BATMAN: GOTHAM KNIGHT
Música composta por Christopher Drake (faixas 1-6, 12-16) , Robert J. Kral (faixas 9-11, 22-25), Kevin Manthei (faixas 7-8, 17-21)

Selo: La-La Land Records
Catálogo: LLLCD 1074
Lançamento: 2008
Faixas

1. Main Titles/Intro/Interlude/Punk Skater/Trouble At The Dock
2. Living Shadow/Living Shadow Finale
3. Skater Girl/Trouble In the City
4. Batmonster Appears/Batmonster Do-Over/Batmonster Finale
5. Rooftop Robbery/Robobat
6. Have I Got A Story For You Finale
7. Crossfire
8. Inferno
9. New Device
10. Trigger A Device/As Good As Your Drive
11. A Russian In His Grave/It Works Too Well
12. In Darkness Dwells Intro
13. Gordon's Cannibal/Ghost Station
14. Epidermolytic Hyperkeratosis
15. Killer Croc/Hallucinations/Scarecrow Interrupted
16. Escape And End
17. Working Through Pain/The Fall
18. Bazaar
19. There Is Another/Training
20. Rejected And Despised
21. Painless Fight/I Can't
22. Parents Killed
23. Gun Attraction/Park Killing
24. Gordon/Batman/The Train
25. His Life's Quest
26. End Credits Suite

Duração: 61:52
Cotação:


Comentário de
Viviana Ferreira

 

Capitalizando a expectativa gerada pelo já clássico Batman: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight), um pouco antes da chegada do filme aos cinemas a Warner lançou  um DVD com seis episódios animados do Homem-Morcego, intitulado Batman: O Cavaleiro de Gotham (Batman: Gotham Knight), que se passam entre o intervalo dos últimos dois filmes live action do herói - Batman Begins e The Dark Knight. Para “cumprir a tarefa” na parte musical da coletânea, foram chamados três compositores que realmente sabem fazer uma boa trilha de suspense e ação. Foram eles: Christopher Drake, Kevin Manthei, e Robert J. Kral, cada um deles ficando responsável por 2 episódios de maneira aleatória.

 

Christopher Drake, mais conhecido por compor os scores das versões anime de Hellboy, ficou responsável pelo primeiro segmento, “Have I Got a Story for You” (que tem seis faixas), onde algumas crianças contam suas versões sobre a "lenda urbana" que envolve o Homem-Morcego a partir de encontros que tiveram com ele, e  do quarto segmento, “In Darkness Dwells” (com quatro faixas), que mostra um Batman lidando com a dor, ao lutar contra os inimigos Killer Croc e Espantalho.

 

Já Kevin Manthei, compositor do excelente Justice League: The New Frontier e da série Nancy Drew, compôs os segmentos “Crossfire” (com duas faixas), que retrata a visão diferente que dois detetives da unidade especial do tenente Gordon têm de Batman, e do segmento “Working Through Pain” (cinco faixas), onde a história se foca no treinamento passado de Bruce Wayne para controlar a dor.

 

Por último na ordem, Robert J. Kral, que em 2007 compôs a trilha de Superman: Doomsday, porém ainda sendo mais conhecido pelas excelentes composições feitas para a série de TV Angel, é responsável pela trilha de “Field Test” (três faixas), onde Lucius Fox cria para Bruce um dispositivo capaz de desviar a trajetória de uma bala, mas acontecimentos fazem Batman repensar seu uso; e ainda pela do último segmento, “Deadshot (quatro faixas), onde Batman confronta um pistoleiro de aluguel.

 

Drake, em seus segmentos, utiliza seu score de forma mais pesada e individual, como em “Main Titles” (segmento HIGSFY), onde cria uma atmosfera sombria misturando vozes ao fundo e, posteriormente, guitarras. Em “Living Shadow”, do mesmo segmento, sentimos as “sombras” existentes em cena. Aliás em todo primeiro segmento, ele usa e abusa dos efeitos, mapeando a escuridão como se estivesse em um túnel fechado. No quarto segmento da coletânea e o segundo para o qual Drake também compõe, “In Darkness Dwells”, tem-se uma excelente introdução, partindo para as demais composições de maneira bem conduzida e organizada. Nesta parte, outra música que chama a atenção é “Gordon's Cannibal”, pela seqüência inquietante das cordas misturadas aos mínimos efeitos sonoros. Em “Killer Croc”, a ação se mistura com uma excelente sintonia de melodias que prendem a atenção, sendo constantemente ofegante e harmoniosa ela realmente consegue obter um resultado excelente. Finalizando a participação de Drake, temos “Escape and End”, que completa as suas composições como quem termina um quebra-cabeça.

 

Manthei, que sempre inspira uma melodia em nossa mente, é mais agressivo no segmento “Crossfire”, emoldurando as personalidades alheias existentes no Homem-Morcego. As faixas “Crossfire” e e “Inferno” jogam com os efeitos, fazendo surgir uma trilha que não tem medo de ousar e ser ousada. Mas o êxito de Kevin vem mesmo no segmento “Working Through Pain”, onde suas músicas mexem com ritmos lisonjeiramente orientais, e são um deleite para os ouvidos. Destacam-se, sem sombra de dúvida, as faixas “Bazaar” e “There is Another/Training”, havendo um momento de concentração eficaz que Kevin utiliza para manter o ritmo da história. Bem feitas e bem emolduradas, as criações de Kevin Manthei são realmente um presente glorioso.

 

Por ultimo, Kral relembra o drama no segmento “Field Test” como se, com as faixas “New Device”, “Trigger a Device” e “A Russian in His Grave”, estivesse formulando o pensamento do personagem, onde cada passo dado pode ser fatal ou surpreendente. O que é interessante notar, é a bela presença das flautas formulando um “campo” para cellos e violinos, com o objetivo de preparar as partes subseqüentes das músicas. E “Deadshot”, que é o ultimo segmento de Batman: Gotham Knight, é com certeza o mais intenso de todos eles. Em “Parents Killed” o piano de maneira melancólica se mistura com as cordas, criando um prólogo às outras faixas. Mas de todas as existentes nesta passagem, a maravilhosa “Gordon/Batman/The Train” merece aplausos. Inquieta, ativa e capaz, ela sublinha muito bem a luta que Batman enfrenta. Por fim, “His Life Quest” conclui esta maravilhosa parte final.

 

Ao final do CD, “End Credits Suíte” termina sendo uma fusão de melodias utilizadas ao longo das histórias, mostrando que, embora tenham sido feitas por compositores diferentes, estes trabalharam de tal forma que conseguiram montar suas trilhas formando uma só, de modo realmente bem feito. Crédito para estes três promissores compositores, que mais uma vez mostraram porque são tão bons no que fazem.

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