CALIFORNICATION - PRIMEIRA TEMPORADA
Direção: Vários
Elenco:
David Duchovny, Natascha McElhone, Madeleine Martin, Madeline Zima, Evan Handler, Rachel Miner, Pamela Adlon, Damian Young
Distribuidora: Paramount
Duração: 342 min.

Região: 4

Lançamento: 21/07/2008

Nº de discos: 2
Cotações:
Filme
DVD

Comentários de
Jorge Saldanha

SINOPSE
Hank Moody (David Duchovny) é um autor de Nova York que, ao se mudar para Los Angeles, enfrenta um bloqueio criativo. Além de não mais conseguir escrever, ele vê seu livro mais famoso ser transformado num blockbuster água com açúcar. Para piorar, o amor de sua vida, Karen (Natascha McElhone) o deixa para, juntamente com a filha de 13 anos Becca (Madeleine Martin), morar na casa de Bill (Damian Young), de quem fica noiva. Hank tenta preservar o respeito da filha e reconquistar o amor de Karen, mas suas aventuras regadas a drogas, bebidas e muito sexo acabam prejudicando seus objetivos. Hank busca aconselhamento com seu amigo e empresário Charlie (Evan Handler), que também tem problemas com a esposa Marcy Runkle (Pamela Adlon) e vive uma relação estranha com sua deliciosa secretária, Dani (Rachel Miner). Para complicar as coisas, Hank tem um “agressivo” encontro sexual com Mia (Madeline Zima), filha de 16 anos de Bill, que passa a insinuar-se em sua vida.

COMENTÁRIOS
Já é lugar comum, quando se fala de Californication, dizer que uma série que começa com uma freira se oferecendo para fazer sexo oral dentro da igreja tem que ser especial. E, mesmo que esta primeira seqüência do episódio piloto não passe de um sonho do personagem de David Duchovny (também um dos produtores do programa e ganhador do Globo de Ouro pelo papel), ela já sinaliza o tom transgressor, sarcástico e erótico do que virá a seguir. Mas isto, por si, não é uma pista de outras qualidades que a série, ao longo desta sua curta primeira temporada (apenas 12 episódios de meia hora), exibiu. Se o piloto já chega trazendo profanidade, sexo e violência, também nos deleitamos com uma faceta que Duchovny exercitava de forma apenas secundária no papel que o consagrou, o do Agente Fox Mulder na cultuada série Arquivo X. Duchovny está espantosamente natural na pele de Hank, e nos faz rir mesmo nas situações mais perversas que se mete – não raro, vividas em pleno ato sexual.

O desempenho de McElhone, por sua vez, é eficaz para convencer de que ela é o amor da vida de Hank, claramente o elemento estabilizador de sua vida que ele deseja ardentemente recuperar. Esta relação revela ser, desde cedo, o núcleo da série, que inclui o relacionamento de ambos com sua filha Becca. A atriz de 14 anos que a interpreta, Madeleine Martin, é uma revelação – ela está em pé de igualdade com seus colegas de elenco bem mais experientes. Outro achado é a jovem Madeline Zima (vinda da série The Nanny), cuja Mia conquista o espectador com sua icônica nudez e o soco inesperado que dá em Duchovny. Evan Handler, como Charlie, completa o núcleo central de personagens, e seu relacionamento S&M com a secretária rende momentos impagáveis.


Aliás, é interessante o modo como o sexo é retratado em Californication – ele normalmente envolve situações complicadas (socos e vômitos na cama são exemplos), é encenado no estilo soft-porn – ou seja, no estilo da série Nip / Tuck, só que além de Duchovny mostrar a bunda, as atrizes (exceto McElhone) também exibem generosamente seus seios – mas sempre num tom leve e tendendo ao humor. Mas para os que se ofendem facilmente com sexo às claras e transgressões, sugiro que assistam outro programa. De qualquer modo Californication, produzido e exibido nos EUA apenas pelo canal pago Showtime (daí sua ousadia), é um inesperado oásis na mesmice televisiva norte-americana, felizmente recompensado com uma recepção muito favorável do público. No fundo traz dramas e tópicos humanos comuns a tantas outras séries contemporâneas, mas a forma como é (muito bem) escrita a torna extremamente divertida e, sim, saudavelmente transgressiva. Que venha a segunda temporada.

DVD
A primeira temporada de Californication chega no Brasil em dois DVDs contendo os 12 episódios da temporada (incluído o piloto), embalados em dois estojos Amaray Slim envoltos por uma luva de cartolina. Os episódios estão apresentados em seu formato original widescreen anamórfico 1.78:1, em transferências que, se não são excepcionais, propiciam uma qualidade superior às da transmissão da TV por assinatura (no Brasil, a série é exibida pelo Warner Channel), já que não apresentam nenhum artefato de compressão. Não há disponível dublagem em português (apenas em espanhol 2.0), já que aqui o canal exibe a série exclusivamente com legendas. O áudio original em inglês é Dolby Digital 5.1 que não se destaca muito, porque a série baseia-se nos diálogos. Ele apenas se destaca quando são ouvidas as canções da trilha sonora, que ocupam todo o palco sonoro. As legendas disponíveis são português, inglês e espanhol.

EXTRAS
Nos EUA a primeira temporada de Californication foi lançada com poucos extras, basicamente comentários em áudio no episódio piloto do criador e roteirista da série, Tom Kapinos, de Duchovny e do diretor Stephen Hopkins, textos com biografias do elenco e galeria de fotos. Mas aqui a Paramount disponibilizou um material totalmente diferente – seis pequenas entrevistas em separado, legendadas em português, com Duchovny (em duas), Kapinos, McElhone, Zima e Handler, que totalizam 22:32 minutos de duração. Nelas, o elenco principal e o criador da série dão seus depoimentos sobre personagens, relacionamentos e aspectos da criação do programa.

MENUS
Os menus (sendo o principal animado) mostram imagens de Duchovny e de outros membros do elenco.

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