THE STONING OF SORAYA M.
Música composta por John Debney

Selo: Varèse Sarabande
Catálogo: 302 064 201 2
Lançamento: 2009
Faixas

1. Main Title
2. She Lies by the River
3. Soraya’s Theme
4. The Meadow
5. They Looked Away As I Died
6. Death of Hashem's Wife
7. Digging Graves
8. Concubine
9. Your Mother's Ring
10. Waiting
11. The Beating
12. The Verdict
13. I'll Tell the World
14. Saying Goodbye
15. Dead Woman Walking
16. The Stoning of Soraya M.
17. The Gentleness of Passing
18. The Escape

Duração: 48:03
Cotação:


Comentário de
Viviana Ferreira

 

John Debney é um dos compositores mais queridos do ramo. Das trilhas da Disney à magnitudes como Paixão de Cristo, ele com certeza já conquistou seu lugar ao sol. É então que, com The Stoning of Soraya M. - drama sobre Soraya, uma jovem iraniana que é acusada injustamente de adultério pelo seu marido para que ele possa financiar sua nova esposa de 14 anos -, que Debney encontra a luz. Sua trilha é provocante, poderosa, dramática e, acima de tudo, humana. É sim até agora a melhor trilha do ano, e creio que até o final do mesmo se estabelecerá entre as melhores... mas vamos às faixas.

“Main Title” inicia com um canto sofredor, seguido de um violoncelo logo complementado por voz, sendo o ponto alto da faixa que tem cordas adicionando o som de sofrimento. Em “Soraya's Theme”, o tema de Soraya é tocado por uma flauta que expõe os sentimentos da personagem negligenciada e acusada falsamente pelo marido. Já “They Looked Away as I Died” é provavelmente a faixa mais forte de todo o score, onde o violino demonstra toda a luta, tristeza e solidão da história.

“Concubine” é uma faixa intrigante, como uma fuga, uma mudança de horizonte... sendo complementada por “Waiting”, que também tem um ar intrigante, com vozes, violinos e percussão constante. “Saying Goodbye” também se destaca pela sua melancolia, onde a tristeza existente é comovente a ponto de encher de lágrimas os olhos de quem a ouve, bela em sua solidão e seu pesar.

Mas o clímax da trilha é “The Stoning of Soraya M.” que, com mais de 12 minutos de duração, tem seu ponto alto no piano suave mas intenso, que com as flautas e as cordas cria uma grande melancolia interior, chegando no centro do coração humano. Finalmente, outra faixa a ser destacada é “The Escape”, forte, poderosa e evocativa, que mostra o poder de uma trilha incrível e magnífica.

Sem rodeios, a trilha é marcante, humana, incrível, monstruosa e estupenda. Uma obra digna de um grande nome, que já tem o seu lugar ao sol.

 

 

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