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Hans Zimmer
tem seus momentos de auge, e momentos de certa... hummm...
preguiça. Com trilhas no currículo como as de
O Rei
Leão,
Gladiador e Rain Man, Hans foi a alternativa
abençoada encontrada por Jefrey Katzenberg em termos de
composição. Em Madagascar 2 Hans continua o trabalho
iniciado na animação anterior, mas com um tema melhor ainda,
e com mais composições originais. São 17 faixas ao total,
que conseguem agitar, funcionar de modo brando e divertir.
São tão boas que comentarei sobre a maioria delas.
Com a primeira faixa, “Once Upon A Time in
Africa”, a trilha começa muito bem com uma faixa climática e
calorosa. Este tema é o melhor de Hans em anos (pelo menos
desde
O Amor Não Tira Férias), e abraça os violinos de
modo único. “The Traveling Song” é A música do filme,
tendo um ritmo muito gostoso, e gruda na cabeça feito
chiclete. “Party! Party! Party!” é uma faixa que entra bem
no ritmo de Madagascar, sendo extremamente original e
legal. E na quarta faixa chegamos a “I Like To Move It, Move
It”, canção que se tornou uma lenda desde que o filme foi
lançado, mas que vai decepcionar um pouco os fãs, pois ela
vem em um ritmo mais lento e em um clima mais r&b -
aquém da versão original mas ainda assim coloca um sorriso
no rosto de qualquer um que a ouve. Versão divertidíssima é
a do tema de Três Homens em Confilto (“The Good, The
Bad, and The Ugly”), de
Ennio
Morricone, que surge numa versão polka e é nada mais que
uma homenagem ao compositor italiano.
Uma faixa que se distancia da qualidade das
demais é “Big and Chunky”, que está mais com cara de que foi
feita pelo will.i.am do Black Eye Peas (que faz uma
das vozes) do que organizada por Hans Zimmer. Mas o erro se
redime com a ótima “Volcano” que é agitada e deliciosa para
rir e se desestressar um pouco. Em seguida “Rescue Me” volta
com o tema principal do longa, que não sai da cabeça
facilmente. Outro destaque é “She Loves Me”, totalmente
engraçada e inovadora. Mas é em “Foofie” que temos um faixa
típica de Hans, com cordas ao vento, staccatos junto
a uma flauta incrível, tocando novamente o tema do longa. Há
também “Copacabana” de Barry Mannilow, que é uma homenagem
ao clássico do cantor, e “Monochromatic” é simpática ao
extremo, e lembra o clima de soberania existente em O Rei
Leão. Mas a melhor canção da trilha é “Alex on the
Spot”, uma espécie de reprise de “Traveling Song” mas muito
mais brilhante, cativante, inteligente, com cordas de
violino fantásticas e a felicidade através das notas.
Em um ano tão disputado como 2008, uma
indicação ao Oscar é quase nula, mas Zimmer se consolida,
cada vez mais, como um dos compositores mais populares e
competentes da atualidade.
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