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A SÉRIE
Após a regeneração
o Doutor (David Tennant) está com um novo corpo, pronto para continuar
suas fantásticas viagens pelo universo e pelo tempo com sua companheira,
Rose (Billie Piper). Nelas os dois encontrarão novos e velhos amigos e
inimigos, e sua aventura culminará numa batalha épica pela sobrevivência
da Terra.
Doctor
Who é a
mais longa série sci fi da TV, tendo estreado na Inglatera em
1963. Ao longo dos anos os atores principais foram sendo substituídos,
mas com uma boa e conveniente explicação para justificar a troca de
rostos do personagem. Quando o primeiro Doutor, William Hartnell,
cansou-se do papel, os roteiristas estabeleceram que todos os da sua
raça (Senhores do Tempo) podiam regenerar ou mudar seu corpo quando
estivessem para morrer. Foi o que ocorreu no episódio final da primeira
temporada desta nova fase, quando o nono Doutor (Christopher Eccleston)
regenerou-se mais uma vez, agora assumindo as feições e os trejeitos de
David Tennant (Harry Potter e o Cálice de Fogo). O novo ator
injetou mais energia e humor à décima encarnação do personagem,
contrastando com a interpretação mais sombria e séria de Eccleston - mas
que, por sua vez, já trazia o caráter mais emocional e humano atribuído
à atual versão do Doutor. De modo similar à temporada anterior, há um
elo de ligação entre quase todos os episódios. Se antes eram as palavras
“Bad Wolf” (que teria seu significado explicado ao final), agora temos
as referências ao Instituto Torchwood, organização criada para defender
a Inglaterra de ameaças alienígenas. Torchwood (anagrama de “Doctor Who”)
ganhou no final de 2006 uma série própria estrelada por John Barrowman,
que na primeira temporada interpretou o Capitão Jack Harkness. De um
modo geral esta segunda temporada é excelente, com um ou dois episódios
abaixo da média mas contando com várias obras-primas como "Tooth and
Claw" (após um atentado envolvendo um lobisomem alienígena e o Doutor, a
Rainha Vitória decide criar Torchwood), "School Reunion" (o Doutor
reencontra seus antigos companheiros de viagens, Sarah Jane Smith e o
cãozinho robô K-9), "The Girl in the Fireplace" (uma comovente história
de amor entre Madame de Pompadour e o Doutor, que dura uma vida), "Rise
of the Cybermen" e "The Age of Steel" (testemunhamos o nascimento dos
clássicos inimigos cibernéticos Cybermen, numa Terra paralela), "The
Impossible Planet" e "The Satan Pit" (no interior de um planeta
orbitando um buraco negro, o Doutor se vê face a face com uma entidade
maligna que pode ser o Demônio), e os episódios finais da temporada "Army
of Ghosts" e "Doomsday” (os Cybermen e os maiores inimigos do Doutor, os
também cibernéticos Daleks, travam uma batalha pelo domínio da Terra). A
série mantém o humor e a ironia que lhe são típicos, em muito
beneficiados pelo histrionismo de Tennant. Por exemplo, sua atuação
quando o corpo do Doutor é possuído pela vilã Cassandra é impagável. O
programa continua satirizando a própria televisão – se na temporada
anterior tínhamos uma estação espacial que manipulava toda a
programação, e vimos um espantado Doutor no confessionário de uma versão
futurista do Big Brother, agora no episódio “The Idiot’s Lantern”
(o título já é sugestivo) um alienígena usa a televisão para sugar o
rosto e as mentes dos espectadores. Mas diferentemente de boa parte da
programação idiotizante que vemos na TV, Doctor Who é uma
excelente, bem humorada, inteligente e não raro emocionante diversão
para toda a família. Além do humor, a série é capaz de trazer vários
conceitos de ficção científica bem interessantes, e por vezes ganha
grande dramaticidade e emotividade ao tratar de temas como solidão,
amor, vida, morte e perda. O episódio final "Doomsday” provocou comoção
entre os fãs, por marcar a despedida de um dos personagens principais da
série de forma, para alguns, excessivamente melodramática.
