THE HUMAN STAIN
Música composta por Rachel Portman


Selo:
Lakeshore Records
Catálogo:
33735
Ano: 2003

Faixas:
1. Opening Credits
2. Iris Dies/Library/Coleman Waits for Faunia
3. It's In The Mail/End Credits (original version)
4. The Two Urns/Father Dies 
5. Navy Recruiting 
6. Steena Rejects Coleman
7. Audobon Society/The Crow 
8. Coleman's Funeral/Faunia Dances
9. The Accident 
10. You Think Like A Prisoner
11. Frozen Lake 
12. Its In The Mail/End Credits (rewrite)

Duração: 35:11
Cotação:


Comentário de
Mariano J. Sister

 

A julgar por seus últimos trabalhos, tudo indicava que Rachel Portman não iria conseguir desfazer-se do espírito de Emma tão facilmente. Títulos recentes como Nicholas Nickleby ou Mona Lisa Smile, para citar apenas alguns, deixavam entrever duas coisas: uma pobre construção musical e a falta de dedicação por parte de sua autora. Em boa parte de seus trabalhos, era possível reconhecer vestígios de Emma, uma estupenda trilha sonora de reminiscências clássicas, que não apenas lhe deu a oportunidade de conquistar seu primeiro Oscar de Melhor Trilha Sonora Original, em 1996, como também de receber o reconhecimento por parte de seus colegas como uma refinada compositora, o que lhe abriu caminho em uma indústria dominada, em sua esmagadora maioria, por homens.

Quando tudo indicava que sua carreira estava a ponto de estagnar-se, Portman surpreende com uma interessantíssima trilha sonora, The Human Stain. Uma partitura suave e contemplativa, melancólica e estranha, concebida para ser executada por piano – que se converterá no instrumento dominante da partitura - e um quarteto de cordas, deixando à flor da pele toda sua sensibilidade em cada uma das notas. A música de The Human Stain gira em torno do tema principal (“Opening Credits”), soberba composição de características melancólicas e intimistas, que possui uma grande profundidade psicológica. Outras passagens do score oscilam entre o suspense, como em “Audobon Society/The Crow”, ou o puro drama de “The Accident”.

Também merece destaque a animada frase que dita o piano ao final da faixa “Iris Dies/Library Coleman Waits For Faunia”. Portanto, só resta dizer que Rachel Portman voltou à melhor forma de sua carreira, através de uma partitura soberba que não será esquecida por muito tempo.

 

 

 

 

 

CDs COMENTADOS