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James Newton Howard
volta a se reunir com o diretor M. Night Shyamalan em seu
mais recente filme,
Fim dos Tempos. A
trilha sonora oferece 18 faixas de Howard, disponíveis tanto
online na
iTunes como em lojas que comercializam o CD. Dados os custos envolvidos em
comprar em mídia física atualmente, recomendaria fazer o
download legal, o que fiz. Uma trilha sonora como esta,
ainda que de um compositor proeminente, não é exatamente
algo que eu colecionaria. Além disso,
a Varèse Sarabande não oferece um encarte que valha o
investimento, então o método de compra foi o ideal para mim.
Após ter ouvido pela primeira vez este score,
o melhor modo de descrevê-lo é de que se trata de um esforçado trabalho de Howard.
Enquanto a maioria de suas colaborações prévias com Shyamalan resultaram em
estilos interessantes, esta está mais na linha de
O Sexto Sentido,
o que significa que é um tipo mais tradicional de trilha de horror. O que a
torna melhor que a de
O Sexto Sentido,
entretanto, é que
Fim dos Tempos
pode ser o score gótico mais suave que já ouvi, combinando um senso
de compaixão humana com um semblante de medo. No final, porém, é o meio
termo que prevalece, nos deixando com um resultado indefinido.
The
Happening não é o tipo de score
que levará seus sentidos em uma direção bem definida por um período de tempo
mais longo. Não é assustador ou emocional o suficiente. Em vez disso, ele
toca como uma mera conseqüência do que está acontecendo na tela. Há sons de
cellos elegantes, underscore sutil e inquietantes intervenções orquestrais
por todo o álbum. É efetivo, mas não necessariamente memorável já que nenhum
dos seus melhores aspectos são mantidos por tempo suficiente.
A trilha
sonora melhora quando Howard deixa as percussões de destacarem, primeiro na
faixa 4 e mais tarde, brevemente, no ato final do álbum. São nesses momentos
que a ação é percebida e de forma mais crua e impactante, o que é uma ótima
reação para um score de horror. Em outras áreas de interesse, o uso
que Howard faz de cordas e piano
adiciona uma camada de emoção à história, e chega perto de aprofundar o
ouvinte dentro da saga. Em suma, há uma profícua tapeçaria musical em uso,
mas sua eficácia é provavelmente melhor apreciada enquanto assistimos ao
filme - interpretação tosca de Mark Wahlberg à parte.
Minha
decepção com The Happening
é aparente, já que gostei muito das colaborações Howard/Shyamalan no passado.
Independentemente do ritmo deliberado dos filmes do diretor, Howard sempre
fora capaz de criar temas e trilhas incidentais únicos e interessantes para
cada um deles, principalmente em
Sinais
e
A
Vila. Aqui, contudo, ele voltou ao
ponto de partida, por assim dizer, com um score tradicional de horror
e suspense que é mais rotineiro que original.
Se você gosta
dos trabalhos mais serviçais de Howard, irá apreciar o que ele compôs para
Fim dos Tempos.
Mas se, como eu, esperava por outra criação única e original no mundo da
parceria Howard/Shyamalan, então você também ficará um tanto desapontado.
Certamente é uma obra caprichada e bem realizada, mas não uma recomendação
para a massa de seus fãs. |