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O
FILME
Elizabeth Swann (Keira Knightley) e Will Turner (Orlando Bloom) estão
prestes a casar, mas são presos sob a acusação de terem ajudado na fuga
do pirata Jack Sparrow (Johnny Depp), capitão do navio Pérola Negra.
Elizabeth é trancafiada, mas Will é libertado por Cutler Beckett (Tom
Hollander) com a condição de trazer a bússola de Jack, que indica a
localização de um objeto de inestimável valor. Elizabeth foge e se junta
a Will, Jack e o ex-Comodoro Norrington (Jack Davenport) na busca do tal
objeto – o Baú da Morte. Eles não tardam a descobrir que Jack está em
débito com Davy Jones (Bill Nighy), o amaldiçoado capitão do navio
fantasma Flying Dutchman (Holandês Voador), que possui rosto de
polvo e, no lugar de um braço, uma garra de caranguejo. A tripulação de
Jones também é composta por homens amaldiçoados que, durante os 100 anos
em que devem ficar a seu serviço, vão adquirindo características de
criaturas do mar. Para piorar as coisas Jones é capaz de controlar o
mítico monstro marinho Kraken, e a única maneira de Jack, seus amigos e
a tripulação do Pérola Negra derrotá-lo é encontrarem o Baú da Morte, em
cujo interior está o coração de Jones.
O enorme sucesso de
Piratas do Caribe:
A Maldição do Pérola Negra
levou a Disney a providenciar não uma, mas duas continuações a serem
filmadas simultaneamente, mais uma vez sob a direção de Gore Verbinski.
Após dois anos de uma produção complicada, chegou aos cinemas este
Piratas do
Caribe: O Baú da Morte,
que mesmo sofrendo de um defeito que o original já tinha – excesso de
duração – e sendo sustentado por um roteiro feito a toque de caixa,
obteve um sucesso ainda maior de bilheteria. Apesar de grande parte da
crítica ter reduzido o filme a pó, não é difícil de ver porque o filme
agradou tanto ao público: mesmo com uma trama que, no fundo, é a mesma
do filme anterior,
O Baú da Morte
é muito divertido de se assistir. A história, que agora investe mais na
fantasia, custa um pouco para
engrenar, mas depois que isso acontece surgem na tela homens-lula (não,
nosso presidente não faz uma ponta), leviatãs, canibais, uma feiticeira
vodu, perseguições na selva, lutas de espada, cenários paradisíacos
reais e uma atração romântica entre
Elizabeth e Sparrow. Antes de chegarmos ao final, que tem um dos ganchos
mais inesperados já vistos no cinema, o filme nos deslumbra com efeitos
visuais da Industrial Light and Magic de cair o queixo. O
realismo fotográfico de Jones, sua tripulação e do Kraken é simplesmente
fantástico. Pelo que vemos na tela, o orçamento oficial de U$ 80 milhões
(que não inclui a terceira parte,
No Fim do Mundo)
saiu muito barato. O elenco é ótimo, com destaque para Depp, que mais
uma vez rouba a cena com seu afetado Capitão Jack Sparrow, e Nighy, que
apesar de todo o CGI aplicado em seu rosto tem uma grande atuação. A
personagem de Knightley desta vez participa mais da ação, e Bloom se
desincumbe bem da função de galã corajoso que luta para libertar o pai
da maldição de Davy Jones.
Piratas do Caribe:
O Baú da Morte
sofre por ser o filme do meio da trilogia, terminando (?), como já dito,
com um cliffhanger de impacto. Mas enquanto o capítulo final não
chega, esqueça os críticos ranzinzas, prepare a pipoca, o refri, apague
as luzes e calibre seu home theater para assistir a um filme que
é diversão pura.
O
DVD
Para seu maior sucesso de bilheteria em muitos anos, a Disney
providenciou um lançamento esmerado para venda direta. Se ela já
caprichara no DVD duplo de
A Maldição do
Pérola Negra,
esta Edição Especial de
O Baú da Morte
é ainda melhor: consiste de dois DVDs acondicionados não na Amaray
convencional para dois discos, mas numa bela embalagem digipack
envolta numa luva de cartolina metalizada com parafusos em relevo nos
cantos, o que dá a impressão de que ela é mesmo de metal. Sem dúvida este esmero na embalagem encareceu o preço final de
lançamento, que é de R$ 49,90, mas para o colecionador é um investimento
que compensa. O disco 1 é o mesmo lançado há pouco para locação,
trazendo dois extras e o filme em seu formato original widescreen
anamórfico 2.35:1. A transferência para DVD é impecável, com alguma
granulação eventual que já estava presente nos cinemas. As cores são
ricas e estáveis, valorizando as belas locações do filme. Os pretos são
sólidos, e a imagem livre de artefatos mantém a nitidez mesmo nas cenas mais
sombrias, que são muitas. O potente áudio Dolby Digital 5.1 em inglês,
português e espanhol, é state of the art, valorizando
sobremaneira o esmerado trabalho do engenheiro de som Christopher Boyes
(King Kong)
e a operática trilha sonora de
Hans Zimmer. Repleto de cenas de ação e
efeitos visuais e sonoros, este é um filme feito sob medida para que você
explore todas as potencialidades do seu equipamento.
