Harry Potter and the GOBLET OF FIRE
Música composta por Patrick Doyle


Selo:
Warner Bros
Catálogo:
49631
Ano: 2005

Faixas:
1. The Story Continues
2. Frank Dies
3. The Quidditch World Cup
4. The Dark Mark
5. Foreign Visitors Arrive
6. The Goblet of Fire
7. Rita Skeeter
8. Sirius Fire
9. Harry Sees Dragons
10. Golden Egg
11. Neville's Waltz
12. Harry In Winter
13. Potter Waltz
14. Underwater Secrets
15. The Black Lake
16. Hogwart's March
17. The Maze
18. Voldemort
19. Death of Cedric
20. Another Year Ends
21. Hogwart's Hymn
22. Do The Hippogriff - Jarvis Cocker
23. This Is The Night - Jarvis Cocker
24. Magic Works - Jarvis Cocker
Duração: 75:57
Cotação:


Comentário de
Lucas Vandanezi

 

Junho de 2001 - As últimas páginas de Harry Potter e o Cálice de Fogo são devoradas por meus olhos, e os de tantas outras pessoas. O que mal sabíamos era que em quatro anos um obra-prima seria feita;

Novembro de 2005 - Entro na sala de cinema com a certeza de que vou ver um excelente filme, provavelmente o melhor já feito da série, talvez por conta do melhor livro escrito por J. K. Rowling.

Cuidado! Uma adaptação literária tão grandiosa tem seus contratempos. Um deles é a mudança de diretores (até agora foram três) e nesse último, além do novo diretor - Mike Newell - houve também a troca do compositor. John Williams é sem dúvida alguma o compositor mais prestigiado no cinema mundial e foi responsável pelo tema de Harry Potter, bem como pela trilha incidental, nos 3 primeiros filmes. Mas seja porque Williams já não se mostrava inspirado para trabalhar na série, seja por ter se envolvido em vários outros projetos em 2005, a troca do diretor também ensejou um novo compositor - seu nome: Patrick Doyle.

Aos 52 anos de idade, Doyle fez trilhas que particularmente me agradam muito, como é o caso de Histórias para Toda a Vida e Assassinato em Gosford Park". Claro que seu nome não é tão sonoro quanto o de Williams, mas será o nome tão importante assim? Um filme como Harry Potter e o Cálice de Fogo pede uma trilha grandiosa, * e isso foi cumprido!

As luzes se apagam e o filme começa. O alvoroço dos "aborrescentes" que lotam a sala faz com que eu fique um tanto quanto revoltado, prestes a gritar (Vamo calá a boca aí &%$*#&), mas não o faço. Aos poucos, o silêncio e o deslumbre toma conta do cinema, e os violinos, cellos e baixos de Doyle começam a cantar. Desenvolvendo com maestria os temas compostos por Williams, Doyle faz não só a melhor partitura do ano, mas deixa sua marca na escola de Hogwarts. Com uma trilha muito bem editada, a presença de peso, paixão, tensão e mistério é repleta da magia do bruxo (agora com 14 anos) e Cia.

O torneio Tribruxo é o tema principal do filme, e a chegada das escolas "Beauxbatons" e "Drumstrang" traz, além do clima de competitividade um clima de score. A apresentação de ambas escolas é muito bem amarrada com o score do filme, bem como a apresentação das seleções da Irlanda e Bulgária na Copa Mundial de Quadribol mostrada no início do filme. Admito, eu quase dei cabeçadas nas pessoas ao meu lado, pois a euforia de ver um filme desse porte já é forte, e quando acompanhada de uma trilha como a de Doyle, nem se fala.

O mais interessante é que a música segue o filme de forma fiel - sim, é bem pesada -, mas apesar da censura ser 10 anos de idade, eu, com os meus 22 anos fiquei chocado por muitas vezes - e a trilha foi uma das responsáveis por isso. A morte do personagem.... oops, quase falei! Bem, a morte presente no filme faz com que eu reforce ainda mais o conceito que já tinha no passado (Harry Potter NÃO é coisa de criança). Forte não seria bem a palavra que descreve a perda do personagem no filme. A pressão que senti no peito foi tão intensa quanto as pancadas que meu ouvido levava a cada nota de baixo e cello.

Pela primeira vez na história do filme se faz presente o uso de canções originais (por Jarvis Cocker). Uma banda estilo "sou bruxo sim, e daí?" fez no baile do filme uma apresentação de rock, deixando a trilha do filme ainda mais completa. O filme, bem como sua trilha, não foi apenas o melhor da série, mas o melhor do ano. E apesar dos cortes inofensivos efetuados pelo diretor, a história trilha sua potência e a trilha potencialmente faz história.

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