|
Em Conan,
o Destruidor (1984), seqüência da primeira aventura de Conan que
revelou Arnold Schwarzenegger, John Millius foi sucedido, na direção,
pelo veterano Richard Fleischer (20.000 Léguas Submarinas). Os
produtores consideraram que a classificação etária mais elevada do filme
anterior prejudicou seu desempenho nas bilheterias, e decidiram que a
continuação seria uma aventura mais leve, bem humorada e com ênfase na
fantasia, nos moldes dos quadrinhos. Desta vez, Conan está a serviço de
uma rainha (Sarah Douglas), e deverá escoltar uma princesa virgem (Olivia
d'Abo) em uma perigosa jornada para recuperar uma jóia mística que
poderá reviver o deus Dagoth. Acompanhando o bárbaro estão Bombaata (o
ex-campeão de basquete Wilt Chamberlain), cuja missão secreta é matar
Conan, Zula, uma mulher guerreira (a cantora/atriz Grace Jones, em
interpretação selvagem), o feiticeiro trapalhão Akiro (Mako, que já
aparecera no filme anterior), e o ladrão Malak (Tracey Walter).
Cenários e efeitos visuais precários dão a Conan, O Destruidor,
um jeitão de filme B - o monstro Dagoth, mesmo feito por Carlo Rambaldi
(Contatos
Imediatos do Terceiro Grau,
E.T.)
lembra aqueles que víamos em
Ultra Man! Também, o erotismo foi eliminado, a violência
consideravelmente reduzida e como
resultado de tudo isso tivemos uma vítima da "síndrome das
continuações", uma aventura bem mais fraca, sem o clima épico do
original. Mas que, ainda sim, nada fica a dever ao badalado e recente
Escorpião Rei. O filme é apresentado em widescreen anamórfico
e Dolby 5.1, e temos, entre os extras, um documentário sobre as
aventuras de Conan nos quadrinhos, trailer, galeria de fotos e um
interessante featurette exclusivo com o compositor
Basil Poledouris
(que, visivelmente, mostrou-se menos inspirado que no
Conan
original), onde ele conta com franqueza detalhes sobre como foi criar a
música para o bárbaro herói, e algumas dificuldades pelas quais
compositores que se dedicam ao cinema enfrentam.
|