que ouvimos em “B'omarr Monastery” são tons
baseados na percussão, até uma parte de sua duração total,
quando então os violoncelos se unem para “escurecer” um
pouco a melodia. Outra faixa de destaque é “Jedi Don't Run!”
que inebria, transcende e impera. Outras faixas que também
brilham são “Ziro Surrounded”, “Ziro's Nightclub Band” (que
tem um
jazz
maravilhoso) e “Infiltrating Ziro's Lair” (que lembra um
pouco o estilo de
Bernard
Herrmann). Impressionante também é a penúltima faixa do
score,
“Fight To The End”, onde Kevin pula de um efeito para outro
nadando nas melodias com uma maestria impecável.
Alguns fãs da saga
Star Wars
poderiam reclamar de que mais temas ouvidos no cinema
poderiam ter sido utilizados no
score
de Kiner. É possível, até porque Williams não criou um, mas
vários temas que podem ser considerados como assinaturas da
franquia. Mas não podemos esquecer que este não é o
Star Wars
que conhecemos, mas sim uma derivação animada, e não se pode
esperar que tudo pareça - e soe - igual. De modo geral, a
cada faixa Kevin se supera, mostrando o quanto ele consegue
dominar aspectos tão diferentes em si mesmos. Kevin, mais
trilhas por favor!
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