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A SÉRIE
Na
época dos antigos deuses, guerreiros e reis cruéis, uma terra em
conflito gritava por um herói. Ele surge na forma escultural da
guerreira Xena, que juntamente com sua companheira Gabrielle, percorre
as estradas da Grécia Antiga
com a missão de
redimir-se de seu passado sangrento, ajudando as pessoas a se libertarem
da tirania e da injustiça.
Xena é
uma spin-off (série derivada) de Hércules, que
igualmente foi produzida pela dupla Sam Raimi (Darkman, trilogia
Evil Dead,
Homem-Aranha)
e Robert Tapert (O Alvo, Timecop).
A personagem apareceu em três episódios de Hércules - A
Princesa Guerreira, O Desafio e Unindo Forças Contra o
Mal, inicialmente com a intenção de matar Hércules e conquistar a
Grécia. Porém o filho de Zeus a convence a lutar pelo Bem, e ela parte
para reparar o mal que fizera. A repercussão foi muito
boa, e para a temporada de 1995 ela ganhou sua própria série, também
filmada na Nova Zelândia com praticamente a mesma equipe de Hércules.
A série inicia com Xena (Lucy Lawless) retornando à sua terra natal,
para defendê-la de um antigo guerreiro aliado, Draco. No caminho,
conhece aquela que seria sua companheira de aventuras, Gabrielle (Renee
O'Connor). Após vencer Draco em um duelo e conseguir o perdão de sua
mãe, Xena parte mais uma vez e, em companhia da tagarela Gabrielle,
continua sua luta contra as forças do mal. Para derrotar seus inimigos
Xena usa estratégia, artes marciais, sua espada e o “chakram”, uma
afiada arma em forma de disco que ela lança contra os inimigos. Com o
“Toque de Xena”, uma pressão feita com os dois dedos em determinados
pontos do pescoço, ela extrai informações de seus prisioneiros. Apesar
de Xena e Gabrielle, ao longo da série, terem interesses amorosos por
homens, elas se tornaram ídolos das lésbicas por haver insinuações de um
relacionamento mais íntimo entre ambas. A atriz Lucy Lawless é nativa da
própria Nova Zelândia, e já participara de Hércules no papel de
Lyla, a esposa humana do centauro Deric. Anteriormente ela interpretara
a amazona Lysia no longa Hércules e as Amazonas. Com
1,80m, longos cabelos negros e pernas bem torneadas, Lawless possui o
tipo físico perfeito para encarnar a heroína. Sua grande chance surgiu quando a
atriz originalmente escalada para ser Xena, Vanessa Angel, adoeceu. Os
produtores, reconhecendo o potencial de Lawless através de suas
participações anteriores em Hércules, contrataram-na para o
papel. Lucy não tinha qualquer treinamento prévio de artes marciais ou
espada, mas rapidamente demonstrou uma aptidão natural para os desafios
físicos exigidos pelo personagem. Versátil, ela fala quatro idiomas
(inglês, francês, alemão e italiano), adora jazz e inclusive
chegou a compor e cantar (bem!) uma música da trilha sonora de Xena.
Durante as filmagens ela se casou com o produtor Robert Tapert. Após as
seis temporadas de Xena, Lucy Lawless se limitou a fazer pontas
em filmes e séries de TV. Suas aparições mais recentes ocorreram na
série Battlestar Galactica,
onde interpreta a personagem recorrente D'Anna Biers. Se você procura
uma diversão descompromissada, e não se incomodar com o visual trash
que não tem nada a ver com a Grécia Antiga e efeitos visuais toscos
(tanto Xena como Hércules podem ser vistos como homenagens
aos filmes B), irá curtir esta primeira temporada da série, que ainda
hoje é reprisada pela Record.
