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Compositores |
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Bernard Herrmann (1911-1975) |
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Muitos discutem se Bernard Herrmann foi o maior compositor de cinema que já existiu. Mas é indiscutível que Herrmann, graças ao seu legado em termos de estrutura musical, uso de instrumentação inovadora e estilo de composição, teve grande influência no modo como os filmes passaram a ser musicados, e conquistou seu lugar ao lado de Miklos Rozsa, Erich Wolfgang Korngold, Franz Waxman, Alfred Newman e Max Steiner na galeria dos grandes compositores da Era de Ouro de Hollywood. Nascido em Nova York no dia 29 de junho de 1911, Herrmann foi um prodígio que iniciou a compor ainda adolescente, e aos 20 anos de idade formou uma orquestra. A sua amizade com o então apenas promissor diretor Orson Welles levou-o a compor para muitos dos programas de rádio de Welles, e principalmente ao seu primeiro score cinematográfico em 1941 - CITIZEN KANE. Nos trinta anos que se seguiram, Herrmann compôs algumas das mais inovadores e marcantes trilhas que o cinema conheceu. A filmografia de Herrmann contém tantas obras-primas que é difícil destacar alguma: THE MAGNIFICENT AMBERSONS, THE GHOST AND MRS. MUIR, THE WRONG MAN, VERTIGO, NORTH BY NORTHWEST, PSYCHO, CAPE FEAR... Em contraste ao estilo que prevalecia em Hollywood, as trilhas de Herrmann, no lugar de luxuriantes arranjos para toda a orquestra, possuíam orquestrações incomuns, normalmente dando ênfase a uma categoria específica de instrumentos. É o caso da música de PSICOSE (1960), composta exclusivamente para cordas. Igualmente inovador foi o uso de temas breves e facilmente reconhecíveis, ao invés de melodias mais longas. Herrmann conquistou o Oscar em 1941 por THE DEVIL AND DANIEL WEBSTER, sendo também indicado por CITIZEN KANE (1941), ANA AND THE KING OF SIAM (1946), TAXI DRIVER (1976) e OBSESSION.
Apesar de Herrmann ter sido um sujeito difícil e irascível, ao longo de sua carreira manteve com sucesso algumas parcerias com diretores e produtores. De fato, o compositor é lembrado pelo cinéfilo principalmente por sua colaboração com o mestre do suspense, Alfred Hitchcock. Dentre as muitas trilhas para Hitchcock, destacam-se THE MAN WHO KNEW TOO MUCH (1956) - no qual aparece conduzindo uma orquestra - VERTIGO (1958) e o já citado PSYCHO (1960). Tão importante quanto a colaboração com Hitchcock foi a obra de Herrmann dedicada ao cinema fantástico. Filmes como THE 7th VOYAGE OF SINBAD (1958), THE THREE WORLDS OF GULLIVER (1960), MYSTERIOUS ISLAND (1961) e JASON AND THE ARGONAUTS (1963), em parceria com o mestre dos efeitos especiais Ray Harryhausen, tiveram suas cenas filmadas quadro-a-quadro engrandecidas pela música enérgica e criativa do compositor. Como nenhum outro de seus colegas, "Benny" (como seus amigos o chamavam) conseguia não apenas criar melodias para acompanhar as imagens de um filme, mas também transportar essas imagens para a música, elevando-a para uma nova dimensão de impacto.
Entre as recentes regravações de obras de Herrmann, ainda citamos THE 7th VOYAGE OF SINBAD (VSD-5961), conduzida por John Debney, a primeira versão completa em CD de JASON AND THE ARGONAUTS (MAF-7083), conduzida por Bruce Broughton (ver em CDs comentados), e THE EGYPTIAN, composta em parceria com o grande Alfred Newman. Bernard Herrmann morreu em 23 de dezembro de 1975, algumas horas após encerrar as gravações de TAXI DRIVER, de Martin Scorcese, trilha relançada em 1998 pela Arista em uma estupenda e completa edição. Scorcese, aliás, era um grande fã do compositor, a quem teve a oportunidade de homenagear quando refilmou CAPE FEAR (1991): reutilizou a trilha do filme original composta por Herrmann, adaptada por Elmer Bernstein, juntamente com trechos do score não utilizado em TORN CURTAIN.
1941 - Vencedor, Melhor Partitura
Original para Drama - The Devil and Daniel Webster Filmografia de Bernard Herrmann, cortesia de Internet Movie Database |
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