TABARLY
Música composta por Yann Tiersen

Selo: Virgin
Catálogo: 099922-726025
Lançamento: 2008
Faixas

1. Tabarly
2. Naval
3. II
4. Au Dessous Du Volcan
5. IV
6. La Longue Route
7. 1976
8. Yellow
9. Point Zero
10. La Corde
11. 8mm
12. Point Mort
13. Derniere
14. Atlantique Nord
15. EIRE

Duração: 33:45
Cotação:


Comentário de
Viviana Ferreira

 

Yann Tiersen é um compositor magnífico... dos trabalhos populares como O Fabuloso Destino de Amélie Poulain, aos mais experimentais como o álbum com a cantora Shannon Wright, ele esbanja talento e graça. Embora não tenha como foco principal as trilhas para cinema, quando ele compõe uma, seu trabalho sempre é notado. No ano passado então, ele voltou a compor para filmes com a trilha de Tabarly, documentário sobre o velejador francês. E o resultado é uma deliciosa obra, sentimental e suave, que encanta até aqueles que não são fãs de scores.

 

A faixa titulo - “Tabarly” - é incrível, toda tocada no piano, emocionante, cativante e forte, aos moldes de Carruagens de Fogo de Vangelis. Ela é seguida então pela melancólica “Naval”, que toca fundo no coração daqueles que a ouvem.“II” é uma peça clássica assustadora, tão poderosa que é impossível não reconhecer a genialidade de Tiersen ao ouvir esta faixa. “Au Dessous Du Volcan” representa bem a sintonia das ondas, mas também representa o ultimo momento musical de Tiersen, expressado no disco Les Retrouvailles, onde há mais experimentação e um trabalho maior com o violão.

 

E essa temática continua em “IV”. Já “La Longue Route” lembra bem a fase 1997/98 de Tiersen, no seu auge sentimental. Mas é em “1976”, uma faixa de curta duração mas de grande potência, onde os violinos ecoam como ondas do oceano a contrapartida de uma incrível melodia de piano, que Tiersen encontra o clímax de sua trilha, encontrando o belo com o forte, a poesia com as sombras, o céu e a terra.

 

Depois temos outras faixas deliciosas como “Yellow”, a sensível “Point Zero”, “Point Mort” e “Derniere”, todas parecendo que vêm de uma caixinha de musica. No final das contas é a trilha mais sensível de Tiersen, muito bela, sutil e leve como um toque de seda. Uma obra magnífica de um gênio da musica que tem que voltar mais vezes para o cinema.

 

 

 

 

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