FROST/NIXON
Música composta por Hans Zimmer

Selo: Varèse Sarabande
Catálogo: 302 066 942 2
Lançamento: 2008
Faixas

1. Watergate
2. The Numbers
3. Hello, Good Evening And Welcome
4. Pardon The Phlebitis
5. Status
6. Beverly Hilton
7. Money
8. Frost Despondent
9. Insanely Risky
10. Cambodia
11. Research Montage
12. The Final Interview
13. Nixon Defeated
14. First Ideas


Duração: 43:00
Cotação:


Comentário de
Viviana Ferreira

 

Hans Zimmer é sim um bom compositor, mas tem um problema: o desleixo. Muitas vezes suas trilhas são consideradas apenas satisfatórias pelo fato de que ele não se esforça muito. Claro que, quando ele quer, ele compõe lindamente, como é o caso de O Código Da Vinci, O Amor Não Tira Férias e os Batmans de Christopher Nolan - Begins e O Cavaleiro das Trevas. Pois bem, Frost/Nixon se junta à lista de ótimas trilhas, com uma originalidade única, e uma beleza de dar gosto.

O filme, dirigido por Ron Howard e com roteiro de Peter Morgan, narra as entrevistas feitas por David Frost com Richard Nixon, anos depois deste ter renunciado em função do escândalo Watergate. O filme, excelente, tem altos momentos de tensão e, para isso, precisa de uma trilha à altura. E é o que Hans faz, ao utilizar violoncelos como base de uma estrutura suprema e complexa.

A primeira faixa da trilha, “Watergate” é direta, absoluta, intensa e poderosa. Já “Hello, Good Evening and Welcome”, cujo título repete o jargão utilizado por David Frost, tem uma melodia com estilo e cordas grandiosas e interessantes. Já “Status” tem um violoncelo (alma da trilha) assustador, sublime e intrigante.

Em “Frost Despondent” há um drama maior que vai se desenvolvendo aos poucos, sem tropeços ou falhas. Outra faixa de destaque é “Research Montage”, onde há tons de suspense e o novo se funde com o velho, tendo a criatividade como o elemento principal.

“Nixon Defeated” tem um piano cativante, triste e fechado, sem mistérios ou dor. Mas a faixa principal do score é “First Ideas”, onde há o nostálgico, o errôneo, o sombrio e o habitual de Frost/Nixon. Sendo assim Hans consegue compor uma belíssima trilha, uma das melhores do ano e uma das melhores de sua carreira. Que ele continue assim, vamos dizer... dedicado.

 

 

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