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Quando Don Kahn trouxe a Jefrey Katzenberg a idéia de O
Rei Leão, Jefrey (então o Todo-Poderoso da Disney) tinha
a certeza absoluta de que seria um fracasso. “Como uma
história que mistura Bambi com Hamlet na África poderia dar
certo?”. Pois é, essa mistura deu tão certo que hoje O
Rei Leão é o filme animado em 2D que mais faturou na
história do cinema, e permanece como uma lenda ao lado de
A
Bela e a Fera como a maior produção da história da
Disney em desenho animado.
Como na época Jefrey Katzenberg estava tão ansioso com o
longa
Pocahontas, chegando a renegar O Rei Leão,
Alan Menken,
compositor oficial da Disney na época, foi “poupado” para
ser exclusivo de Pocahontas, e Jefrey colocou
Hans Zimmer
na trilha, sendo que Elton John e Tim Rice (que já estava no
estúdio desde
Aladdin)
ficaram responsáveis pelas canções.
Para contar a história de Simba, o leãozinho que vê a morte
do pai ainda filhote e inicia uma jornada rumo à sua alma,
Hans optou por fazer uma trilha melodiosa, marcante e
impactante, baseada nos sons naturais da África, e isso ele
sabe fazer muito bem, utilizando muita percussão nas
instrumentais. Já Elton e Tim, que seguiram também a linha
de Hans, investiram em canções “hits” que marcam e chamam a
atenção ao mesmo tempo.
Dentre as instrumentais de Hans sobressaem-se “This Land”,
faixa que destaca a alma do filme, apontando um som natural
e definitivo, e a lindíssima e inesquecível “Under the
Stars”, faixa que realmente toca o coração de quem a ouve
por ser magnânima e sublime. Na parte das canções, é
impossível esquecer a lindíssima “Circle of Life”, que
realmente representa tudo que o filme é, além das
divertidíssimas “I Just Can´t Wait to be King” e “Hakuna
Matata”, que nos deixam com um sorriso no rosto. Mas a
canção que realmente é o ápice de todo o filme é “Can You
Feel the Love Tonight?” musica-tema que se tornou um grande
sucesso mundial e levou o Oscar de melhor canção (assim como
Hans ganhou o de melhor trilha).
Bem, o que pode-se dizer é que a trilha de “O Rei Leão” é um
clássico moderno, como o filme em si. Linda, bem estruturada
e soberana, ela está, para sempre, escrita nas estrelas.
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