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Titanic, antes de vencer os Oscars®
de melhor trilha sonora dramática e melhor canção, já ganhara o Globo de
Ouro de melhor trilha sonora original. O filme é a maior bilheteria de
todos os tempos, e o CD da Sony já é um dos scores mais vendidos
da história. Palmas para
James Horner, o compositor de cinema mais controvertido dos últimos
tempos, que além da sua habitual competência em compor músicas que
servem ao filme à perfeição, aqui demonstrou um tino comercial
admirável. Desde que entrou para o primeiro time em 1982, com a
partitura de
Jornada nas Estrelas II, Horner tem sido muito criticado por
repetir-se. Indiferente, continuou a produzir fortes scores para
filmes como 48 Horas,
Krull,
Aliens, Jogos
Patrióticos, e belos como os que ouvimos em Lendas da Paixão
e Coração Valente. Com esta última partitura e
Apollo 13,
Horner concorreu ao Oscar em 1996, perdendo-o para Luis Bacalov (O
Carteiro e o Poeta). Em 1997, porém, com Titanic o compositor
teve mais sorte, levando para casa 2 cobiçadas estatuetas.
A música de Titanic possui duas faces: a primeira, abrange o
romance proibido entre o casal formado por Leonardo DiCaprio e Kate
Winslet, na qual a música é leve, romântica, uma combinação de teclados
eletrônicos e melodias irlandesas, na qual também foram utilizados
vocais femininos estilo new age; a segunda é plenamente
orquestral, com a orquestra dando tudo de si nas longas seqüências do
naufrágio. Mas a maior inspiração de Horner (se não artística, no mínimo
comercial) foi convidar a famosa cantora canadense Celine Dion para
interpretar a bela canção "My Heart Will Go On" (já hoje um clássico
romântico, com letras de Will Jennings), que caiu no gosto do público e
ajudou a alavancar as vendas do álbum, mesmo entre os consumidores que
habitualmente não compram trilhas de filmes.
Com este trabalho, James Horner deu um passo decisivo para a sua
consagração como produtor musical e compositor, similar ao que James
Cameron deu como produtor e diretor. Depois que trabalharam em
Aliens (1986), ambos juraram que nunca mais participariam de um
mesmo projeto, devido aos atritos entre seus egos criativos.
Ironicamente, a quebra deste juramento presenteou-os com o prêmio mais
cobiçado do cinema. |
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