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SINOPSE
Hank
Moody (David Duchovny) é um autor de Nova York que, ao se mudar para Los
Angeles, enfrenta um bloqueio criativo. Além de não mais conseguir
escrever, ele vê seu livro mais famoso ser transformado num
blockbuster água
com açúcar. Para piorar, o amor de sua vida, Karen (Natascha McElhone) o
deixa para, juntamente com a filha de 13 anos Becca (Madeleine Martin),
morar na casa de Bill (Damian Young), de quem fica noiva. Hank tenta
preservar o respeito da filha e reconquistar o amor de Karen, mas suas
aventuras regadas a drogas, bebidas e muito sexo acabam prejudicando
seus objetivos. Hank busca aconselhamento com seu amigo e empresário
Charlie (Evan Handler), que também tem problemas com a esposa Marcy
Runkle (Pamela Adlon) e vive uma relação estranha com sua deliciosa
secretária, Dani (Rachel Miner). Para complicar as coisas, Hank tem um
“agressivo” encontro sexual com Mia (Madeline Zima), filha de 16 anos de
Bill, que passa a insinuar-se em sua vida.
COMENTÁRIOS
Já é lugar
comum, quando se fala de Californication, dizer que uma série que
começa com uma freira se oferecendo para fazer sexo oral dentro da
igreja tem que ser especial. E, mesmo que esta primeira seqüência do
episódio piloto não passe de um sonho do personagem de David Duchovny
(também um dos produtores do programa
e
ganhador do Globo de Ouro pelo papel),
ela já sinaliza o tom transgressor, sarcástico e erótico do que virá a
seguir. Mas isto, por si, não é uma pista de outras qualidades que a
série, ao longo desta sua curta primeira temporada (apenas 12 episódios
de meia hora), exibiu. Se o piloto já chega trazendo profanidade, sexo e
violência, também nos deleitamos com uma faceta que Duchovny exercitava
de forma apenas secundária no papel que o consagrou, o do Agente Fox
Mulder na cultuada série
Arquivo X.
Duchovny está espantosamente natural na pele de Hank, e nos faz rir
mesmo nas situações mais perversas que se mete – não raro, vividas em
pleno ato sexual.
O desempenho de McElhone, por sua vez, é eficaz para convencer de que
ela é o amor da vida de Hank, claramente o elemento estabilizador de sua
vida que ele deseja ardentemente recuperar. Esta relação revela ser,
desde cedo, o núcleo da série, que inclui o relacionamento de ambos com
sua filha Becca. A atriz de 14 anos que a interpreta, Madeleine Martin,
é uma revelação – ela está em pé de igualdade com seus colegas de elenco
bem mais experientes. Outro achado é a jovem Madeline Zima (vinda da
série The Nanny), cuja Mia conquista o espectador com sua icônica
nudez e o soco inesperado que dá em Duchovny. Evan Handler, como
Charlie, completa o núcleo central de personagens, e seu relacionamento
S&M com a secretária rende momentos impagáveis.
Aliás, é interessante o modo como o sexo é retratado em
Californication – ele normalmente envolve situações complicadas
(socos e vômitos na cama são exemplos), é encenado no estilo
soft-porn – ou seja, no estilo da série
Nip / Tuck,
só que além de Duchovny mostrar a bunda, as atrizes (exceto McElhone)
também exibem generosamente seus seios – mas sempre num tom leve e
tendendo ao humor. Mas para os que se ofendem facilmente com sexo às
claras e transgressões, sugiro que assistam outro programa. De qualquer
modo Californication, produzido e exibido nos EUA apenas pelo
canal pago Showtime (daí sua ousadia), é um inesperado oásis na mesmice
televisiva norte-americana, felizmente recompensado com uma recepção
muito favorável do público. No fundo traz dramas e tópicos humanos
comuns a tantas outras séries contemporâneas, mas a forma como é (muito
bem) escrita a torna extremamente divertida e, sim, saudavelmente
transgressiva. Que venha a segunda temporada.
DVD
A
primeira temporada de Californication chega no Brasil em dois
DVDs contendo os 12 episódios da temporada (incluído o piloto),
embalados em dois estojos Amaray Slim envoltos por uma luva de
cartolina. Os episódios estão apresentados em seu formato original
widescreen anamórfico 1.78:1, em transferências que, se não são
excepcionais, propiciam uma qualidade superior às da transmissão da TV
por assinatura (no Brasil, a série é exibida pelo Warner Channel), já
que não apresentam nenhum artefato de compressão. Não há disponível
dublagem em português (apenas em espanhol 2.0), já que aqui o canal
exibe a série exclusivamente com legendas. O áudio original em inglês é
Dolby Digital 5.1 que não se destaca muito, porque a série baseia-se nos
diálogos. Ele apenas se destaca quando são ouvidas as canções da trilha
sonora, que ocupam todo o palco sonoro. As legendas disponíveis são
português, inglês e espanhol.
EXTRAS
Nos EUA
a primeira temporada de Californication foi lançada com poucos
extras, basicamente comentários em áudio no episódio piloto do criador e
roteirista da série, Tom Kapinos, de Duchovny e do diretor Stephen
Hopkins, textos com biografias do elenco e galeria de fotos. Mas aqui a
Paramount disponibilizou um material totalmente diferente – seis
pequenas entrevistas em separado, legendadas em português, com Duchovny
(em duas), Kapinos, McElhone, Zima e Handler, que totalizam 22:32
minutos de duração. Nelas, o elenco principal e o criador da série dão
seus depoimentos sobre personagens, relacionamentos e aspectos da
criação do programa.
MENUS
Os menus
(sendo o principal animado) mostram imagens de Duchovny e de outros membros do elenco.
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