CONAN, O DESTRUIDOR - EDIÇÃO ESPECIAL
Direção: Richard Fleischer
Elenco:
Arnold Schwarzenegger, Grace Jones, Olivia d'Abo, Sarah Douglas,
Wilt Chamberlain
Distribuidora: Fox
 

Região: 4

Lançamento: 2002

Nº de discos: 1
Cotações:
Filme:
DVD:

Comentários de
Jorge Saldanha

Em Conan, o Destruidor (1984), seqüência da primeira aventura de Conan que revelou Arnold Schwarzenegger, John Millius foi sucedido, na direção, pelo veterano Richard Fleischer (20.000 Léguas Submarinas). Os produtores consideraram que a classificação etária mais elevada do filme anterior prejudicou seu desempenho nas bilheterias, e decidiram que a continuação seria uma aventura mais leve, bem humorada e com ênfase na fantasia, nos moldes dos quadrinhos. Desta vez, Conan está a serviço de uma rainha (Sarah Douglas), e deverá escoltar uma princesa virgem (Olivia d'Abo) em uma perigosa jornada para recuperar uma jóia mística que poderá reviver o deus Dagoth. Acompanhando o bárbaro estão Bombaata (o ex-campeão de basquete Wilt Chamberlain), cuja missão secreta é matar Conan, Zula, uma mulher guerreira (a cantora/atriz Grace Jones, em interpretação selvagem), o feiticeiro trapalhão Akiro (Mako, que já aparecera no filme anterior), e o ladrão Malak (Tracey Walter).

Cenários e efeitos visuais precários dão a Conan, O Destruidor, um jeitão de filme B - o monstro Dagoth, mesmo feito por Carlo Rambaldi (Contatos Imediatos do Terceiro Grau, E.T.)
lembra aqueles que víamos em Ultra Man! Também, o erotismo foi eliminado, a violência consideravelmente reduzida e como resultado de tudo isso tivemos uma vítima da "síndrome das continuações", uma aventura bem mais fraca, sem o clima épico do original. Mas que, ainda sim, nada fica a dever ao badalado e recente Escorpião Rei. O filme é apresentado em widescreen anamórfico e Dolby 5.1, e temos, entre os extras, um documentário sobre as aventuras de Conan nos quadrinhos, trailer, galeria de fotos e um interessante featurette exclusivo com o compositor Basil Poledouris (que, visivelmente, mostrou-se menos inspirado que no Conan original), onde ele conta com franqueza detalhes sobre como foi criar a música para o bárbaro herói, e algumas dificuldades pelas quais compositores que se dedicam ao cinema enfrentam.

DVDs COMENTADOS