Ang Lee,
sempre ótimo, já trabalhou com compositores do porte de
Alexandre Desplat, Gustavo Santolalla, Patrick Doyle e Tan
Dun. Em Taking Woodstock (que no Brasil se chamará
Aconteceu em Woodstock), Lee não poderia ter escolhido
melhor compositor que
Danny Elfman,
o querido ex vocalista da banda Oingo Boingo que sempre
merece atenção a cada novo trabalho, pela sua originalidade
e melodia marcante. Neste score, claro, não foi
diferente.
A história
de Elliot, um aspirante a designer que se vê preso ao
negocio da família, o Motel Catskill, mas que vê sua chance
mudar ao oferecer sua cidade para o acontecimento do
festival que marcou o mundo- Woodstock -, tem muita
guitarra, violão, melodias simples mas cativantes, e um quê
que só Danny Elfman consegue obter.
As faixas
em si são curtas (a maior duração é da faixa “Groovy Thing”,
com 3:35 de duração), mas gostosas de ouvir. Em “Taking
Woodstock - Titles” temos uma breve introdução com o som da
guitarra, e depois uma melodia nostálgica, que lembra o
ostracismo, mas que vai ficando mais viva ao longo de sua
duração.
“Elliot's
Place” é ótima, pois nos dá de presente uma melodia bem
rock folk, com o violão e a guitarra interagindo de
forma natural e ágil. A terceira faixa da trilha “At Ease
Man” também segue a mesma linha. Aliás, se há uma
característica forte deste score,
é o seu equilíbrio, onde ouvimos faixas do mesmo nível de
qualidade e sonoridade.
“Groovy
Thing” (Ofice #1) e “A Happening” (Office #2) são as
melhores da trilha, mostrando grande vivacidade e suavidade,
num estilo perfeito ao da época, combinando perfeitamente
com o clima “Paz, amor e rock and roll” de onde se
passa o filme. Outras faixas de destaque são “Hash Brownies”,
“Perspective Extended” e “Woodstock Wildtrack (#1 e #2)” que
montam um score bacanérrimo e perfeito para ouvir no
carro, ou em momentos para relaxar.
Não é uma
trilha para ganhar um Oscar, por exemplo, mas é uma trilha
perfeita para ouvir no dia-a-dia (o que, diga-se de
passagem, não é para qualquer score). Mais um ponto
para o ruivinho mais querido das trilhas. Danny Elfman, mais
trilhas por favor!