O
DVD
A Universal já lançara aqui, em 2003, o DVD duplo
Xena e Hércules: A Última Jornada, que incluía os três episódios
de Hércules onde Xena foi apresentada. Como a série da
Princesa Guerreira é a mais popular por aqui, até faz sentido que
agora ela seja a primeira a ser disponibilizada no Brasil, dividida em
dois volumes separados. Cada um foi lançado com pouco mais de um mês de
diferença entre si, trazendo 12 episódios da primeira temporada (no
total, 24). Cada volume contém três DVDs, acondicionados numa embalagem
Amaray com encaixe para quatro discos (idêntica às utilizadas em
Rambo: A Saga Completa).
Como cada volume só traz três discos, o quarto encaixe é preenchido
com um panfleto em forma de DVD, fazendo publicidade de outro lançamento
da Universal. Essa polêmica embalagem sem dúvida é uma forma de baratear
custos para a distribuidora, que também lucra mais dividindo as
temporadas em duas partes. Quanto aos DVDs em si, os episódios não são
divididos em capítulos. Ou seja, se você por alguma razão pular para o
próximo capítulo passará para o episódio seguinte, e se quiser retornar
ao ponto em que estava, só selecionando novamente o episódio e usar o
avanço rápido desde o seu início. Há duas opções de áudio, o original em
inglês e a dublagem em português, que felizmente é a mesma que já
conhecemos da TV. A Universal continua fazendo trapalhadas, mas neste
caso ela acabou resultando numa surpresa positiva. O áudio em inglês,
que na embalagem é informado com sendo Dolby 2.0, na verdade é
codificado em 5.1 canais. Certamente não é dos mais agressivos e nem
apresenta acentuada espacialidade, mas certamente é bem superior à
dublagem em português Dolby 2.0 mono - que ainda assim é clara e
apresenta boa fidelidade, sem ruídos ou chiados. Já quanto à imagem, é
uma história bem diferente. Costumava ver Hércules e Xena
na TV, e já naquela época notava que a qualidade da imagem desta era
inferior, fato que agora, em DVD e na minha TV de grandes proporções,
fica dolorosamente claro. No DVD Xena e Hércules: A Última Jornada, o único episódio de Xena
que ele trazia,
Prometeu Acorrentado, era o que tinha a pior imagem, e infelizmente ele não
difere muito dos demais episódios da primeira temporada da série. Em seu
formato original fullscreen, na maioria do tempo a imagem carece
de maior definição e sofre com um alto grau de granulação, tanto em
cenas claras como escuras. Não há nem como se falar em problemas de
autoração ou de compressão, porque se trata claramente de um problema da
própria película utilizada para a filmagem dos episódios. Pelo jeito,
para baratear custos, na primeira temporada da série foi utilizado filme
de qualidade inferior ao que era usado em Hércules. Tanto é assim
que, no episódio Gabrielle, a Contadora de Histórias, que contém
cenas de episódios da outra série, estes segmentos possuem qualidade de
imagem bem superior. Provavelmente a remasterização digital destes
episódios minoraria o problema, mas o fato é que isto não foi feito.
Quanto às legendas, elas estão disponíveis em inglês e português. Nesta,
temos erros de tradução e eventualmente coisas curiosas, como a
repetição de termos originais em inglês e até do próprio título do
episódio. Mas o pior está no disco 2 do volume 2: o episódio O Casal
Real de Ladrões termina abruptamente nos 8:03 min. (no drive
de DVD do meu computador, esta é a duração total do episódio que é
informada!), e voltamos ao menu de episódios. Não sei se o problema está
apenas no meu DVD ou se foi um erro geral de autoração, mas o certo é
que, definitivamente, a Universal do Brasil precisa melhorar bastante
seu controle de qualidade.
OS
EXTRAS
Aqui há pouco sobre o que falar. Os únicos extras são duas galerias
de imagens, que estão no disco 1 de cada volume - sendo que a segunda
galeria repete várias fotos da primeira. As imagens são reproduzidas num
slide-show, com uma música da trilha sonora de fundo. O detalhe é
que na galeria há imagens de Xena nos episódios de Hércules, que não
foram incluídos no lançamento.
MENUS
Os menus são animados, reproduzindo cenas
dos episódios.
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