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BOX AKIRA KUROSAWA
Direção:
Akira Kurosawa
Distribuidora: Continental
Região: 4
Lançamento: 17/05/2006
Nº de discos: 5
Comentários de
Luiz Felipe do Vale Tavares
|
Para
a alegria de muitos cinéfilos, a Continental colocou no mercado um
pacote com cinco extraordinários filmes dirigidos por Akira Kurosawa.
O pacote inclui Os Sete Samurais, Yojimbo,
Sanjuro, Ran e Dersu Uzala.
Esses filmes também podem ser comprados separadamente.
Durante
anos só tivemos disponíveis em VHS cópias de péssima qualidade dos
filmes do Kurosawa. Agora é uma excelente oportunidade para
redescobrir essas obras-primas no formato digital. Mas, infelizmente,
há um número considerável de poréns que devemos analisar.
Primeiramente, muitos vão alegar que esses DVDs são piratas, porque
copiados diretamente de DVDs importados. Na verdade eles são mesmo
copiados de DVDs importados, mas não são exatamente piratas. A
Continental tem os direitos de distribuição desses filmes no Brasil,
mas ao invés de utilizar os elementos disponíveis (que já devem estar
deteriorados além de qualquer salvação), usam simplesmente como fonte
os DVDs importados, que tem qualidade muito superior a qualquer
master
ou película desses filmes que eventualmente tenham sobrevivido
ao tempo em nosso país. Para não correr o risco de terem
seus discos caracterizados como piratas, a Continental não faz
cópias digitais dos DVDs importados (extração dos
arquivos do disco), mas sim cópias analógicas. Eles
passam o conteúdo para uma mídia analógica de
qualidade e a partir dessa fita é feita a
autoração do DVD. A qualidade cai consideravelmente em
relação aos DVDs importados, mas ainda assim temos uma
imagem muito superior à de uma fita VHS e aproximada dos
padrões de um DVD. Acredito que não vem ao caso se
é ética ou não essa manobra da Continental, pois
quem sai ganhando somos nós consumidores. Muitos dos
títulos lançados em DVD pela Continental são
filmes jamais lançados em VHS no Brasil, ou quando
lançados eram cópias de péssima qualidade, e de
raríssima exibição na TV. A opção do
cinéfilo brasileiro era importar laserDiscs ou DVDs
estrangeiros a preços bem elevados. Pode-se argumentar se para o
consumidor exigente seria mais conveniente adquirir o DVD importado,
que tem qualidade superior. A melhor resposta seria sim, desde que o
consumidor não necessite das legendas em português e possa arcar com o
valor que se tornou, atualmente, inviável devido à alta do dólar. Só
como exemplo, cada DVD do Kurosawa da Continental pode ser encontrado
por R$ 33,00, enquanto que o respectivo filme no DVD importado não
pode ser encontrado por menos do que R$ 100,00. Pela razoabilidade,
convenhamos que esses DVDs nacionais são uma barganha nesse sentido.
Veremos abaixo uma análise de cada filme que compõe esse pacote,
analisando, primeiramente, o respectivo DVD importado e a seguir o
nacional:
 RAN
Ran
foi o último grande filme de Kurosawa. O diretor transportou a obra
“Rei Lear”, de Shakespeare, para o Japão feudal e o resultado não
poderia ser uma obra mais genial. Um idoso Senhor Feudal resolve se
aposentar e dividir suas terras entre seus filhos. Estes se mostram
traiçoeiros e passam a conspirar entre si para tirar todo o poder
restante do próprio pai. A imagem desse DVD não poderia ser mais
problemática. Para realizar esse DVD, a Continental se utilizou da
edição americana da Fox Lober, que por sua vez já era de qualidade
inferior. A Fox Lober, quando lançou esse DVD nos EUA em 1998, usou um
master de laserdisc de mais de dez anos, quando não se
empregava tecnologia de ponta para disponibilizar filmes no mercado de
home vídeo. A imagem possui boas cores, mas a nitidez é péssima, o
contraste é baixo e a resolução deixa muito a desejar. O som, por
outro lado, é muito bom e vem no formato Dolby Stereo. Uma remixagem
