O ÚLTIMO DOS MOICANOS
Direção: Michael Mann
Elenco:
Daniel Day-Lewis, Jodhi May, Madeleine Stowe, Russell Means, Wes Studi
Distribuidora: Warner
Região: 4
Lançamento: 2001

Nº de discos: 1
Cotações:
Filme:
DVD:

Comentários de
Jorge Saldanha

O clássico romance norte-americano de James Fenimore Cooper já havia dado origem a um filme de 1936, e a uma popular série de TV dos anos 50, exibida no Brasil nos anos 60 (o velho Chingachcook era ninguém menos do que Lon Chaney Jr. - será que eu sou o único que ainda se lembra disso?). Em 1992 o diretor e roteirista Michael Mann adaptou a história com a linguagem cinematográfica típica dos anos 90, com base tanto no romance de Cooper como no roteiro do filme original, escrito por Philip Dunne. O resultado é um filme plasticamente brilhante (característica dos trabalhos de Mann), que mescla aventura, romance e cenas de violência. Mas o que realmente desponta na produção é a carismática interpretação de Daniel Day-Lewis como Hawkeye, o filho do moicano Chingachcook, e a bela e potente trilha sonora composta por Trevor Jones e Randy Edelman. A produção recria um período do século XVIII, no qual ingleses e franceses lutam por um pedaço do solo americano. Já Hawkeye, um homem branco criado entre índios, defende somente os princípios moicanos de justiça e respeito à natureza.

Neste sentido o  filme insere-se na linha de produções politicamente corretas, que colocam o índio norte-americano como um elemento perfeitamente integrado à natureza e vítima do colonialismo predador dos europeus. Assim, mesmo os índios "maus" possuem motivações compreensíveis para os seus atos, sendo meros joguetes dos interesses de conquista de franceses e ingleses. Mas a história de amor é o verdadeiro fio condutor do filme, e em breve, na vida de Hawkeye, surge Cora Munro (Madeleine Stowe), a filha de um oficial britânico. Eles se apaixonam e juntos devem escapar do vingativo huron Magua.

The Last of The Mohicans venceu o Oscar de Melhor Som em 1992, e em 2000 uma versão do diretor foi lançada em DVD nos EUA, com muitos extras. Infelizmente, a edição brasileira apresenta somente a versão original exibida nos cinemas, em formato widescreen 2.35:1, som Dolby Digital 5.1, e um trailer de cinema. Mas possui um valioso e significativo recurso para os Scoretrackers: a possibilidade de ouvir somente a trilha sonora original de Jones e Edelman, isolada dos diálogos e efeitos sonoros, em 6 canais. Sem dúvida, apesar de haver duas edições em CD deste score (a original e a recente regravação regida por Joel McNeely, comentada neste site), esta é a melhor opção para que a música seja apreciada na íntegra e com excelente qualidade de áudio.

DVDs COMENTADOS