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Capitalizando a expectativa gerada pelo já clássico Batman:
O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight), um
pouco antes da chegada do filme aos cinemas a Warner lançou
um DVD com seis episódios animados do Homem-Morcego,
intitulado Batman:
O Cavaleiro de Gotham (Batman:
Gotham Knight), que se passam entre o intervalo dos
últimos dois filmes live
action do
herói - Batman
Begins e The
Dark Knight. Para “cumprir a tarefa” na parte
musical da coletânea, foram chamados três compositores que
realmente sabem fazer uma boa trilha de suspense e ação.
Foram eles: Christopher Drake, Kevin Manthei, e Robert J.
Kral, cada um deles ficando responsável por 2 episódios de
maneira aleatória.
Christopher Drake, mais conhecido por compor os scores das
versões anime de Hellboy,
ficou responsável pelo primeiro segmento, “Have I Got a
Story for You” (que tem seis faixas), onde algumas crianças
contam suas versões sobre a "lenda urbana" que envolve o
Homem-Morcego a partir de encontros que tiveram com ele, e
do quarto segmento, “In Darkness Dwells” (com quatro
faixas), que mostra um Batman lidando com a dor, ao lutar
contra os inimigos Killer Croc e Espantalho.
Já
Kevin Manthei, compositor do excelente Justice
League: The New Frontier e
da série Nancy
Drew, compôs os segmentos “Crossfire” (com duas faixas),
que retrata a visão diferente que dois detetives da unidade
especial do tenente Gordon têm de Batman, e do segmento
“Working Through Pain” (cinco faixas), onde a história se
foca no treinamento passado de Bruce Wayne para controlar a
dor.
Por
último na ordem, Robert J. Kral, que em 2007 compôs a trilha
de Superman:
Doomsday, porém ainda sendo mais conhecido pelas
excelentes composições feitas para a série de
TV
Angel,
é responsável pela trilha de “Field Test” (três faixas),
onde Lucius Fox cria para Bruce um dispositivo capaz de
desviar a trajetória de uma bala, mas acontecimentos fazem
Batman repensar seu uso; e ainda pela do último segmento,
“Deadshot (quatro faixas), onde Batman confronta um
pistoleiro de aluguel.
Drake,
em seus segmentos, utiliza seu score de
forma mais pesada e individual, como em “Main Titles”
(segmento HIGSFY), onde cria uma atmosfera sombria
misturando vozes ao fundo e, posteriormente, guitarras. Em
“Living Shadow”, do mesmo segmento, sentimos as “sombras”
existentes em cena. Aliás em todo primeiro segmento, ele usa
e abusa dos efeitos, mapeando a escuridão como se estivesse
em um túnel fechado. No quarto segmento da coletânea e o
segundo para o qual Drake também compõe, “In Darkness Dwells”,
tem-se uma excelente introdução, partindo para as demais
composições de maneira bem conduzida e organizada. Nesta
parte, outra música que chama a atenção é “Gordon's Cannibal”,
pela seqüência inquietante das cordas misturadas aos mínimos
efeitos sonoros. Em “Killer Croc”, a ação se mistura com uma
excelente sintonia de melodias que prendem a atenção, sendo
constantemente ofegante e harmoniosa ela realmente consegue
obter um resultado excelente. Finalizando a participação de
Drake, temos “Escape and End”, que completa as suas
composições como quem termina um quebra-cabeça.
Manthei, que sempre inspira uma melodia em nossa mente, é
mais agressivo no segmento “Crossfire”, emoldurando as
personalidades alheias existentes no Homem-Morcego. As
faixas
“Crossfire” e e “Inferno”
jogam com os efeitos, fazendo surgir uma trilha que não tem
medo de ousar e ser ousada. Mas o êxito de Kevin vem mesmo
no segmento “Working Through Pain”, onde suas músicas mexem
com ritmos lisonjeiramente orientais, e são um deleite para
os ouvidos. Destacam-se, sem sombra de dúvida, as faixas
“Bazaar” e “There is Another/Training”, havendo um momento
de concentração eficaz que Kevin utiliza para manter o ritmo
da história. Bem feitas e bem emolduradas, as criações de
Kevin Manthei são realmente um presente glorioso.
Por
ultimo, Kral relembra o drama no segmento “Field Test” como
se, com as faixas “New Device”, “Trigger a Device” e “A
Russian in His Grave”, estivesse formulando o pensamento do
personagem, onde cada passo dado pode ser fatal ou
surpreendente. O que é interessante notar, é a bela presença
das flautas formulando um “campo” para cellos e
violinos, com o objetivo de preparar as partes subseqüentes
das músicas. E “Deadshot”, que é o ultimo segmento de Batman:
Gotham Knight, é com certeza o mais intenso de todos
eles. Em “Parents Killed” o piano de maneira melancólica se
mistura com as cordas, criando um prólogo às outras faixas.
Mas de todas as existentes nesta passagem, a maravilhosa
“Gordon/Batman/The Train” merece aplausos. Inquieta, ativa e
capaz, ela sublinha muito bem a luta que Batman enfrenta.
Por fim, “His Life Quest” conclui esta maravilhosa parte
final.
Ao final do CD, “End Credits Suíte” termina
sendo uma fusão de melodias utilizadas ao longo das
histórias, mostrando que, embora tenham sido feitas por
compositores diferentes, estes trabalharam de tal forma que
conseguiram montar suas trilhas formando uma só, de modo
realmente bem feito. Crédito para estes três promissores
compositores, que mais uma vez mostraram porque são tão bons
no que fazem. |