Replicante
Direção: Ringo Lam
Elenco:
Jean-Claude Van Damme, Michael Rooker
Distribuidora: Califórnia
Duração: 109 min.

Região: 4

Lançamento: 2001

Nº de discos: 1
Cotações:
Filme:
DVD:

Comentários de
Jorge Saldanha

Jean-Claude Van Damme é um sujeito legal. Quando esteve aqui para a divulgação do filme Replicante, foi a um conhecido programa de TV dominical, rebolou com a Gretchen e emocionou-se com um garotinho deficiente, demonstrando bom humor e simpatia. Bem diferente, portanto, do sisudo Schwarzenegger do carnaval de 2001. Assim, é provável que os filmes do belga façam mais sucesso aqui (lá fora seus filmes estão saindo diretamente em DVD, aqui alguns ainda chegam nos cinemas) por que nós nos identificamos com o seu jeito de ser. Apesar de todos os problemas pessoais com bebida, mulheres, drogas, etc., o cara dá a volta por cima e segue a vida em ritmo de festa – exatamente como nós, brasileiros.

Em suma, vemos o Van Damme como um amigo que poderia morar na casa vizinha. Dito isto, Replicante veio a ser o melhor filme do astro em anos, graças principalmente ao diretor Ringo Lam, que se esforçou para superar o baixo orçamento e a falta de originalidade da trama. O filme começa com um serial killer chamado O Tocha (Van Damme) fugindo de um incansável policial (Michael Rooker). O tira sai da polícia, para logo em seguida ser recrutado por agentes do Serviço Secreto. Eles lhe dizem que clonaram o Tocha, mas precisam de alguém que ensine o clone (Van Damme de novo, no papel do replicante do título) a agir da mesma maneira que o original, a fim de que possam capturar o assassino. Ao assistir a algumas cenas dos crimes, o replicante começa a desenvolver um elo telepático com o Tocha.

A partir de então, temos muitas cenas de violência, lutas e perseguições de carro. Em mais um papel duplo, Van Damme tem o melhor desempenho de sua carreira, e de quebra mostra que, depois de todas as festas a que tinha direito, está novamente em forma. As cenas de luta são um pouco diferentes das de seus filmes anteriores, possuem menos chutes e são mais acrobáticas. Michael Rooker, por sua vez, interpreta um herói com a mesma competência com que encarna os vilões (ele era uma das melhores coisas de O Sexto Dia). Infelizmente, o DVD da Califórnia é uma decepção, sem qualquer extra e apresentando o filme apenas em formato de tela standard. No mais, já resolvi: da próxima vez que o Jean-Claude vier ao Brasil, vou convidá-lo para tomar um chopinho.

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