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o filme -
No
século XXIV, as criaturas biomecânicas conhecidas como Borgs, os mais
poderosos inimigos da Federação, lançam um ataque surpresa à Terra.
Antes que consiga causar qualquer dano, a gigantesca nave Borg em forma
de cubo é destruída pela Frota Estelar, liderada pela nova Enterprise
1701-E do Capitão Jean-Luc Picard (Patrick Stewart). Contudo, antes de
explodir, o cubo lança uma esfera que abre uma fenda temporal que lhe
permite voltar ao século XXI. Seguindo o rastro temporal da esfera, a
tripulação da Enterprise deverá evitar que os Borgs mudem a
história – o que tornaria a Terra, no futuro, um planeta completamente
assimilado por eles. Apesar de não ser uma unanimidade entre os fãs, não
resta dúvida que Primeiro Contato é, de longe, o melhor longa de
Jornada nas Estrelas protagonizado pela tripulação da Nova
Geração. Neste filme de 1996, os roteiristas Brannon Braga e
Ronald D. Moore se reabilitaram do fraco
Generations
com uma trama que envolve os melhores vilões da franquia e um
acontecimento histórico na cronologia da série: o primeiro vôo em dobra
espacial de Zefram Cochrane (James Cromwell), que levará ao primeiro
contato da humanidade com uma raça alienígena – os vulcanos. Apesar de
sofrer uma queda de ritmo (o filme já inicia com um eletrizante combate
especial da Frota estelar contra os Borgs), a trama na maior parte do
tempo se sustenta bem, desdobrada em duas frentes de ação que, ao final,
irão convergir: na superfície da Terra, o Comandante Riker (Jonathan
Frakes) e equipe tentam garantir que Cochrane faça seu vôo histórico a
bordo da nave Phoenix; na Enterprise, invadida pelos
alienígenas, Picard e Data (Brent Spiner) enfrentam a Rainha Borg (Alice
Krige) e seus zangões. Frakes, que na TV já dirigira alguns episódios da
Nova Geração, Deep Space 9 e Voyager, fez aqui uma
auspiciosa estréia no comando de um longa-metragem. Pena que seus filmes
subseqüentes, Jornada nas Estrelas: Insurreição e Thunderbirds,
comprovaram que se tratou apenas da proverbial sorte de iniciante. De
qualquer maneira, com uma história bem engendrada, ótimos efeitos
especiais da Industrial Light & Magic e uma bela trilha original
do maestro Jerry Goldsmith, Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato
é um filme recomendável até para aqueles que não são fãs da série.
O DVD -
Como as
demais edições especiais da série lançadas pela Paramount, esta é ótima
e justifica a troca do DVD simples lançado há alguns anos. O filme é
apresentado no seu formato original widescreen anamórfico 2.35:1,
com ótima qualidade de imagem. Os níveis de preto, brilho e contraste
são corretos, as cores são vivas e sólidas. Apesar de notarmos em alguns
momentos, na película, mínimos danos e granulação, a transferência
digital não apresenta qualquer artefato de compressão. O áudio em inglês
(há dublagem em português e espanhol Dolby 2.0) está disponível tanto em
Dolby Digital 5.1 como em DTS 5.1, ambas as faixas são excelentes e
superiores à Dolby 5.1 do DVD anterior. Os diálogos são sempre claros e
há uma acentuada separação dos canais, criando uma ambientação perfeita
que nos coloca no centro das explosões, e por vezes, cercados pelos
ruídos eletrônicos dos Borgs. O áudio DTS, como seria de esperar, disso
possui mais profundidade e um canal de graves mais potente.
Adicionalmente, parece-me que a trilha sonora de
Jerry Goldsmith
ganha mais destaque e fidelidade no DTS. Temos legendas em português,
inglês e espanhol, e os menus animados, como sempre, são excelentes e
reproduzem, em CGI, cenas e ambientes do filme.
OS EXTRAS -
Quase
nada a reclamar neste departamento. Há extras consideráveis nos dois
discos, e a Paramount, como de hábito, legendou em português tudo o que
era possível (inclusive os comentários de áudio e texto). Se algum
reparo há de ser feito, é quanto a irregularidade das legendas em
português, que em alguns extras apresentam erros de grafia e tradução.
Mas são poucos casos, que não chegam a comprometer a avaliação final.
Vamos lá:
Disco 1
Acompanhando o filme temos três tipos de comentários: o primeiro, de
áudio, traz o ator/diretor Jonathan Frakes, que por vezes se preocupa
mais em fazer graça do que a dar informações relevantes sobre a
produção; no segundo, também de áudio, temos comentários mais
satisfatórios dos roteiristas Braga e Moore, repletos de detalhes sobre
como o roteiro e a história foram desenvolvidos; o terceiro, somente em
texto, traz as habituais curiosidades e informações de Michael e Denise
Okuda.