para Dolby 5.1 seria bem vinda, mas de qualquer forma o som original é
mais do que satisfatório. Outro problema com o DVD da Fox Lober foi o
mau uso do formato widescreen. Ao invés de centralizar a
imagem no centro da tela com faixas pretas em cima e embaixo da
imagem, essa distribuidora optou em levantar a imagem até o topo da
tela, deixando uma enorme faixa preta abaixo dela. O mínimo que se
pode falar é que é esquisito demais ver o filme dessa maneira. Como a
Fox Lober utilizou uma película com legendas fixas em inglês, essas
legendas passaram para o DVD junto com a imagem, não podendo ser
desligadas. O DVD nacional, por ter sido copiado dessa edição da Fox
Lober, apresenta os mesmos defeitos. Além disso, por algum erro na
autoração, o DVD nacional possui áudio em mono ao invés do original em
estéreo e isso limita demais o envolvimento do som. Para contornar o
problema das legendas fixas em inglês, quando selecionamos as legendas
em português estas cobrem totalmente as legendas em inglês. Foi uma
boa saída encontrada pela Continental. O único extra no DVD nacional é
o trailer do filme, que nem trailer é, mas sim uma propaganda no DVD
importado. Se a Continental não quiser ser chamada de empresa pirata
seria melhor nem colocar esse tipo de trailer no DVD, pois aí fica
mais do que aparente o fato de terem copiado um DVD importado.
Concluindo, vale a pena comprar esse DVD nacional? Depende. A Fox
Lober restaurou recentemente o Ran e pretende lançar
um novo DVD, com excelente imagem e som, no começo de 2003. Certamente
custará caro. Caso o consumidor não ligue muito para todos esses
problemas do DVD nacional, que de qualquer forma é ainda muito
superior à fita VHS lançada pela Globo Vídeo, então vale a pena
comprá-lo.
Complemento:
No início de novembro de 2002, a editora Van Blad distribuiu nas
bancas de jornal a nova edição da revista DVD Collection contendo um
DVD do “Ran” como brinde. É uma edição bem superior à da Continental
e, em alguns aspectos, superior até mesmo à edição importada da Fox
Lober. Essa edição da Van Blad está com o enquadramento em
widescreen correto, centralizado, sem as legendas fixas em inglês
e com som original em estéreo e com opção de áudio remixado em Dolby
5.1. Quanto à imagem, assim como as edições da Fox Lober e da
Continental, peca pela falta de definição, porém as cores estão menos
saturadas e a imagem ligeiramente mais clara, o que torna a
apresentação mais agradável de assistir. Há muitos artefatos digitais
resultantes da compressão em Mpeg-2, mas não chegam a atrapalhar
muito. Quanto ao som, o áudio original em estéreo surround é o
mesmo do DVD da Fox Lober; com o uso de um receiver Dolby
Surround pode-se criar uma ambientação agradável, com boa separação
entre os canais frontais e efeitos surround em mono nos canais
traseiros. Nesse aspecto já deixa o DVD da Continental comendo poeira,
pois nesse o áudio está apenas em mono e é muito limitado. Já o áudio
remixado em Dolby Digital 5.1 no DVD da Van Blad é uma verdadeira
decepção; simplesmente aumentaram demais o volume e distribuíram o
áudio original em 5 canais sem o mínimo cuidado e atenção. O resultado
parece um áudio em mono distribuído pelas 5 caixas de som, pois
escuta-se o mesmo som de qualquer delas, não havendo efeitos de
transição entre os canais; até os diálogos entre os personagens foi
jogado para as caixas traseiras. Além disso, o aumento proposital do
som resultou em um chiado insuportável e distorção do som em algumas
cenas. Um verdadeiro horror! Como extras, o DVD da Van Blad só
apresenta uma breve biografia e filmografia de Kurosawa. Porém, se
considerarmos a revista como extra, temos um bom conteúdo; há textos
interessantes sobre Ran e Kurosawa, indicação de livros sobre o
diretor, links para sites na internet e comentários sobre seus
filmes. O único problema são os imperdoáveis erros gramaticais nos
textos, como “excessão” .
Cotações:
Filme :
    
