O SEXTO DIA
Direção: Roger Spottiswoode
Elenco:
Arnold Schwarzenegger, Robert Duvall, Tony Goldwin, Michael Rooker
Distribuidora: Columbia
Região: 4
Lançamento: 2001

Nº de discos: 1
Cotações:
Filme:
DVD:

Comentários de
Jorge Saldanha

Arnold Schwarzenegger, a partir do início dos anos 80, firmou-se como o maior astro de ação do cinema americano. Filmes como Conan, O Bárbaro, O Exterminador do Futuro 1 e 2, Predador e O Vingador do Futuro são clássicos absolutos. Mesmo após algumas incursões bem sucedidas na comédia, foi graças aos filmes de ação que Arnie hoje possui uma enorme legião de fãs. Porém, desde True Lies (1994), o astro devia um grande blockbuster. Seu retorno após uma cirurgia cardíaca, como o vilão Mr. Freeze na bomba Batman e Robin, foi desastroso, e O Fim dos Dias, de 1999, deixou muito a desejar. Suas mais recentes tentativas (inclusive Collateral Damage, cujo lançamento foi adiado devido à comoção causada pelos ataques terroristas nos EUA) não foram bem nas bilheterias.

Este filme de Roger Spottiswoode, situado em um futuro muito próximo, em sua introdução deixa a entender que seria uma FC séria sobre as possibilidades da clonagem – o que está longe de ser. Se, por um lado, é razoável supor que nos próximos anos sejam clonados, com sucesso, seres humanos, o mesmo não se aplica à transferência das memórias, da mente (da alma?) do original para a cópia, coisa que no filme é feito facilmente. Ironicamente, há a clara intenção de “clonar” um dos sucessos de Schwarzenegger, O Vingador do Futuro. No filme dirigido em 1991 por Paul Verhoeven, a grande questão era saber qual seria a verdadeira personalidade do herói, que utiliza os serviços de uma empresa de realidade virtual, a Rekall. Em O Sexto Dia, também se estabelece uma grande dúvida, se o protagonista seria o original, ou o seu clone. E para culminar, ele também utiliza os serviços de uma empresa, chamada RePet... Na trama, onde a clonagem, à exceção da humana, é legal e comum, uma misteriosa corporação substitui o personagem de Arnold, um piloto de excursões, por um clone. Enquanto foge de assassinos enviados para eliminá-lo, seu clone vive em sua casa, com sua esposa e filha. Ele posteriormente descobre que sua clonagem foi o resultado imprevisto de um plano da corporação, comandada pelo milionário interpretado por Tony Goldwyn, que visa legalizar a clonagem humana.

O Sexto Dia possui atrativos, como as boas cenas de ação, a volta do famoso bordão “I´ll be Back!”, Robert Duvall no papel do cientista que vê seus objetivos desvirtuados pela ganância, e um trio de assassinos, interpretados por Michael Rooker, Sarah Wynter e Rod Rowland, que são o grande elemento cômico do filme; eles são várias vezes mutilados e mortos, mas sempre retornam, clonados e mal-humorados. Porém, falta ao filme algo que tinha de sobra nos grandes sucessos do ator - originalidade. Arnie, contudo, não desiste, e prefere apostar na coisa certa: ele vem aí em O Exterminador do Futuro 3 e, possivelmente, em um novo Conan. O DVD da Columbia apresenta o filme no formato widescreen anamórfico, áudio em Dolby 5.1 e alguns extras interessantes, legendados em português, como trilha sonora isolada e comentários do compositor Trevor Rabin, “Infomerciais da RePet” e trailers de cinema e TV.

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