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Para este filme, o
realizador Simon West contou com uma partitura composta por Graeme
Revell, que assumiu o encargo depois que um score de Michael
Kamen, tido como inadequado, foi descartado. Contra o relógio, o
compositor elaborou uma partitura fundamentada em duas bases que
aparentemente se opõem: a música ambiental, na qual vem trabalhando e
experimentando há alguns anos, e o techno-pop da moda. Como se
combinam estas linhas de trabalho? Simples: a ambiental é utilizada para
descrever as paisagens exóticas em que se passa a história, enquanto a
música techno acompanha a ação em si, com muitos dos tiques
próprios de um estilo dançante que alcança sua máxima expressão quando
complementados pela admirável performance física da protagonista.
O que podemos considerar um recurso efetivo, se levarmos em conta que o
filme é dirigido basicamente ao público adolescente, que responde a
esses códigos sonoros. Vocês se perguntarão... o que mais há além das
linhas que já mencionamos? Prevalecem os meios eletrônicos, mas há uma
interessante mistura de ritmos, à qual se adiciona um adequado
acompanhamento da orquestra regida por Richard Wentworth, com o
complemento importante dos corais "Metro Voices" e "The London Oratory
School Schola". Também presentes os acordes arábicos que Revell
utilizara em outras composições suas para o cinema, como The Saint
(Philip Noyce, 1997) ou The Siege (Edward Zwick, 1999).
Considerando estas referências, podemos afirmar que Lara Croft é uma
"caçadora de tumbas" bem acompanhada musicalmente e que este é um CD
que, mesmo com as ressalvas do próprio compositor (que se mostrou
inconformado com a edição), vale a pena possuir. |