Rush Hour 2 (SCORE)
Música composta e regida por Lalo Schifrin, interpretada pela The Hollywood Studio Symphony


Selo: Varèse Sarabande
Catálogo:
302 066 279 2
Ano: 2001

13 Faixas

Duração: 52:30
Cotação:


Comentário de
J
orge Saldanha

 

Se você apreciou a partitura do primeiro A Hora do Rush, certamente irá adorar a de sua continuação. Igualmente composta pelo veterano Lalo Schifrin, Rush Hour 2 contém a mesma mistura de música urbana ocidental com música chinesa (ou pelo menos a sua versão hollywoodiana) que seu autor consagrou em Enter The Dragon (1973). Nada mais natural, já que esta é a trilha preferida do diretor Brett Ratner e foi o fator primordial para que ele tenha utilizado Schifrin em todos os seus filmes até agora. No entanto, notamos algumas pequenas diferenças no tratamento musical, devidas à ambientação do filme e à própria criatividade do compositor. Schifrin demonstra mais uma vez que as técnicas de composição, por ele utilizadas a partir dos anos 60, ainda estão atuais, e podem ser perfeitamente ampliadas para a grande orquestra. A faixa inicial, "Rush Hour 2 - Main Title" , reprisa o tema do filme anterior com ênfase em percussão asiática e sopros, mas com um tom mais grandioso, sendo o tema principal introduzido pela trompa. A melodia se expande no underscore para incluir os violinos, e em seguida toda a orquestra.

Schifrin é um mestre em músicas de ação e suspense, e em faixas como "Out Of The Way" e “Parlor Fight”, ele combina percussão, metais, cordas e harmonias asiáticas para criar um fundo musical que se realça. Há momentos mais calmos como em "Isabella", que se inicia como um tema de amor e se desenvolve como uma faixa de suspense com violinos e sopros, no melhor estilo Schifrin. Também temos “source music” (música que os personagens do filme também ouvem, em festas ou cassinos por exemplo), em estilo big band, como “Lil Darlin”, de Neil Hefti, "Shiny Stockings" de Frank Foster, e mais algumas de autoria do próprio Schifrin, que nos remetem aos álbuns do saudoso Henry Mancini.

As últimas duas faixas ("The Sword and The Spear" e "The Dragon and The Treasure") pontuam o movimentado final do filme, e encerram o CD de forma mais do que satisfatória. Como tem sido hábito em CDs americanos recentes (graças a um acordo das gravadoras com o sindicato de músicos, de modo a permitir CDs de maior duração), todos os músicos estão creditados no encarte, e dentre eles encontramos alguns veteranos colaboradores de Schifrin, como o baterista Harvey Mason e o baixista Abraham (Abe) Laboriel. Rush Hour 2 - o score, não confundir com a seleção de canções lançada no Brasil - é um CD essencial para quem quer ouvir um mestre dos anos 60 ainda em plena forma.

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