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A CASA DE CERA (House
of Wax, EUA, 2005)
Gênero: Terror
Duração: 113 min.
Elenco: Elisha Cuthbert, Chad Michael Murray, Brian Van Holt, Paris
Hilton, Jared Padalecki, Jon Abrahams, Robert Ri'chard, Dragicia Debert
Compositor: John Ottman
Roteiristas: Charles Belden, Chad Hayes
Diretor: Jaume Collet-Serra
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Fazendo Cera
Vale a pena conferir esta
nova refilmagem da produtora Dark Castle, que além de bons momentos de suspense
e terror e apesar da socialite Paris Hilton, traz a beleza de Elisha
Cuthbert
Chega aos cinemas
mais um título da Dark Castle, produtora de Robert Zemeckis especializada
em filmes de terror. Comparando com os outros filmes da companhia - A CASA DA
COLINA, 13 FANTASMAS, NA COMPANHIA DO MEDO e NAVIO FANTASMA -, A CASA DE CERA
(2005) se destaca como o melhor. O filme é bem sucedido em criar momentos de
suspense e horror, lembrando em certos momentos a refilmagem de
O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA,
pela violência gráfica e pelos protagonistas jovens. O diretor, o videoclipeiro
Jaume Collet-Serra, não economiza no gore, característica que até tem
sido bastante comum nas últimas produções americanas de horror. Eu é que não vou
reclamar. Bom, até poderia reclamar de uma coisa: tenho sentido falta de nudez
feminina, dos filmes não terem vergonha de serem exploitation.
Na trama de A CASA DE CERA, grupo de jovens vai parar numa cidadezinha muito
estranha, que parece estar vazia o tempo todo. O prólogo do filme é bizarro,
lembrando produções dos anos 60. Não por acaso o clássico O QUE TERÁ ACONTECIDO
A BABY JANE?, de Robert Aldrich, é uma referência explícita no filme -
inclusive, o clássico de Aldrich tem uma de suas cenas exibida no velho cinema
da cidade, numa das mais tensas seqüências do filme.
Elisha Cuthbert, belezura revelada na série 24 HORAS que brilhou na divertida
comédia SHOW DE VIZINHA, é por si só um bom motivo para se sair de casa. Já
Paris Hilton, nunca fui com a cara dela. Para mim, sempre me pareceu uma
riquinha filha de papai que quer chamar a atenção a todo custo, nem que seja na
base da vulgaridade, vide o seu tão famoso vídeo de sexo que foi divulgado na
internet. Felizmente, ela recebe o que merece nesse filme, tanto pelo papel
quanto pela sua morte brutal. Para mim, a cena de mais puro terror do filme é a
que mostra um dos rapazes ainda vivo, mas já transformado em estátua de cera,
com as lágrimas rolando em seu rosto. Uma crueldade impressionante. Também
perturbadora a cena em que um dos irmãos maníacos cola a boca de Elisha Cuthbert
para que ela não possa gritar.
Pode-se dizer que essa nova versão é bem mais aterrorizante do que O MUSEU DE
CERA (1953), de Andre De Toth, protagonizado pelo grande Vincent Price. Por
falar no saudoso Vincent, ele é homenageado no filme: Vincent é o nome de um dos
irmãos da "cidade fantasma". Mas vale lembrar que a trama do filme é
completamente diferente das outras duas versões - a de De Toth, e a de Michael
Curtiz, OS CRIMES DO MUSEU (1933). Lembrando que ambas as versões foram editadas
no Brasil num único DVD e são imperdíveis. Mas indico também o novo filme,
apesar da já tradicional burrice dos personagens em se meterem em roubadas.
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