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A SÉRIE
Em um futuro próximo, os sobreviventes de uma epidemia têm que enfrentar
a decisiva batalha entre o Bem e o Mal, que vai decidir o destino da
humanidade. De um lado, o grupo reunido pela bondosa anciã Abagail
Freemantle; do outro, os desajustados seguidores do
maligno
Randall Flagg.
Fãs de horror e de Stephen King em especial consideram A Dança da
Morte (The Stand) um dos melhores livros do popular escritor.
Não sei se de fato é o melhor, mas sem dúvida é uma obra que, apesar de
suas aproximadamente 800 páginas, prende o leitor do início ao fim e é
uma demonstração da capacidade criativa de King. Muito se falou numa
possível adaptação cinematográfica do livro, e houve mesmo um projeto
que seria tocado pelo cultuado diretor de filmes de horror, George A.
Romero. Porém King, insatisfeito com os cortes e alterações feitos na
maioria dos filmes baseados em seus extensos livros, passou a apoiar
adaptações de sua obra para a TV, em forma de minisséries. E foi assim
que em 1994, sob a direção de Mick Garris, diretor conhecido por sua
associação com o gênero fantástico, A Dança da Morte chegou à
televisão americana. Com suas seis horas de duração divididas em quatro
partes, a minissérie é considerada a melhor transposição de um livro de
King para a TV. Não que ela seja algo excepcional, mas há razões que
justificam esse entendimento. Para começar, temos a cativante trama do
livro – o velho confronto do Bem contra o Mal, agora travado num futuro
no qual 99% da raça humana foi dizimada por um vírus de gripe
desenvolvido pelo governo americano. Os sobreviventes, imunes ao vírus,
têm sonhos com duas pessoas: a centenária Abagail e o sinistro Randall,
cabendo a eles decidir de qual lado ficarão no confronto que se
aproxima. Mais uma vez na obra do escritor um grupo de pessoas comuns se
une para enfrentar uma poderosa força maligna, e vista superficialmente
a história não parece ser muito empolgante. Porém King, que também
escreveu o roteiro da minissérie, lança mão de seus efetivos recursos
estilísticos para criar momentos emocionantes e profundamente humanos. O
elenco, onde se destacam o ótimo Gary Sinise, Molly Ringwald, Ruby Dee,
Ray Walston e Rob Lowe (que dez anos depois estrelaria outra bem
sucedida minissérie baseada em King,
A Mansão Marsten) foi bem
escolhido. Fãs do terror reconhecerão em pontas o próprio King e os
diretores John Landis (Um Lobisomem Americano em Londres), Sam
Raimi (trilogia A Morte do Demônio) e Mick Garris. O nível de
produção, desta vez, é muito bom (ao contrário de
Fenda no Tempo,
por exemplo), o que permitiu a criação de elaborados efeitos de
maquiagem e uma ótima trilha musical. Apesar de limitado, Garris se saiu
melhor que a encomenda na direção, considerando a grandeza do projeto.
Sem dúvida ajudou bastante o fato de ele conhecer bem o tipo de material
com que estava lidando, por já ter trabalhado com King em ocasiões
anteriores. Claro que houve algumas mudanças em relação ao livro,
determinadas seções dele poderiam ter sido mais exploradas e o final,
para variar, foi simplificado. Mas não há dúvida que, de modo geral, a
minissérie faz justiça ao original de King, e assisti-la é tarefa
obrigatória para qualquer fã do escritor.
O
DVD
A
Dança da Morte
foi lançada pela Paramount em dois DVDs de dupla camada, cada um
trazendo duas partes da minissérie, ambos acondicionados em uma
embalagem Amaray para dois discos. O vídeo está no formato
original fullscreen 1.33:1, com qualidade de imagem boa, não mais
que isso. Apesar de não haver danos de película notáveis, senti falta de
nitidez e brilho maiores. As cores não são muito vivas, e no geral se
nota que não houve um tratamento específico para DVD nestas
transferências, que provavelmente usaram as mesmas masters do
lançamento em VHS feito nos anos 1990. O áudio está disponível em
inglês, português e espanhol, todos em Dolby 2.0. No entanto, não
percebi qualquer separação de canais, o que comprova que, apesar de
decodificado em 2.0, o som original é de fato mono, ainda que a faixa em
inglês seja de aceitável qualidade. As legendas estão disponíveis nos
mesmos idiomas.
OS
EXTRAS
Mais uma
minissérie baseada em Stephen King, lançada sem nenhum extra no Brasil.
O DVD que a Anchor Bay disponibilizou na Região 1 ainda em 1999 trazia
material adicional bem interessante, como comentários em áudio de
Stephen King, Mick Garris, Rob Lowe, Ruby Dee, Miguel Ferrer, Jamey
Sheridan e Pat McMahon, Making of, storyboards,
featurette sobre efeitos de maquiagem, galeria de fotos, informações
sobre elenco e equipe, e notas de produção.
MENUS
Os menus
são estáticos, e não foram traduzidos para o português. Cada capítulo
possui um menu para seleção de cenas.
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