Pirates of the Caribbean: AT  WORLD'S END
Música composta por Hans Zimmer

Selo: Walt Disney Records
Catálogo: D000037102
Lançamento: 2007
Faixas:

1. Hoist The Colours
2. Singapore
3. At Wit's End
4. Multiple Jacks
5. Up Is Down
6. I See Dead People In Boats
7. The Brethren Court
8. Parlay
9. Calypso
10. What Shall We Die For
11. I Don't Think Now Is The Best Time
12. One Day
13. Drink Up Me Hearties

Duração: 55:50
Cotação:


Comentário de
Rogerio Costa

 

A franquia Piratas do Caribe resgatou o filão abandonado por Hollywood desde a década de 50 dos filmes inspirados pelas aventuras passadas nos sete mares. Películas como Capitão Blood, O Grande Motim e O Gavião do Mar e astros como Errol Flynn, Tyrone Power e Clark Gable fizeram a alegria das matinês. Para compor a trilha de Piratas do Caribe: No Fim do Mundo, Hans Zimmer bebeu ainda mais das fontes dessa época, principalmente de Erich Wolfgang Korngold e Herbert Stothart, para fazer a melhor partitura de toda a série e uma das melhores do ano até agora.

A conhecida versatilidade de Zimmer está mais uma vez presente em toda a obra. O clima “Io-ho-ho-ho, e uma garrafa de rum” aparece logo na primeira faixa, “Hoist the Colours”, escrita em parceria com o diretor Gore Verbinsky. Ele, no entanto, não deixa de lado a grandiosidade fundamental nos filmes do estilo, como nas faixas “Drink Up Me Hearties” e na longa “I Don’t Think Now is the Best Time”, que emoldura a batalha final. A participação de Keith Richards no papel do pai de Jonnhy Depp não passou em branco, e uma guitarra distorcida está presente na interessante “Parlay”. Sem contar os toques orientais pedidos pelo personagem de Chow-Yun Fat, na épica “Singapore”.

Ao contrário da grande maioria de filmes de ação, as músicas funcionam perfeitamente sem o auxílio luxuoso das imagens, sejam em breves e belos momentos melancólicos, como em “I Seed Dead People in Boats” e “One Day”, na inspiradora “What Shall We Die For” ou na tensa “Calypso”. As únicas exceções ficam por conta de “At Wit's End” e da já citada “I Don’t Think Now....”.

Entretanto, talvez a característica mais marcante da trilha seja aquela também presente nas telas em toda a trilogia: um ar de farsa, de galhofa, de comédia. Como não se divertir com “Multiple Jacks”, que parece inspirada por Henry Mancini e suas partituras para Blake Edwards? A tensa “The Brethren Court” é quebrada duas vezes pela presença de Sparrow, no formato de banjo e trombone. E a supostamente grandiosa “Up is Down” é de cara com a agitação dos violinos, e finaliza de forma heróica e brilhante.

Se a última aventura do trio Jack Sparrow, Will Turner e Elizabeth Swann é uma verdadeira montanha-russa de efeitos especiais, ação quase ininterrupta, personagens divertidos e carismáticos e alguma (pouca) história, o trabalho de Zimmer funciona como um delicioso ingrediente dessa receita - e também como prato principal.

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