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BATTLESTAR
GALACTICA - TERCEIRA TEMPORADA
Direção:
Vários Elenco:
Edward James
Olmos, Mary McDonnell, Jamie Bamber, Tricia Helfer, James Callis,
Grace Park, Katee Sackhoff, Aaron Douglas, Michael Hogan, Tahmoh
Penikett, Lucy Lawless
Duração: 900
min.
Distribuidora:
Universal Região: 4 Lançamento: 26/09/2007
Nº de discos: 5
Cotações: Filme:
  
DVD:
 
Comentários de
Jorge Saldanha
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A SÉRIE
A colônia humana que se estabeleceu em Nova Caprica está sob o jugo dos
cylons. Apesar de não mais pretenderem exterminar os sobreviventes, as
criaturas cibernéticas impõem um regime de força, através do presidente
Gaius Baltar (James Callis). Enquanto isso, liderando a parte da frota
que conseguiu escapar, o Almirante Adama (Edward James Olmos) planeja
uma arriscada missão de resgate dos colonos de Nova Caprica, utilizando
as astronaves de combate Galactica e Pegasus.
A
primeira parte da terceira temporada desta que muitos consideram a
melhor série sci fi dos últimos anos (já eu acho que é a nova
versão de Doctor Who) mostra a dominação dos humanos no planeta Nova
Caprica, onde a frota de sobreviventes resolve se estabelecer. A
temporada
anterior terminou com a chegada de várias naves-base cylons, o que
obrigou a Galactica, a Pegasus e o restante da frota a fugir,
abandonando as pessoas na colônia do planeta. O programa muda
radicalmente nesse período, personagens conhecidos sofrem transformações
radicais (Apollo vira um gordo depressivo, Starbuck casa-se em Nova
Caprica, Tigh vira líder da resistência), mas acima de tudo o cenário de
Nova Caprica é usado para fazer um paralelo com a ocupação militar do
Iraque pelos EUA. Subjugados por um líder que é um mero fantoche nas
mãos dos invasores, os humanos adotam as mesmas práticas adotadas pela
guerrilha iraquiana, inclusive atentados aos cylons com homens-bomba, o
que não raro também mata pessoas inocentes. Mais adiante a série também
discute a questão do colaboracionismo, quando uma espécie de “esquadrão
da morte” a bordo da Galactica passa a executar sumariamente pessoas que
trabalharam para os cylons em Nova Caprica. Essa abordagem terá seu
clímax quando, após desbaratado o esquadrão, Gaius Baltar é levado a
julgamento, acusado de ter cometido crimes contra a humanidade. Um
grande alvoroço surgiu também quando, em determinado ponto, os humanos
descobrem um vírus que afeta apenas os cylons, e muitos passam a
defender o genocídio para derrotar o inimigo. Discussões políticas e
morais à parte, a série mostrou uma evolução considerável dos cylons
humanóides. Sabemos mais sobre suas motivações e misticismo, temos
visões de suas rotinas dentro das naves-bases, reforçando a impressão de
que eles, criados pelos humanos, estão cada vez mais parecidos com seus
criadores. Mas o grande hype da temporada foi a morte de um dos
personagens principais e a revelação da identidade de quatro dos cinco
modelos de cylons híbridos que ainda eram desconhecidos, e estavam
infiltrados na frota. A série sempre colocou o drama e os personagens
acima da ação e efeitos visuais, mas volta e meia ela traz momentos
espetaculares, como a Galactica entrando na atmosfera de Nova Caprica e
lançando seus caças, a Pegasus enfrentando as naves-bases e a frota
fugindo de uma supernova. Os efeitos em CGI, como sempre, são
excelentes. Infelizmente, quando o foco da ação volta para bordo da
Galactica, a exemplo da temporada anterior chegam alguns episódios
chatos e dispensáveis, que fogem do arco principal da série e, segundo o
produtor Ron Moore, foram feitos a pedido do Sci Fi Channel, que achou
interessante ter histórias independentes para atrair novos espectadores
em potencial. O problema é que as tramas escolhidas foram tenebrosamente
monótonas, e obviamente novos espectadores não foram atraídos. Pelo
contrário, a audiência caiu e a série correu o grave risco de ser
cancelada. Felizmente isso não aconteceu, e Battlestar Galactica
foi renovada para uma quarta e última temporada em 2008, precedida do
longa em DVD Razor. Espero que, desta vez, aqueles que fielmente
acompanham a série desde o seu início sejam melhor tratados.
O DVD
Após sua exibição no canal pago TNT, a terceira temporada de
Battlestar Galactica sai em DVD no Brasil, antes mesmo de
sair na Região 1, e com uma novidade.
Diferentemente das duas anteriores, que foram lançadas aqui em formato
fullscreen, desta vez a distribuidora utilizou transferências
widescreen anamórficas na proporção 1.85:1, que mantém o formato
original da filmagem. Ou seja, além de uma melhor qualidade, não há
cortes nas laterais de imagem. Neste aspecto, desta vez a Universal
merece ser parabenizada. Infelizmente o áudio, em inglês e português,
continua sendo apenas 2.0, enquanto os boxes lançados lá fora
disponibilizam o áudio original
em Dolby Digital 5.1. A embalagem também continua seguindo o padrão do box
anterior – uma amaray (desta vez para apenas 1 disco) e uma scanavo para 4 discos.
A única opção de
legenda disponível é português.
OS EXTRAS Aqui a Universal mantém a escrita das temporadas anteriores: não há
nenhum extra. No box que já saiu na Região 2, o único
extra disponível é uma espécie de recapitulação da série feita pela
atriz Mary McDonnell, enquanto que no box a ser lançado na
Região 1 haverá uma série de featurettes a até mesmo
os
web-episódios que fazem
a transição da segunda para a terceira temporada.
Comenta-se que a Universal, em resposta às críticas, estaria
planejando relançar por aqui as duas temporadas anteriores, incluindo os
extras que foram cortados e adotando o formato original widescreen.
Acho difícil que isso aconteça, e mesmo que os boxes sejam relançados,
quem investiu caro nos DVDs mutilados se sentirá ainda mais lesado. O
ideal seria a distribuidora fazer um recall, mas isso sim acho
impossível.
MENUS Os menus são similares aos das temporadas anteriores, mas agora são
totalmente estáticos e com resolução inferior. Novamente não oferecem a opção de seleção de
capítulos em cada episódio.
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