SKY RIDERS
Música composta por Lalo Schifrin

Selo: Aleph
Catálogo: 043
Lançamento: 2009
Faixas

1. Flying Circus
2. Climbers
3. The Riders
4. Gliding
5. The Terrorists
6. The Last Kite
7. Copters and Gliders
8. End Credits


Duração: 48:25
Cotação:


Comentário de
Jorge Saldanha

 
1976 marcou literalmente uma mudança de ritmos para Lalo Schifrin, um dos maiores compositores da Silver Age da música do cinema. Após seus altamente bem sucedidos scores para a TV e o cinema orientados para o jazz/funk (como Missão: Impossível, Mannix, Bullit, os filmes de Dirty Harry e Operação Dragão) Schifrin cambiou sua produção musical para trabalhos mais clássicos e orquestrais. Foi o ano em que Schifrin veria sua partitura orquestral para A Viagem dos Condenados receber uma indicação ao Oscar®.

Mas anteriormente naquele ano, o filme Fortaleza do Inferno (Sky Riders), dirigido por Douglas Hickox, foi a ponte perfeita para Schifrin apontar suas habilidades rumo a um estilo mais elaborado, dramático e de suspense. No filme James Coburn contrata um grupo profissional para que, voando de asas-delta, resgatem sua ex-esposa (Susannah York) e filhos de um esconderijo montanhoso na Grécia, onde são mantidos presos por seus sequestradores. As tomadas de vôo em deslumbrantes panoramas rochosos são o destaque do filme. E obviamente, ajudando a impulsionar as asas feitas pelo homem, está o score de Schifrin.

Os fãs de Schifrin reconhecerão imediatamente muitas das marcas registradas do compositor: a tradicional instrumentação circense que ele utiliza com frequência, aqui pontuando a primeira aparição das asas-delta na faixa de abertura do álbum ("Flying Circus"); faixas de suspense/ação muito efetivas ("Climbers", "Gliding", "The Terrorists"); o maravilhoso trabalho da seção de cordas e as poderosas frases de metais empregados para criar uma sensação de ameaça; o distinto estilo do piano, tocado pelo próprio Schifrin; acordes idílicos e majestosos embalados em uma orquestração bem elaborada ("The Riders"); e a lista continua.

A música também contém alguma instrumentação grega (bouzouki) e ritmos folclóricos que ajudam a construir as paisagens musicais exigidas pela trama. A alegria da música grega atinge seu ápice na última faixa do álbum, "End Credits", que encerra este tributo à criatividade e à versatilidade do compositor. Em suma, uma ótima trilha sonora original, muito bem elaborada - e que felizmente está recebendo, agora, seu primeiro lançamento oficial em disco através do selo próprio de Schifrin, o Aleph.

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