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O
adorável filme dirigido pela roteirista
Robin Swicord,
Clube de Leitura de
Jane Austen, necessitava de uma trilha dinâmica,
divertida, e continuada, já que a história baseia-se na vida
de seis personagens, que vão se transformando através das
leituras mensais dos livros de Jane Austen no clube de
leitura "Sempre Austen o Tempo Todo”, para curar todos os
males do mundo. Então Aaron Zigman, o atual rei das trilhas
versáteis, teve de cumprir esta tarefa e, logicamente, mais
uma vez ele conseguiu.
A trilha por si só é muito bem formulada, moldando cada
instrumental de acordo com os dramas de cada personagem.
Vejamos a faixa 4, “Trey Comes on to Prudie” mostra angústia
e medo que a personagem tem perante este desejo reprimido
por Trey, seu aluno. A faixa seguinte “Jocelyn and Grigg” é
perfeita, por existir este relacionamento de dualidade entre
os dois personagens. A faixa em homenagem à fantástica
personagem de Kathy Baker, “Bernadette”, resume sua
personalidade no momento, e sua sabedoria magnificamente
engraçada. Assim como as faixas “April Book Club” e “May
Book Club”, que têm duração de poucos segundos mas que
demonstram o ritmo e a aura de espírito vividos pelos
personagens naqueles meses. Enfim, as pequenas peças de
Aaron são mini-transformações, que tanto alteram a vida
destes seis personagens em suas jornadas pessoais.
Assim como os personagens de Jane Austen, as composições de
Zigman complementam–se, formando um livro de novas melodias,
moldadas às peças fabulosas existentes nesse
inteligentíssimo filme. Ótimo papel para um compositor que
se transforma a cada novo papel, assim como Jane Austen
transformava-se sem seus livros.
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