MAX PAYNE
Música composta por Marco Beltrami, Buck Sanders

Selo: La-La Land Records
Catálogo:
LLLCD1080
Lançamento: 2008
Faixas

1. Max Attacks
2. Investigation
3. Payneful Piano
4. Colvin Quivers
5. Dethlab
6. Storming The Office
7. No Respects For You
8. Lupino Spreads His Wings
9. Max Returns Home
10. Factoring Max
11. Window Payne
12. Dark Heaven
13. Vote for Dennis
14. BB’s Maxim
15. Max Marches On
16. Heaven To The Max
17. Topless Fanfare


Duração: 44:22
Cotação:


Comentário de
Viviana Ferreira

 

Marco Beltrami é um compositor versátil, mas que normalmente está envolvido com  trilhas de suspense e ação. Em 2008 ele concorreu ao Oscar pelo trilha do filme Os Indomáveis, de James Mangold, indiscutivelmente competente e produtiva. Neste Max Payne, ele conta com o apoio de Buck Sanders, sempre presente na produção das trilhas de Marco.

Para que não sabe Max Payne, baseado em um videogame homônimo lançado em 2001, conta a história de um policial que quer fazer justiça ao perder brutalmente a família, e seu parceiro. Ele então acaba se envolvendo com o submundo do crime, e enfrenta até inimigos do além. Para esta trama, Marco compôs uma trilha bem fiel ao ritmo do filme, misturando guitarras, com sons eletrônicos e piano.

Na primeira faixa “Max Attacks” sua forma lembra bem as canções de Hans Zimmer e James Newton Howard na série Batman, onde cordas se misturam bem com as guitarras elétricas incandescentes. “Payneful Piano” é a faixa mais bela de todo o score, onde como já é declarado em seu titulo, o piano dá o ar de sua graça, sombrio, lento, alarmante. “No Respects for You” é dramática e tem um suspense em si, captando o clima que contorna o andamento do longa. “Factoring Max” é enigmática, misteriosa, inquieta.

É muito bom ressaltar que todas as canções seguem este estilo mais sombrio, o que funciona muito bem nesta trilha, onde, ouvindo faixa por faixa, consegue-se absorver as qualidades da mesma. Marco e Buck sabem até onde devem ir, não ultrapassando nenhuma barreira que possa se tornar um exagero aos ouvidos. Digo que poderiam ter explorado mais a originalidade do tema em mãos, mas a visão da trilha vai depender de cada compositor.

De qualquer modo é um bom score, que oferece uma combinação de instrumentação e ritmos eletrônicos com a orquestra tradicional, resultando em uma música muito interessante. Mais um ponto positivo na carreira de Marco e Buck, compositores em ascensão que ainda têm muito para mostrar.

 

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