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Exodus foi uma
ambiciosa e cara produção para a época em que foi lançada, tendo custado
US$ 4 milhões). Baseada em livro de Leon Uris, roteirizada por Dalton
Trumbo (Spartacus) e dirigida pelo conceituado Otto Preminger,
retratava fatos que teriam levado à criação do Estado de Israel. O
filme foi sucesso de público e crítica, mas apesar disso, o aspecto mais
premiado da produção foi o memorável score composto pelo
austríaco Ernest Gold. Os filmes de Preminger sempre deram origem a
partituras memoráveis, casos de Laura (David
Raksin) e das jazzísticas The Man with The Golden Arm (Elmer
Bernstein) e Anatomy of a Murder (Duke Ellington). Com
Exodus não foi diferente, tendo sua trilha sonora recebido um
Oscar e um Globo de Ouro em 1960, e o álbum ganhou os Grammys de Melhor
Canção e Melhor Álbum de Trilha Sonora.
"Exodus Theme"
é a faixa mais conhecida, e vendeu milhares de cópias na interpretação
dos pianistas Ferrante e Teicher. Apesar de o tema ter puxado as vendas
da trilha e ter se tornado um hit, é injusto dizer que ele é o
único aspecto notável deste trabalho de Gold. Contratado por Preminger
antes mesmo do início das filmagens, o compositor teve tempo suficiente
para pesquisar a música tradicional árabe e israelita. A partitura
alterna momentos belos e nostálgicos, como "Summer in Cyprus" e o tema
"Karen", com outros enérgicos e épicos, como "Escape", "Fight for
Survival" e "Prison Break". Na faixa "Conspiracy", que pontua uma cena
de suspense, Gold utiliza instrumentação de sopro e percussão típicos da
música árabe, com a adição de um vocal masculino entoando um cântico
religioso. E, é claro, há o "Exodus Theme", um hino majestoso que
representa a força de caráter do personagem principal e a busca pela
liberdade que caracteriza o espírito humano.
Pelo conteúdo, este é um CD clássico, mas que infelizmente peca pela
qualidade do áudio. Não conheço a edição que estava anteriormente em
catálogo, mas esta reedição dita remasterizada apresenta um som
metálico, com alguma distorção em suas notas mais altas e, até mesmo, um
chiado bem perceptível em certos trechos. É de se imaginar o péssimo
estado em que estavam as masters que foram utilizadas...
Normalmente prefiro as gravações originais dos scores, mas no
caso de Exodus, uma regravação, de preferência incluindo músicas
adicionais, seria mais do que bem vinda. |