Disco 2
Neste disco temos mais de três horas de material, com legendas em
português, inglês e espanhol e áudio Dolby 2.0, e de um modo geral creio
que a qualidade destes extras só perde para os de Jornada nas
Estrelas: O Filme. Os extras estão divididos em seis categorias
principais:
Produção
Fazendo o Primeiro Contato
– Featurette de 20 minutos que apresenta entrevistas com o
produtor Rick Berman, Jonathan Frakes, Patrick Stewart e outros membros
do elenco. Os assuntos incluem a estréia de Frakes na direção de um
filme, a interpretação de Alice Krige como a Rainha Borg e Alfre Woodard
e James Cromwell falando sobre seus papéis;
A Arte do Primeiro Contato
– Segmento de 16 minutos apresentado pelo ilustrador John Eaves, que
trata, entre outros assuntos, dos efeitos visuais da Industrial Light
and Magic – ILM (o filme marcou a transição entre o uso de modelos
em miniatura e gráficos CGI na série), o desenvolvimento do design
da nova Enterprise-E, o design da Phoenix (criada a
partir de um míssil Titan real), da nave vulcana, etc.;
A História
– Featurette de 15 minutos onde os roteiristas Braga e Moore
falam sobre como foi escrever Primeiro Contato;
O Míssil
- O desenhista de produção Herman Zimmerman fala sobre as filmagens no
silo de mísseis nucleares desativado no Arizona, que no filme abriga a
nave de Cochrane, a Phoenix;
O Disco Defletor
– Neste segmento de 10 minutos temos informações sobre o cenário
construído para o confronto com os Borgs que ocorre no casco externo da
Enterprise. Nele estão incluídas cenas de bastidores da filmagem;
De “A” a “E”
– Ao contrário do que o nome sugere, este featurette de seis
minutos não discute a evolução da nave estelar Enterprise, mas
concentra-se no design da nova Enterprise-E e seus
cenários.
Análise das Cenas
Montagem da Rainha Borg
– O Supervisor de Efeitos da ILM, John Knoll, analisa a criação da
memorável cena na qual a cabeça e a espinha da Rainha Borg desce e se
junta suavemente ao resto do corpo;
Lançamento da Cápsula de Fuga
- Alex Jaeger, Diretor de Arte da ILM, mostra como a cena foi criada com
o uso de CGI;
A Morte da Rainha Borg
– John Knoll explica como a ILM criou os efeitos visuais para esta
seqüência, destacando como a pele do rosto da Rainha foi corroída.
O Universo de Jornada nas Estrelas
Um Tributo a Jerry Goldsmith
–
Muitos não sabem, mas o compositor Jerry Goldsmith, que faleceu em 2004,
só veio a trabalhar na franquia quando compôs a trilha original de
Jornada nas Estrelas: O Filme (1979). A partir de então, seu
trabalho foi ouvido em mais quatro filmes e nas séries de TV A Nova
Geração e Voyager. Este featurette de 20 minutos é um
merecido e às vezes emocionante tributo ao artista que se transformou no
ícone musical da série, e nele vemos várias cenas de bastidores de Jerry
e seu filho Joel Goldsmith trabalhando na trilha de Primeiro Contato;
O Legado de Zefram Cochrane
- James Cromwell fala sobre a importância do personagem por ele
interpretado, Zefram Cochrane, além de sua aparição anterior (como outro
personagem) em um episódio da Nova Geração;
Primeiro Contato: Possibilidades
– Este segmento discute a possibilidade da existência de vida
extraterrestre e de como seria um primeiro contato. Destaca o projeto
SETI e a Sociedade Planetária, que conta com o apoio de vários
profissionais da franquia Jornada Nas Estrelas.
A Coletividade Borg
Unimatrix Um
– este segmento mostra a origem e o desenvolvimento dos Borgs na
franquia, a partir de seu surgimento no episódio da Nova Geração
“Q Who”. Há depoimentos de Patrick Stewart, Brent Spiner, Jonathan
Frakes e de Jeri Ryan, que em Voyager interpreta a Borg Babe
Sete de Nove;
A Rainha
- Alice Krige nos fala, entre outras coisas, sobre a experiência de ter
interpretado a Rainha Borg em Primeiro Contato e no episódio
final de Voyager;
Desenhando a Matriz
– Featurette dedicado à aparência mais elaborada que os Borgs
assumem a partir de Primeiro Contato, além da criação do
design da Rainha, do Cubo e da Esfera Borgs.
Arquivos
Storyboards
– Ilustrações feitas para a filmagem de quatro cenas do filme;
Galeria de Fotos
– Várias fotos de produção.
Trailers
Esta seção contém três trailers: o teaser e o trailer do filme, e
um trailer da atração “Invasão Borg”, de Las Vegas. |