TITANIC
Música composta e regida por James Horner

Selo: Sony
Catálogo:
SNY 63213
Ano: 1997

Cotação:

Comentário de
J
orge Saldanha

 
Titanic, antes de vencer os Oscars® de melhor trilha sonora dramática e melhor canção, já ganhara o Globo de Ouro de melhor trilha sonora original. O filme é a maior bilheteria de todos os tempos, e o CD da Sony já é um dos scores mais vendidos da história. Palmas para James Horner, o compositor de cinema mais controvertido dos últimos tempos, que além da sua habitual competência em compor músicas que servem ao filme à perfeição, aqui demonstrou um tino comercial admirável. Desde que entrou para o primeiro time em 1982, com a partitura de Jornada nas Estrelas II, Horner tem sido muito criticado por repetir-se. Indiferente, continuou a produzir fortes scores para filmes como 48 Horas, Krull, Aliens, Jogos Patrióticos, e belos como os que ouvimos em Lendas da Paixão e Coração Valente. Com esta última partitura e Apollo 13, Horner concorreu ao Oscar em 1996, perdendo-o para Luis Bacalov (O Carteiro e o Poeta). Em 1997, porém, com Titanic o compositor teve mais sorte, levando para casa 2 cobiçadas estatuetas.

A música de Titanic possui duas faces: a primeira, abrange o romance proibido entre o casal formado por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, na qual a música é leve, romântica, uma combinação de teclados eletrônicos e melodias irlandesas, na qual também foram utilizados vocais femininos estilo new age; a segunda é plenamente orquestral, com a orquestra dando tudo de si nas longas seqüências do naufrágio. Mas a maior inspiração de Horner (se não artística, no mínimo comercial) foi convidar a famosa cantora canadense Celine Dion para interpretar a bela canção "My Heart Will Go On" (já hoje um clássico romântico, com letras de Will Jennings), que caiu no gosto do público e ajudou a alavancar as vendas do álbum, mesmo entre os consumidores que habitualmente não compram trilhas de filmes.

Com este trabalho, James Horner deu um passo decisivo para a sua consagração como produtor musical e compositor, similar ao que James Cameron deu como produtor e diretor. Depois que  trabalharam em Aliens (1986), ambos juraram que nunca mais participariam de um mesmo projeto, devido aos atritos entre seus egos criativos. Ironicamente, a quebra deste juramento presenteou-os com o prêmio mais cobiçado do cinema.

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