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Na que se tornou uma longa galeria de compositores que
criaram as trilhas sonoras para a saga
X-Men, Harry Gregson-Williams entra com sua música
de Wolverine. Ironicamente, Harry sucede ao seu
parceiro de composições, John Powell, que havia composto o
score de X-Men 3. Apesar de Wolverine
não ser uma continuação direta dele, considero todos os
filmes como parte de uma mesma franquia cinematográfica, com
sua história original fornecendo o pano de fundo para seu
personagem mais popular. O CD com a trilha sonora foi
lançado alguns dias após a estréia do filme, trazendo 45
minutos do score de Harry.
Certo, o tema principal de Wolverine é uma
representação adequada, rude, do personagem. Fora isso,
infelizmente, não há nada original ou de grande interesse na
partitura de Harry. Parece que os estúdios estão satisfeitos
com uma abordagem segura e previsível quanto à música desse
tipo de filmes de super-heróis, e essa tendência parece que
não vai mudar tão cedo. Wolverine é mais outro
exemplo de uma trilha sonora moderna que simplesmente se
encaixa na fórmula.
Quando olho para a safra de filmes que estão sendo lançados
atualmente, só posso imaginar o trabalho impressionante que
neles seria feito por alguns compositores veteranos. Em
Wolverine inexiste qualquer empolgação gerada pela
música - à parte do tema, a música de fundo e de ação
poderia estar em qualquer filme recente. Não há uma
assinatura memorável gravada aqui.
O álbum inicia com a primeira interpretação do tema de
Wolverine, que é sólido, rústico o suficiente para cumprir
sua função. É um tema que gostaria que Harry pudesse ter
desenvolvido mais, porque realmente é uma boa base para o
score, particularmente quando ouvido na sequência de
abertura - uma excitante combinação de visuais e música. No
entanto, quando a típica música de ação chega, o score
torna-se mais uma trilha sonora genérica. Não existe
inovação ou variações criativas do tema para tornar o núcleo
deste material resistente ao teste de ser ouvido
isoladamente. Também deve ser registrado que o álbum se
encerra de forma truncada: após o tema ser elevado a um
ápice, ele simplesmente termina com um choramingo.
Com
Prince Caspian revelando ser até certo ponto uma
decepção, e agora com Wolverine no mesmo caminho, só
posso desejar que Harry volte a compor músicas que estejam à
altura de trabalhos como Sinbad ou
Kingdom of Heaven. Até lá, teremos de nos contentar
com Wolverine, uma trilha sonora funcional onde falta
a atitude de seu personagem principal. Um score que a
maioria dos fãs da música de cinema provavelmente dispensará
por carecer de criatividade e força, dois componentes
essenciais a qualquer super-herói! |