O MUNDO PERDIDO: JURASSIC PARK (EDIÇÃO DE COLECIONADOR)
Direção: Steven Spielberg
Elenco:
Jeff Goldblum, Richard Attenborough, Julianne Moore, Pete Postlethwaite
Distribuidora: Columbia / Universal
Duração: 129 min.

Região: 4

Lançamento: 2000

Nº de discos: 1
Cotações:
Filme:
DVD:

Comentários de
Jorge Saldanha

A estrondosa bilheteria de Jurassic Park tornou inevitável a vinda de uma seqüência. O Mundo Perdido, igualmente baseado em livro de Michael Crichton, passa-se quatro anos após a destruição do Parque dos Dinossauros. Após a arrepiante cena inicial, na qual uma menina é atacada por pequenos Procompsognatos, o bilionário Hammond (Richard Attenborough) convida o matemático Ian Malcom (Goldblum) a encontrar-se com a paleontóloga Sarah Harding (Julianne Moore) na ilha de Sorna, onde secretamente outros dinossauros foram mantidos vivos e livres em seu habitat natural.  Relutantemente Malcom concorda em ir, acompanhado de uma pequena equipe e de sua filha adotiva, Kelly (Vanessa Lee Chester). Lá chegando, encontram a cientista e um segundo grupo, liderado pelo caçador Roland Tembo (Pete Postlethwaite), que fora enviado pelo ganancioso sobrinho de Hammond para capturar espécimes vivos, em especial um T-Rex, para exibir em um novo parque construído em San Diego. A partir de então, após uma série de encontros “infelizes” com os animais, poucos humanos sobrevivem para contar a história. Mesmo assim, um T-Rex adulto e um filhote são capturados e enviados separadamente para San Diego. Lá chegando, o monstro adulto escapa, e atropelando carros e pessoas, busca freneticamente a sua cria.

O Mundo Perdido: Jurassic Park não é inovador em termos de idéia e efeitos gerados por computador, mas possui méritos. Nele, Spielberg toma o partido dos dinossauros, estes sem dúvida os verdadeiros astros (como aliás já o haviam sido em Jurassic Park), que são retratados sob a ótica das últimas descobertas a respeito de seu comportamento social. Também é interessante identificar as várias referências do roteiro a filmes de aventura e ficção: por exemplo, à primeira visão dos dinossauros, um dos personagens, espantado, diz que esperava ver iguanas gigantes, uma citação óbvia a O Mundo Perdido filmado por Irwin Allen em 1960; e a espetacular cena na qual os caçadores, de jipes e motos, perseguem manadas em fuga, que lembra o filme Hatari, de Howard Hawks. Outros momentos memoráveis são o ataque dos T-Rex ao trailer, com a já antológica cena do vidro trincado, e o estrago causado pelo Tiranossauro nas ruas de San Diego. Toda a ação é acompanhada pelo score de John Williams, bem mais sombrio e percussivo que o de Jurassic Park.

Os efeitos especiais mais uma vez foram realizados pelos técnicos da ILM de George Lucas, encabeçados por Dennis Muren, Michael Lantieri e Stan Winston. A interação dos seres virtuais com objetos e pessoas reais é total, e é impossível notar quando os dinossauros em escala natural de Stan Winston e mesmo pessoas são substituídas por suas réplicas digitais. O Mundo Perdido: Jurassic Park, em suma, é um filme de dinossauros como os que víamos nas antigas matinês, com a diferença de possuir efeitos especiais de ponta e de o “herói” não morrer ao final. O DVD de O Mundo Perdido apresenta conteúdo semelhante ao de Jurassic Park: menus interativos, o filme em formato widescreen anamórfico, legendas em português e vários outros idiomas, dublagens em português, espanhol e Inglês (Dolby 5.1). No material adicional, temos o Making Of de O Mundo Perdido: Jurassic Park, cenas eliminadas, desenhos de produção, storyboards, modelos, O Mundo de Jurassic Park, Industrial Light and Magic, trailers de cinema, Enciclopédia dos Dinossauros, notas sobre elenco e realizadores, e apresentações para DVD-Rom.

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