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O FILME
O crescente sucesso de bilheteria das 2 comédias protagonizadas pelo
agente secreto inglês Austin Powers (Mike Myers), Um agente nada
Secreto e O Agente "Bond" Cama, tornaram inevitável a
realização de mais um filme, desta vez com orçamento ainda maior e a
participação, em pontas, de vários astros de Hollywood.
Desta vez, além do nefando vilão Dr. Evil (o próprio Myers) e seu
hilário clone Mini Mim (Verne Troyer), Powers tem de enfrentar o
holandês Goldmember (Myers de novo), que como o nome indica possui o
"membro" de ouro. A trama envolve uma viagem no tempo até a década de 70
onde, no disco-club de Goldmember, Powers recruta a beleza negra
Fiofoxy Cleopatra (a integrante do grupo Destiny Child,
Beyoncé Knowles) para ajudá-lo a derrotar os vilões, que
pretendem fazer com que um cometa de ouro maciço se choque contra a
Terra. Ambos também necessitam resgatar Nigel Powers (Michael Caine), um
veterano agente secreto seqüestrado por Goldmember, que é o
pai ausente na infância de nosso herói.
Tudo isso não passa de desculpa para Myers desfilar na tela encarnando
vários personagens, aparentemente tomado pela mesma fascinação pela
maquiagem que já se apossou de seu outro ex-colega do programa
humorístico "Saturday Night Live", Eddie Murphy. Apesar de render boas
risadas, as piadas de Goldmember, plenas de besteirol e
escatologia e muitas vezes intraduzíveis para o português (a da pinta no
rosto do agente duplo, por exemplo), devem ter divertido muito mais ao
elenco e ao diretor Jay Roach. De qualquer modo, se você gostou das
aventuras anteriores de Powers, vale a pena conferir este novo filme,
que adicionalmente apresenta alguns números musicais impagáveis e uma
cena de abertura antológica.
O DVD
A PlayArte, que distribui no Brasil os filmes do estúdio New Line,
está caprichando nos lançamentos em DVD. O filme está no formato 2.35:1
(widescreen anamórfico), e a qualidade da imagem é simplesmente
estupenda, apresentando toda a vibrante paleta de cores escolhida pelo
diretor Roach. Ótima definição e tons de pele perfeitos são outras
características da master digital utilizada para esta edição em
DVD. No aspecto auditivo, além de uma já ótima faixa de som em Dolby
Digital 5.1, foi incluída a opção de áudio em DTS 6.1, que mostra-se
particularmente superior nas seqüências musicais, como na introdução do
capítulo 4 ("Destinação 1976"), quando Austin volta no tempo e encontra
Beyoncé cantando "Goldmember". Ouvida em Dolby Digital 5.1 ela já é mais
do que satisfatória, porém em DTS 6.1 temos o uso completo dos canais
traseiros surround, que envolvem completamente o ouvinte com a
música e efeitos ambientais do disco-club. Falando em música, ela
sempre possui papel de destaque nestes filmes. Em Goldmember mais
uma vez temos uma apresentação musical dos créditos principais
utilizando "Soul Bossa Nova", de Quincy Jones (que inclusive aparece
regendo a orquestra); as canções adaptam sucessos dos anos 70 de grupos
como Earth, Wind & Fire e K.C. and The Sunshine Band; e no score,
o compositor George S. Clinton incorpora a instrumentação típica dos
filmes "blaxploitation" dos anos 70, a fim de retratar a personagem
Fiofoxy Cleopatra. Tudo isto, ouvido em uma qualidade de áudio superior,
ajuda a compensar os pontos fracos do filme.
EXTRAS
Há material adicional suficiente para contentar a quem alugar ou
comprar o DVD de Austin Powers em O Homem do Membro de Ouro, como
os divertidos comentários de Jay Roach e Mike Myers que podem ser
ouvidos durante o filme, 15 cenas deletadas (acreditem, o besteirol era
ainda maior do que se vê na versão final do filme!), "O Mundo de Austin
Powers" (5 featurettes relativos à produção, com entrevistas de
Jay Roach e elenco, detalhes sobre personagens, a seqüência musical de
abertura, os carros de Austin Powers e efeitos visuais de 3 cenas),
clipes musicais com Britney Spears ("Boys"!), Beyoncé Knowles, Ming Tea
(o grupo de rock de Austin), Dr. Evil e Mini Me. Apenas se faz
necessário ressaltar que o DVD da PlayArte não incorpora o recurso "Infinifilm"
da New Line, que permite acessar os extras através de um menu que surge
durante o filme, levando o espectador aos featurettes específicos
à cena que ele está assistindo.
De qualquer modo, temos aqui mais um ótimo
DVD da PlayArte, que a propósito, faria por bem substituir aquela sua
vinheta com visual e som horríveis (a mesma apresentada nos cinemas).
Simplesmente, ela não combina com o padrão de qualidade digital do DVD. |