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Marco
Beltrami
é um compositor
versátil, mas que normalmente está envolvido com trilhas de
suspense e ação. Em 2008 ele concorreu ao Oscar pelo trilha
do filme Os Indomáveis, de James Mangold,
indiscutivelmente competente e produtiva. Neste Max Payne,
ele conta com o apoio de Buck Sanders, sempre presente na
produção das trilhas de Marco.
Para que não sabe Max Payne,
baseado em um videogame homônimo lançado em 2001,
conta a história de um policial que quer fazer justiça ao
perder brutalmente a família, e seu parceiro. Ele então
acaba se envolvendo com o submundo do crime, e enfrenta até
inimigos do além. Para esta trama, Marco compôs uma trilha
bem fiel ao ritmo do filme, misturando guitarras, com sons
eletrônicos e piano.
Na primeira faixa “Max Attacks”
sua forma lembra bem as canções de
Hans Zimmer
e James
Newton Howard na série
Batman, onde cordas se
misturam bem com as guitarras elétricas incandescentes.
“Payneful Piano” é a faixa mais bela de todo o score,
onde como já é declarado em seu titulo, o piano dá o ar de
sua graça, sombrio, lento, alarmante. “No Respects for You”
é dramática e tem um suspense em si, captando o clima que
contorna o andamento do longa. “Factoring Max” é enigmática,
misteriosa, inquieta.
É muito bom ressaltar que
todas as canções seguem este estilo mais sombrio, o que
funciona muito bem nesta trilha, onde, ouvindo faixa por
faixa, consegue-se absorver as qualidades da mesma. Marco e
Buck sabem até onde devem ir, não ultrapassando nenhuma
barreira que possa se tornar um exagero aos ouvidos. Digo
que poderiam ter explorado mais a originalidade do tema em
mãos, mas a visão da trilha vai depender de cada compositor.
De qualquer modo é um bom score, que
oferece uma combinação de instrumentação e ritmos
eletrônicos com a orquestra tradicional, resultando em uma
música muito interessante. Mais
um ponto positivo na carreira de Marco e Buck, compositores
em ascensão que ainda têm muito para mostrar.
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