DVD Importado: a) Imagem:
 ;
b) Som:
  ;
c) Extras:

DVD Nacional da Continental: a) Imagem:
;
b) Som:
;
c) Extras:

DVD Nacional da Van Blad: a) Imagem:
  ;
b) Som 2.0:
  ,
som 5.1
; c) Extras:
 
 Dersu
Uzala
Já tivemos três edições desse filme em VHS.
Uma da Globo Vídeo, em tela-cheia, com péssima imagem e som; uma da Look
Vídeo, também em tela-cheia e igualmente insatisfatório e, finalmente,
uma da própria Continental, que embora também não tenha uma imagem
decente, pelo menos está disponível em widescreen. Esta edição
em DVD traz a melhor imagem do filme, dentro das limitações que veremos
a seguir. Dersu Uzala é uma co-produção entre o Japão e a URSS. Durante
anos Kurosawa não conseguiu orçamento de nenhum estúdio japonês para dar
início à produção de um filme. Quando surgiu o convite da Ex-União
Soviética, não havia como recusar. A história é sobre uma expedição
militar russa que tem o objetivo de catalogar a geografia de diversos
territórios no sul da Sibéria. No caminho encontram um nômade mongol,
Dersu, que servirá de guia para a expedição. Todos se impressionam com
sabedoria e simplicidade de Dersu, que representa a figura do homem que
vive em harmonia com a natureza. Como passar do tempo nasce uma amizade
e mútuo respeito entre o capitão e Dersu. É um belíssimo filme que trata
da relação entre o homem e a natureza, e um DVD imperdível para qualquer
coleção.
Para a produção do
DVD nacional, a Continental utilizou o DVD americano da Kino Vídeo. A
imagem está no formato widescreen original na proporção de
2.35:1. Infelizmente o DVD não foi codificado no formato anamórfico para
tirar proveito da resolução extra. De qualquer forma é ótimo pelo menos
já poder ver o filme em widescreen, para que a beleza de suas
imagens não se perca. Nem o Japão e nem a URSS são conhecidos por
conservarem devidamente seus filmes. Dersu Uzala
não é exceção e o DVD mostra com clareza
todos os danos que o tempo impôs na película original do
filme. A imagem perdeu muitas de suas cores, tem pouca
definição e há muita sujeira e detritos. Esse
filme precisa urgentemente de uma restauração para
sobreviver, mas falta iniciativa, pois sendo um filme de arte pouco
conhecido sabe-se de antemão de que não seria um sucesso
de vendas. É uma pena, pois temos aqui um do grandes filmes da
sétima arte. Quanto ao som, está no original mono em
russo. O som está com qualidade mediana, apenas sofrendo com um
pouco de ruído no fundo. O DVD nacional é
idêntico ao importado, só perdendo um pouco de
resolução devido à gravação
analógica, que também resulta em um pouco de
“noise” na imagem. O problema reside aqui no som, pois
há muito ruído no canal esquerdo e sem dúvida tal
resultou da gravação analógica. A Continental
deveria ter prestado mais atenção na qualidade da
cópia antes de enviar para autoração. O
único extra é o trailer original, o mesmo presente na
edição americana. Nesse DVD a imagem não difere
muito em relação ao importado e a diferença de
preço e a existência de legendas em português
indicam ser o nacional a melhor opção para o consumidor.
Cotações:
Filme :
    
DVD Importado: a)
Imagem:
  ;
b) Som:
 ;
c) Extras:

DVD Nacional: a)
Imagem:
 ;
b) Som:
;
c) Extras:

 Os
Sete Samurais
Considerado por muitos como a obra-prima de Kurosawa, Os Sete
Samurais é um dos poucos filmes que podemos chamar de perfeito.
Realmente, tudo é perfeito: o roteiro, os atores, a fotografia, a trilha
sonora, as cenas de ação, o humor etc. Nesse filme, sete samurais, cada
um com um propósito próprio, aceitam defender uma vila de agricultores
contra saques de bandidos. O único pagamento será três refeições por
dia. Para a produção do DVD nacional a Continental usou o DVD americano
da Criterion Collection. A Criterion Collection é uma distribuidora que
nasceu em 1984 com o objetivo de lançar grandes clássicos do cinema em
laserDisc com a melhor imagem e som possíveis, além de vários
extras sobre o filme. Em 1998 ela passou a distribuir DVDs e o primeiro
lançamento foi Os Sete Samurais. A película utilizada
pela Criterion estava em condições precárias, com várias sujeiras e
arranhões na imagem. Para o lançamento em DVD foi feita uma restauração
digital do filme e o resultado foi a melhor apresentação desse filme em
anos. A imagem tem excelente definição e ótimo contraste, o que torna a
imagem, em preto e branco, mais bonita. Quando do lançamento a Criterion
inclui no DVD, como extra, uma demonstração da restauração do filme.
Posteriormente, o estúdio que produziu o filme nos anos 50, a Toho,
exigiu a retirada desse extra, pois o DVD da Criterion estava
prejudicando o mercado do DVD asiático, que não era restaurado.
A
Criterion foi também obrigada a codificar o disco para região 1 (o
original era região 0) e desabilitar a função de retirar as legendas em
inglês. O DVD da Continental
possui imagem semelhante ao importado, sendo apenas inferior devido à
gravação analógica. O áudio, em mono, assim como o importado, está
apenas com o volume um pouco mais baixo. O único extra do DVD nacional é
o trailer original. O DVD da Criterion inclui o trailer e comentários em
áudio de Michael Jeck, especialista em filmes japoneses. Seus
comentários são uma verdadeira aula sobre Kurosawa. Os DVDs da Criterion
são extremamente caros, mesmo nos EUA, onde custam em média U$ 40,00.
Aqui no Brasil é difícil achá-los por menos de R$ 140,00. Por esse
motivo o DVD nacional, que custa em torno de R$ 33,00, é uma boa aposta.
Para os exigentes é indicado o importado, pela imagem e som superiores e
pelos extras que, embora poucos, são de ótima qualidade.
Cotações:
Filme :
    
DVD Importado: a) Imagem:
  ;
b) Som:
  ;
c) Extras:
   
