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1976 marcou
literalmente uma mudança de ritmos para
Lalo Schifrin,
um dos maiores compositores da Silver Age da música
do cinema. Após seus altamente bem sucedidos scores
para a TV e o cinema orientados para o jazz/funk (como
Missão: Impossível,
Mannix,
Bullit,
os filmes de
Dirty Harry
e
Operação Dragão)
Schifrin cambiou sua produção musical para trabalhos mais clássicos
e orquestrais. Foi o ano em que Schifrin veria sua partitura
orquestral para A
Viagem dos Condenados receber
uma indicação ao Oscar®.
Mas anteriormente naquele ano, o filme
Fortaleza do Inferno
(Sky Riders),
dirigido por Douglas Hickox, foi a ponte perfeita para Schifrin
apontar suas habilidades rumo a um estilo mais elaborado, dramático
e de suspense. No filme
James Coburn contrata um grupo profissional para que, voando
de asas-delta, resgatem sua ex-esposa (Susannah York) e
filhos de um esconderijo montanhoso na Grécia, onde são
mantidos presos por seus sequestradores. As tomadas de vôo
em deslumbrantes panoramas rochosos são o destaque do filme.
E obviamente, ajudando a impulsionar as asas feitas pelo
homem, está o score de Schifrin.
Os fãs de Schifrin reconhecerão imediatamente muitas das
marcas registradas do compositor:
a tradicional instrumentação circense que ele utiliza com
frequência, aqui pontuando a primeira aparição das
asas-delta na faixa de abertura do álbum ("Flying Circus");
faixas de suspense/ação muito efetivas ("Climbers", "Gliding", "The
Terrorists"); o maravilhoso trabalho da seção de cordas
e as poderosas frases de metais empregados para criar uma
sensação de ameaça; o distinto estilo do piano, tocado pelo
próprio Schifrin;
acordes idílicos e majestosos embalados em uma orquestração
bem elaborada ("The Riders"); e a lista continua.
A música também contém alguma instrumentação grega (bouzouki)
e ritmos folclóricos que ajudam a construir as paisagens
musicais exigidas pela trama. A alegria da música grega
atinge seu ápice na última faixa do álbum, "End
Credits", que encerra este tributo à criatividade e à
versatilidade do compositor. Em suma, uma ótima trilha
sonora original, muito bem elaborada - e que felizmente está
recebendo, agora, seu primeiro lançamento oficial em disco
através do selo próprio de Schifrin, o Aleph. |