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O álbum da
trilha sonora original de Rei Arthur inicia com a canção "Tell Me
Now (What You See)" interpretada por Moya Brennan, solista do grupo
Clannad e que já trabalhara com
James Horner para a
trilha sonora de Patriot Games. É uma canção com tom celta, que
está bastante próxima do pop. Um suave começo que nos diz que
King Arthur não apenas mostrará batalhas, mas também uma história de
amor, tema que justamente é utilizado para tal fim ao longo deste
score. Posteriormente nos é revelada uma partitura que, em
estrutura, se assemelha ao Zimmer de Crimson Tide ou de
Gladiator, com a particularidade de lembrar o trabalho de Nick
Glennie-Smith para The Man in the Iron Mask. Um score de
poucos temas lânguidos com uma percussão constante, repleto de corais (sampleados
e reais) mesclados com a orquestra. Ou seja, um trabalho com o "Som
Zimmer", com muita percussão e desenvolvimento dramático dos temas, que
servirão tanto para as partes românticas como para o heroísmo.
A segunda faixa é "Woad to Ruin", que tem uma duração de mais de 11
minutos, nos descreve perfeitamente o filme que assistiremos com alguns
vagos sons celtas que nos situam geograficamente, bem como corais e
percussões que nos dão conta de um momento épico cheio de tropas em
busca de sangue por um lugar na terra. Logo após surge a melancolia das
cordas que nos levam ao drama e à pausa que se dá aos guerreiros entre
tanto sofrimento. E finalmente, a carga altiva e heróica que os levará à
vitória e a uma marcha pomposa de cavalos e cavaleiros de andar
triunfal. O raro deste momento é que ele não se repete ao longo do
score, já que a partir dali o motivo heróico passa a ser o tema de
amor. Em "Do You Think I'm A Saxon" a batalha está sobre nós, e os
celtas parecem golpear suas armas pesadas contra o solo após o combate.
Totalmente percussivo, este tema, que apresenta a orquestra com tons
baixos e coral, se assemelha a um trem que se aproxima para lhe
atropelar, e está tomando força para fazê-lo. Nesta faixa, Hans Zimmer
utiliza coros femininos e masculinos, mas como parte dessa maquinaria de
sons étnicos que o caracterizam, até a apresentação do leit motiv
em forma solene, como quando, em Gladiator, Maximus era
ovacionado pelo Coliseu. "Hold the Ice" inicia com Moya Brennan, não com
a característica de Lisa Gerard, mas sim evocando um canto celta. Assim
o tema de amor aos poucos cede lugar ao coral, junto à orquestra que o
acompanha e que suavemente nos vai levando à melancolia, para finalmente
terminar com uma nova marcha triunfal.
"Another Brick in Hadrian's Wall" é a quinta faixa do score, que
continua a marcha até algum lugar onde o destino cru da guerra parece
estar à espera de nossos heróis. Assim, com sopros e coros obscuros, uma
voz feminina nos presenteia com uma respiração (literalmente) e nos
deixa com a tristeza mais profunda, que parece andar ao lado da
desgraça. "Budget Meeting" nos leva ao que parece ser a batalha final.
Aqui, com trocas de ritmos, tempos com percussões e coros heróicos, se
desenvolve toda a ação, sem pausa por quase quatro minutos, para
continuar posteriormente até que chegamos, novamente, aos coros
heróicos. Certas percussões, similares à que Zimmer utilizara na cena do
estouro da manada de The Lion King, também podem ser notadas,
desembocando no tema heróico. Ele apresenta um Rei Artur que chega ao
final de suas forças, em uma batalha que termina com tons solenes e com
ares de Requiem, até uma despedida romântica similar à de The
Last Samurai. Finalmente tudo termina com uma violenta percussão e
coros que nos dão conta de alguém que dá tudo de si, para alcançar a
imortalidade. "All of Them" encerra o score com lamentos de Moya
Brennan e a melancolia gerada por sopros e cordas, que nos levam a
relembrar e a viver o sucedido, com a grandeza que merece a lenda do
Rei.
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