DVD Nacional: a) Imagem:
 ;
b) Som:
 ;
c) Extras:

 Yojimbo
Nesse filme, um ronin (samurai sem patrão)
chega em uma vila dominada por dois clãs rivais. Ele, ardilosamente,
pretende jogar os dois clãs contra si mesmos, acabando com o conflito e,
ainda, lucrar com a façanha. Yojimbo é um dos grandes filmes de
Kurosawa e é famoso, principalmente, por trazer a visão ocidental de
velho-oeste para o Japão feudal. Toshiro Mifune, que interpreta o ronin,
foi um dos grandes atores do Japão, assim como um dos melhores do cinema
mundial. Sua interpretação é cheia de energia e, de tão magnética, a
audiência dificilmente tirará os olhos dele enquanto está em cena. Ele
trabalhou na maioria dos filmes de Kurosawa e a parceria só se encerrou,
por motivos não muito claros, em meados dos anos 60 após o filme O
Barba Ruiva.
Assim como em Os Sete Samurais, a
Continental também usou um DVD da Criterion Collection para produzir a
edição nacional. O problema é que o DVD da Criterion, por sua vez, não é
exatamente um produto digno desse selo. O DVD da Criterion usou o mesmo
master usado para o laserdisc no início dos anos 90 e,
como não passou por uma restauração, a imagem deixa um pouco a desejar.
Não que a imagem seja ruim, longe disso.
O filme é apresentado
em widescreen, na proporção original de 2.35:1, tem imagem de boa
nitidez e ótimo contraste. O problema é o excesso de granulação, devido
à idade do filme, e alguns detritos que aparecem na imagem. O som,
original em mono, é boa qualidade, porém tem ruídos ao fundo. O que mais
decepcionou nesse DVD foi a falta de maior interesse em lançar um
produto de qualidade. A imagem em widescreen não é anamórfica;
portanto, os possuidores de uma TV widescreen não irão desfrutar
de um ganho adicional na resolução. A Criterion também pecou pela total
falta de extras, que costuma ser o forte de seus DVDs. O DVD inclui
apenas um panfleto com um ótimo texto sobre o filme e o trailer original
de cinema. O DVD da Continental possui imagem um pouco inferior, devido
aos mesmos motivos dos demais DVDs já analisados acima, e som com volume
mais baixo. Como o DVD importado não impressiona muito, a indicação aqui
é pelo DVD nacional, que é bem mais barato e possui legendas em
português.
Cotações:
Filme :
   
DVD Importado: a) Imagem:
  ;
b) Som:
  ;
c) Extras:

DVD Nacional: a) Imagem:
 ;
b) Som:
 ;
c) Extras:

 Sanjuro
Inédito em VHS no
Brasil, Sanjuro é uma espécie de continuação do Yojimbo,
pois temos de novo o mesmo personagem ronin interpretado por Toshiro
Mifune. Mas dessa vez Kurosawa deixou de lado a crítica social e se
concentrou mais no personagem em si e nas muitas cenas de ação e
aventura. Nesse filme o Ronin Sem Nome, que adota o apelido de Sanjuro
(traduz-se como “quase trinta anos de idade”), ajuda um clã inexperiente
de samurais a evitar a traição de um dos senhores feudais de sua terra.
As mesmas críticas do DVD de Yojimbo cabem aqui, pois tratou-se
de um lançamento simultâneo nos EUA, pela Criterion Collection, e a
imagem e o som dos dois filmes são idênticos. Sanjuro é também
apresentado em widescreen, 2.35:1 não anamórfico, e com som
original mono. O DVD também inclui o trailer original e um panfleto com
texto sobre o filme. O DVD nacional da Continental, copiado da edição da
Criterion, é também igual ao DVD de Yojimbo. Pelos mesmos motivos
indica-se aqui o DVD nacional.
Cotações:
Filme :
   
DVD
Importado: a) Imagem:
  ;
b) Som:
  ;
c) Extras:

DVD Nacional:
a) Imagem:
 ;
b) Som:
 ;
c) Extras:

Concluindo, para os
cinéfilos mais exigentes e que tenham recursos para arcar com os DVDs
importados, essa é opção indicada. Para os demais, os DVDs nacionais,
embora com todas essas falhas, ainda assim proporcionam uma boa
apresentação desses filmes e, por isso, são altamente recomendados para
qualquer coleção. A Continental está prometendo até o final do ano mais
um pacote com cinco filmes de Kurosawa: Rashomon, A Fortaleza
Escondida, Céu e Inferno, O Barba Ruiva e Madadayo.
Como os DVDs importados desses filmes são mais caprichados e tem imagem
e som muito superiores aos analisados nesse presente texto, sem dúvida
os DVDs nacionais, se também copiados dos importados, terão qualidade
superior. É esperar e conferir.
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