 |
CELULAR - UM GRITO DE SOCORRO
(Cellular, EUA, 2004)
Gênero: Suspense
Duração: 94 min.
Elenco: Kim Basinger, Chris Evans, William H. Macy, Eric Christian
Olsen, Jessica Biel, Jason Statham, Richard Burgi, Eddie Driscoll
Compositor:
John Ottman
Roteiristas: Larry Cohen,
Chris Morgan
Diretor: David R. Ellis
|
"B" de Bom
O segundo filme do diretor David R.
Ellis tem jeitão de filme B, onde desempenhos canastrões e situações
inverossímeis conferem à produção um charme todo especial
Desde o dia que
vi o trailer desse segundo longa de David R. Ellis, percebi que se tratava de um
thriller especial. A estréia de Ellis na direção, com PREMONIÇÃO 2
(2003), foi uma bela surpresa para quem esperava um mero repeteco do filme
original. Só a cena do acidente na estrada, brilhantemente orquestrada pelo
diretor, já denunciava o grande diretor que surgia.
CELULAR - UM GRITO DE SOCORRO é uma prova de que Ellis pode ter um futuro
brilhante dentro da indústria. Se o seu primeiro longa, com toda aquela
violência gráfica, prestava homenagem aos filmes de horror italianos -
especialmente Argento e Fulci -, esse seu segundo filme tem um jeitão de filme B
que dá gosto. Ajuda o fato de a história do longa ter sido escrita por um dos
mestres do filme B americano: Larry Cohen. Cohen já tinha feito um roteiro
também envolvendo telefone dois anos antes, em POR UM FIO (2002), de Joel
Schumacher.
CELULAR é um filme que não perde tempo com frescuras. Em menos de dois minutos
após os créditos iniciais, Kim Basinger é logo posta em cativeiro por um grupo
de homens que invade sua casa, logo depois que seu filho pequeno sai para a
escola. Como uma McGiver de saias, ela trata de juntar os fios do telefone
destruído por um dos bandidos, na intenção de fazer uma ligação aleatória e
pedir ajuda a alguém. A ligação vai parar no telefone celular de um rapaz (Chris
Evans, que vai ser o Tocha Humana no filme
Quarteto Fantástico), que tentará
ajudá-la sem deixar que a ligação caia de forma alguma. Também no elenco,
William H. Macy, como um policial pouco respeitado por seus colegas, e Jason
Stathan como um dos bandidos.
Haverá quem vai reclamar das interpretações canastríssimas de Kim Basinger e
Chris Evans, mas serão as pessoas que não vão entender o espírito do filme. As
situações que surgem também são bem pouco verossímeis, mais uma outra razão para
alguém falar mal do filme. Na verdade esses dois "defeitos" depõem a favor do
filme, deixando-o ainda mais charmoso. Além do mais, nem se sente o tempo
passar.
|