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Oliver Stone é um diretor que sempre escolhe
“gente grande” para as trilhas de seus filmes...
John Williams,
Vangelis e
Kitaro, dentre outros. Para seu novo longa, W., uma
biografia de George W. Bush, ele chamou um dos mais
fabulosos compositores do momento, o violinista francês Paul
Cantelon, mais conhecido pelos seus trabalhos em O
Escafandro e a Borboleta e
A Outra. Paul compôs
cinco faixas para o longa, de acordo com os momentos vividos
por George W. Bush ao longo de sua saga. O resto da trilha
são canções já existentes, que vão de Alan Jackson a Roy
Orbinson, passando ainda por Eddie Arnold em uma ótima
versão de “What a Wonderful World”, e Bob Dylan.
Mas o que chama a atenção são realmente as
suaves faixas criadas por Cantelon, que mais uma vez trazem
uma sensibilidade impar. “War Introduction” é apenas uma
pequenina balada ao piano, que tem a intenção de mostrar
sobre o que se trata a história. “Bayou” é uma peça linda,
novamente ao piano, como se estivesse a contar o drama de um
homem que sempre necessitou provar o quanto ele poderia
fazer, sem contar com sua queda. Após o primeiro minuto,
cordas são adicionadas, tonalizando com melancolia a vida de
Bush. Aliás é valido salientar que o longa não inocenta
nenhuma atitude do atual presidente dos Estados Unidos, mas
sim, explica muito das suas ações, com uma direção afinada
de Oliver Stone como não se via há muito tempo.
“Delta Waltz” já entra mais no clima
americano, sendo tocada por uma guitarra bem country
que narra uma passagem. O mais interessante é notar que
todas as faixas compostas por Paul sempre “dizem algo”,
estão a narrar ou preparar um momento, acentuando ou
atenuando uma situação. “The Differencemaker” é outra
belíssima faixa, onde o acordeom desliza com muita
facilidade ao lado de violinos adoráveis. Mas é “War” que
realmente emociona. Se fixando na derrocada de popularidade
de Bush e nos acontecimentos mais recentes, Cantelon colocou
o drama necessário através do piano, para que a emoção
fluísse unicamente de forma verdadeira
Não há muito o que discutir sobre este
score. Mais uma vez Cantelon acerta em cheio e é uma
pena que a trilha não seja feita apenas com suas
composições, cada vez mais sensíveis e naturais. Ponto
positivo mounsieur Paul!
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