OS
EXTRAS
Assistindo
ao extenso material bônus de O Baú da Morte, refleti sobre como,
de várias maneiras, o formato DVD revolucionou a maneira de assistirmos
filmes e, principalmente, termos acesso às mais variadas informações
sobre sua produção. Após conferir às horas de extras aqui presentes,
quase todos em wide anamórfico com legendas em português, você
certamente terá uma outra visão do filme, uma das realizações mais
problemáticas e complicadas da história do cinema norte-americano. É
graças a material deste tipo, esclarecedor e basicamente sincero, que
podemos ter um valioso insight de como funciona a indústria de
blockbusters Hollywood. Em ambos os discos, antes do carregamento
dos menus (animados mas simples), sempre surgirão trailers de outros lançamentos
da Disney. Pule direto para o menu principal apertando a tecla “enter” do
controle do player.
Disco 1
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Erros de gravação – Apesar do sofrimento e das difíceis condições
de filmagem, estes quase 4 minutos de divertidos erros mostram que o
elenco se divertiu bastante. Repare em Johnny, que mesmo errando suas
falas não sai do papel de Jack Sparrow;
-
Comentários em áudio dos escritores Ted Elliot e Terry
Rossio – A
dupla de roteiristas falam sobre os desafios enfrentados na criação de
um roteiro filmável, de como as improvisações de Depp no primeiro filme
foram incorporadas à trama, da decisão de propositadamente (?) deixar
alguns detalhes sem explicação, etc. e etc. Em matéria de extras foi
aqui que a Disney cometeu seu maior pecado, ao não disponibilizar
legendas em português;
Disco 2
-
Planejando o
Retorno -
Este featurette de 26 minutos documenta o estágio da
pré-produção, principalmente as duras reuniões para definir o roteiro.
Até parece difícil de acreditar, mas os roteiristas entregaram o roteiro
poucos dias antes do início das filmagens. O surpreendente para mim é
ambos admitirem que o primeiro Piratas foi concebido como um
filme único, que a decisão de fazer uma trilogia foi puramente comercial
e que eles tiveram o maior trabalho em fazer com que tudo parecesse
fazer parte de uma história em três partes. Uma posição bem diferente de
outras trilogias que foram inventadas a toque de caixa, mas “vendidas”
como se tivessem sido concebidas assim desde o início;
-
De Acordo com o Plano: A Atormentada e Verdadeira
História do Baú da Morte –
Sem dúvida a grande
peça de resistência dos extras, este documentário de 63 minutos nos dá
uma visão geral dos árduos 200 dias de filmagens enfrentados por Gore
Verbinski, elenco e equipe. Os problemas da produção e sua logística de
pesadelo são expostos de modo aberto, e não raras vezes vemos nos rostos
dos entrevistados sensações de desânimo, derrota, arrependimento e
frustração;
-
Capitão Jack: da Cabeça aos Pés –
Dividido em várias
partes que totalizam 27 minutos, este extra é centralizado no
memorável personagem de Johnny Depp e sua caracterização através das
peças de figurino, dos adereços e maquiagem;
-
Dominando a Espada
– Três segmentos com aproximadamente 5 minutos
cada, mostrando cenas de ação e os treinos de esgrima de Orlando, Keira
e Jack Davenport;
-
Encontrando Davy
Jones; Anatomia de uma Lenda –
Este featurette de mais de 12 minutos mostra
como foi criado um dos
mais curiosos vilões do cinema, através de técnicas de captura de
movimento revolucionárias;
-
Criando o "Kraken"
– Com quase 10 minutos, este extra mostra a criação do monstro Kraken,
baseado nos antigos mitos e lendas e no visual da lula gigante do
clássico da Disney 20.000 Léguas Submarinas;
-
Homens Mortos Contam Novas Histórias: Re-imaginando a
Atração –
Outro destaque entre
os extras, é um featurette de 13 minutos sobre a
atração temática que inspirou a trilogia, e as atualizações que teve com
a inserção de personagens dos filmes;
-
Voando pelo Set: a Jaula de Ossos –
Uma rápida olhada
(menos de 4 minutos) nas tomadas de fundo azul com os atores, que se
divertiram mas também passaram mal dentro da jaula;
-
Jerry Bruckheimer: Diário de Fotos do Produtor – Neste
featurette de quase 5 minutos o mega-produtor, que se revelou um
ótimo fotógrafo, acompanha a produção e vemos várias fotos tiradas por
ele de locações, elenco, equipe, etc.;
-
Piratas na Main Street: a Estréia de O Baú da Morte
– Com 4
minutos, este extra mostra a concorrida e agitada pré-estréia do filme na
Disneylândia.
E se após tudo isso você ainda não estiver satisfeito, procure por estes
cinco Easter Eggs: O Homem do Coco, O Dia de Folga de um Cão,
Alimentando a Equipe, Os Piratas Gêmeos e Tony, o Pintor. Com
o controle remoto do DVD player é meio complicado de encontrar
todos, mas no computador é barbada: no disco de extras, é só ir passando
o cursor pelas telas dos menus e clicar nos itens ocultos que ficarem
amarelos (ver as duas últimas fotos abaixo). E por último, mas não menos importante, a tiragem inicial
desta Edição Especial inclui um cupom que garante um ingresso de
cinema grátis para
Piratas do Caribe:
No Fim do Mundo,
que estréia dia 25 de maio no Brasil. Mas ele só vale de segunda a
quinta-feira, e é um ingresso para o acompanhante.
MENUS
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