THE TIME MACHINE (2002)
Música composta e regida por Klaus Badelt

Selo: Varèse Sarabande
Catálogo:
302 0666 337 2
Ano: 2002

Duração: 57:30
Cotação:


Comentário de
Iordan Stoichkov

 

De tempos em tempos, a “fábrica” Media Ventures produz um novo clone. Mas parece que, neste caso, Klaus Badelt decidiu demonstrar que “nem todas as cordas estão afinadas do mesmo modo”. A trilha sonora de The Time Machine foi gravada em Londres e recebeu uma privilegiada edição de quase uma hora de duração. É um score que se destaca principalmente pelo emprego de uma grande orquestra e coral, por sua eficaz dramaticidade e, especialmente, por diferenciar-se do típico estilo Media Ventures. Certamente, a enorme semelhança do tema principal com The Edge, de Jerry Goldsmith, é desconcertante, mas isso ocorre apenas na versão ouvida em “Professor Alexander Hartdegen”. Este mesmo tema é interpretado com muita bravura em “The Time Machine” e, em especial, em “I Don’t Belong Here” . Aqui se destacam os metais e seu acompanhamento muito elaborado, transformando esta em uma melodia que eficazmente representa a aventura e a emoção em grande escala.

“Emma” nos traz o tema romântico, conduzido por flauta, cordas e uma detalhada orquestração. Esta melodia reaparece em “Bleeker Street”, desta vez com um solo de piano. Por sua vez, “Eloi” utiliza improvisações de flauta, para introduzir uma nova e espetacular interpretação do coral, de caráter étnico. As vozes femininas se repetem em outra grandiosa interpretação da mesma melodia em “Godspeed”. A única parte do score que se assemelha ao estilo característico de ação da Media Ventures é “Morlocks Attack”, uma faixa muito percussiva e com predominância de acordes eletrônicos. Em “What If” o coral feminino entoa algumas notas quase angelicais, e a melodia vai se transformando, desde o motivo de ação, até a interpretação final do tema romântico. Apesar de terem comparado esta melodia com The Neverending Story II: The Next Chapter, de Robert Folk, em especial por alguma reminiscência da flauta e das cordas, a semelhança com esta outra obra é vaga. The Time Machine agradará a todos os que gostam de partituras épicas e, sobretudo, os assombrará com seu espírito romântico e suas maravilhosas orquestrações.

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