ROBOCOP - O POLICIAL DO FUTURO (EDIÇÃO ESPECIAL)
Direção: Paul Verhoeven
Elenco:
Peter Weller, Nancy Allen, Ronny Cox, Kurtwood Smith, Dan O´Herlihy
Distribuidora: Fox
Duração: 103 min.

Região: 4

Lançamento: 2002

Nº de discos: 1
Cotações:
Filme:
DVD:

Comentários de
Jorge Saldanha

Esqueça as duas continuações (também lançadas pela Fox) e as terríveis adaptações feitas para a TV (que incluem um lamentável desenho animado): Robocop, O Policial do Futuro, merece ser lembrado principalmente pelo memorável filme dirigido por Paul Verhoeven em 1987. Mesmo sem basear-se em um personagem dos quadrinhos, o filme adota o visual e a linguagem do meio, então muito influenciado pelo clássico O Cavaleiro das Trevas, de Frank Miller (que, não por coincidência, escreveu o roteiro de Robocop 2). Utilizando critica social, humor e violência, Verhoeven narra sua história com divertidas interferências da mídia, representada pela dupla de apresentadores do fictício telejornal Midia Break. O futuro mostrado na tela é sombrio, e infelizmente a cada dia torna-se mais atual: o crime e a violência na cidade de Detroit estão praticamente incontroláveis, e a polícia está sob o comando da multinacional OCP. Durante uma greve de policiais, o novato Murphy (Peter Weller) é mutilado por um bando de criminosos, e dado como morto. Os cientistas da OCP utilizam o que sobrou do seu corpo em um projeto que busca criar o policial perfeito, com componentes mecânicos e orgânicos. A cabeça e o torso de Murphy são combinados com um corpo mecânico blindado, e seu rosto é oculto por um capacete. As memórias da sua vida anterior são apagadas e o policial biônico, batizado pela mídia como Robocop, cumpre suas primeiras missões com sucesso. Mas após algum tempo, sua ex-parceira (Nancy Allen) o reconhece e o chama pelo nome. A partir daí, Murphy começa lentamente a lembrar-se da esposa, do filho e mesmo de seus assassinos, que estão a serviço de um dos dirigentes da OCP (Ronny Cox).

Além de ser uma eletrizante e violenta aventura de FC, Robocop é uma diversão inteligente, onde o capitalismo e a sociedade de consumo são impiedosamente satirizados por Verhoeven. Infelizmente, a ironia maior é que o personagem, nas seqüências para cinema e TV, foi sendo progressivamente diluído, suavizado e pasteurizado, a fim de tornar-se, também, mais um produto de rápido consumo. Robocop já havia sido lançado no Brasil, em DVD, pela Flashstar, mas retornou em uma edição especial da Fox, com vídeo e áudio (Dolby 5.1) remasterizados, que permitem apreciar melhor os efeitos stop motion de Phil Tippett, a maquiagem de Rob Bottin (que também criou a armadura do herói) e a vibrante partitura de
Basil Poledouris. Além disso, o filme é apresentado em sua versão do diretor, que inclui algumas cenas inéditas. Entre os extras, destacam-se os comentários de áudio de Verhoeven, o making of “Flesh & Steel”, dois featurettes da época do lançamento (1987), cenas eliminadas, trailers para cinema e TV e comparação de storyboards.

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