HULK
Música composta por
Danny Elfman

Selo:
Decca
Catálogo:
B0000633-02
Ano: 2003
Faixas:
1. Main Title
2. Prologue
3. Betty's Dream
4. Bruce's Memories
5. Captured
6. Dad's Visit 
7. Hulk Out! 
8. Father Knows Best 
9. ...Making Me Angry 
10. Gentle Giant 
11. Hounds Of Hell 
12. The Truth Revealed 
13. Hulk's Freedom 
14. A Man Again 
15. The Lake Battle 
16. The Aftermath 
17. The Phone Call 
18. End Credits 
19. Set Me Free
Duração: 63:
50
Cotação:


Comentário de
Fábio Massaine Scrivano

 

Com Os Fantasmas se Divertem, Batman e Edward Mãos de Tesoura, entre outras trilhas, Danny Elfman despontou em meados dos anos 80 como um dos mais promissores novos talentos da música de cinema. Mas em alguns trabalhos recentes e importantes, o ex-líder do grupo de rock Oingo Boingo tem deixado muito a desejar. É o caso de Planeta dos Macacos, Homem-Aranha e, agora, Hulk, malsucedida transposição para o cinema do personagem dos quadrinhos criado em 1962 por Stan Lee e Jack Kirby e que já havia rendido, no final dos anos 70, uma popular série de televisão com Bill Bixby e o musculoso Lou Ferrigno.

O melancólico tema de Joe Harnell também era uma das atrações do programa. Elfman não foi a primeira escolha para musicar o filme, dirigido por Ang Lee (Razão e Sensibilidade, O Tigre e o Dragão) e com elenco encabeçado por Eric Bana, que no papel do cientista atormentado Bruce Banner é menos expressivo do que o seu alterego digital, a monstruosa criatura verde na qual se transforma quando fica irritado. John Williams chegou a ser anunciado como compositor do projeto, mas a função ficou a cargo de Mychael Danna (Tempestade de Gelo, de Lee, O Doce Amanhã), que acabou sendo substituído por Elfman, acostumado ao universo dos quadrinhos depois de Batman, Dick Tracy, Darkman, a série de TV The Flash e Homem-Aranha.

Infelizmente, seguindo uma tendência cada vez mais forte das trilhas atuais, ele sacrifica a musicalidade por uma pseudofuncionalidade. Seu tema principal para Hulk, uma seqüência de seis notas em descenso, acrescenta muito pouco ao drama de Bruce Banner, assim como os inúmeros efeitos percussivos e as já esperadas referências a Bernard Herrmann, sua mais óbvia influência. Também falta inspiração nos trechos sentimentais, e as intervenções vocais de Natacha Atlas são de flagrante inconveniência.

É uma coincidência que Hulk trate, entre outras coisas, de lembranças reprimidas, pois parece que Elfman está esquecendo de como se faz uma boa trilha sonora. E o que dizer do rock "Set Me Free" (de Scott Weiland, Slash, Duff McKagan, Matt Sorum e Dave Kushner) que acompanha os créditos finais? Existe caso mais óbvio de interesse comercial prevalecendo sobre adequação dramática?

 

 

 

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