O
DVD
A exemplo do
box da
temporada anterior, lançado apenas nas R1 e R2, a segunda temporada
da fase atual de Doctor Who ganhou um lançamento caprichado. Os
seis DVDs, que na sua arte trazem imagens de vilões e dos personagens
principais da série, estão acondicionados numa bonita embalagem
digipack que exibe uma imagem TARDIS, que cria uma ilusão 3-D de que
a nave do Doutor está em pleno vôo. A embalagem, que além dos discos
inclui um encarte ilustrado com notas e textos relativos à
série e aos episódios, é envolvida por uma luva plástica transparente,
que é muito justa e exige um cuidado especial para a sua retirada e,
principalmente, posterior recolocação. Os menus animados são idênticos
aos do box anterior, trazendo como música de fundo a ótima trilha
sonora da série. Os 14 episódios (o especial de Natal “The Christmas
Invasion” mais os 13 regulares da temporada) são apresentados em seu
formato de vídeo original anamórfico, na proporção 1.78:1. A qualidade
dos episódios, gravados em vídeo de alta definição e depois convertidos
para película, é melhor que a do box anterior, com maior nitidez,
cores realistas e brilhantes, e pretos sólidos. O áudio em inglês Dolby
Digital 5.1 apresenta uma mixagem aprimorada em relação à da temporada
anterior, beneficiando principalmente os diálogos no canal central.
Também se nota um melhor uso dos canais surround, e o canal do
subwoofer produz graves capazes de fazer vibrar a sala, ainda que
por vezes persista o problema da saturação. As legendas estão
disponíveis apenas em inglês.
OS
EXTRAS
Nestes
boxes de Doctor Who os extras são uma atração à parte, em
quantidade e qualidade. Trata-se de material produzido simultaneamente
às filmagens, disponibilizado no site da BBC ou ainda criado
especialmente para o DVD. Ao contrário da maioria dos lançamentos da R1
ou R2, também os extras
(exceto
comentários) possuem legendas em inglês. Todos os episódios
possuem algum tipo de comentário, enquanto que os documentários e
featurettes estão distribuídos nos discos 1 e 6.
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Comentários em áudio
– Possuem comentários em áudio os episódios "New Earth", "Tooth and
Claw", "School Reunion", "Rise of the Cybermen", "The Idiot's Lantern",
"The Satan Pit", "Love & Monsters", "Fear Her" e "Army of Ghosts".
Diferentemente
de Christopher Eccleston, que não gravou nenhum comentário para o box
da primeira temporada, Tennant participou de alguns, e a presença do
ator principal valoriza este tipo de extra, que também inclui a
participação de atores, roteiristas, diretor do episódio, etc.
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Comentários
In-Vision –
Além dos que possuem comentários em áudio, outros episódios trazem
comentários em que podemos ver os convidados, numa pequena janela no
alto do lado direito da tela.
São
eles "The Christmas Invasion", "The Girl in the Fireplace", "The Age of
Steel", "The Impossible Planet" e "Doomsday".
Disco 1
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Outtakes –
Pouco mais de 8 minutos de erros de gravação e brincadeiras com
Cybermen, Sycorax e outros vilões;
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Deleted Scenes – 23 cenas eliminadas que totalizam 16 minutos. Algumas são
interessantes, e só foram mesmo eliminadas para não deixar os
episódios muito longos;
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Billie's Video Diaries – Com 4 minutos, os vídeo-diários da atriz Billie Piper
(Rose) se resumem a apenas dois segmentos. De todos os extras, o mais
dispensável (O que estou dizendo? A Billie é uma gata!);
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"Children in Need"
Special –
Na realidade é um mini-episódio com 7 minutos, que liga o final da
primeira temporada ("The Parting of the Ways") com o especial de Natal
"The Christmas Invasion". Nele temos a primeira interação entre a
inicialmente incrédula Rose e o regenerado Doutor.
Disco 6
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David's Video Diaries – Os vídeo-diários de David Tennant são 25 segmentos que
totalizam 1 hora e 25 minutos, trazendo depoimentos do ator à sua
câmera, e cenas dos bastidores gravadas antes e durante as filmagens.
Mais um grande contraste entre a quase ausência de Eccleston dos
extras da primeira temporada, e o comprometimento de Tennant não só de
participar, mas até de produzir este material para a segunda;
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Confidential Cut
Downs
– Este grande bloco com 2 horas e 28 minutos inclui, como no box
da primeira temporada, os documentários da série "Doctor Who
Confidential", originalmente disponibilizados no site oficial.
De modo geral são muito interessantes e informativos, e mantém o
padrão de focarem aspectos específicos da produção – roteiro, efeitos
visuais, etc. – tendo como pano de fundo um episódio da temporada.
IMAGENS
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