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A CHAVE MESTRA (The
Skeleton Key, EUA, 2005)
Gênero: Suspense, Terror
Duração: 104 min.
Elenco: Kate Hudson, Gena Rowlands, John Hurt, Peter Sarsgaard, Joy
Bryant, Maxine Barnett, Fahnlohnee R. Harris, Marion Zinser
Compositor: Edward Shearmur
Roteirista: Ehren Kruger
Diretor: Iain Softley
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Medo light
Terror com Kate Hudson não
mete muito medo, mas em compensação tem uma cena que explora gratuitamente o
corpo da atriz (!) e um final corajoso e cruel
Será que todo filme de terror deve ter mesmo a
obrigação de assustar? Seguindo a mesma lógica e comparando com outro gênero:
toda comédia tem a obrigação de fazer rir? Acredito que não. Algumas possuem um
humor bastante sutil, outras são carregadas de um senso de humor estranho demais
para a maior parte das platéias, mas que nem por isso são desprezadas. Claro que
em se tratando de horror, o filme conquista mais o nosso respeito quando faz a
gente se borrar nas calças (felizmente isso nunca aconteceu comigo), ou quando
nos dá arrepios ou nos faz pular da cadeira. Se bem que atualmente o público já
está desconfiado de filme que assusta, apelando para a aparelhagem de som da
sala.
Por isso, fazer cinema de horror está se tornando um desafio para os novos
diretores. Por isso, a ordem tem sido reciclar. A CHAVE MESTRA (2005), dirigido
pelo inglês Ian Softley, que tem no currículo o ótimo BACKBEAT - OS CINCO
RAPAZES DE LIVERPOOL (1994), é desses filmes de terror que não assustam, mas que
nem por isso merece o desprezo da platéia. É o tipo de filme que tem o mérito de
envolver, de trazer alguma novidade para o gênero que anda um pouco repetitivo
ultimamente. Só o fato da presença da maravilhosa Kate Hudson, um colírio para
os olhos, já é motivo mais do que suficiente para tirarmos o nosso traseiro
gordo do sofá e nos dirigirmos a uma sala de cinema de nossa preferência.
Principalmente porque tem uma cena que explora gratuitamente (oba!) o corpo de
nossa heroína.
A trama do filme, a cargo do roteirista Ehren Kruger, de O SUSPEITO DA RUA
ARLINGTON (1999), O CHAMADO (2002) e
O CHAMADO 2 (2005), é bem
interessante e fala sobre um assunto pouco explorado no cinema, que é o da
religião nativa do delta do Louisiana, que trabalha com magia. Kate Hudson é uma
jovem que aceita trabalhar numa casa distante uma hora de Nova Orleans. Seu
trabalho é cuidar de um senhor que sofreu um derrame e vive em estado vegetativo
(John Hurt). Aos poucos, ela começa a desconfiar que o verdadeiro inimigo
daquele homem doente é a sua própria esposa, maquiavelicamente interpretada por
Gena Rowlands, fazendo um filme bem atípico em sua filmografia. Completando o
quadro, há também a figura do advogado da família (Peter Sarsgaard), que está
preparando o testamento do velho.
A chave mestra do título é uma chave que dá acesso a todos os quartos da enorme
casa, onde Kate Hudson irá descobrir certas coisas teoricamente horripilantes,
mas que na prática não assustam tanto assim. Inclusive, a seqüência do disco me
fez lembrar de VINIL VERDE, o curta-metragem de Kleber Mendonça Filho, esse sim
um filme que me causou até pesadelos de tão impressionado que eu fiquei. Outro
filme que pode ter sido uma referência proposital é POLTERGEIST, de Tobe Hoooper
e Steven Spielberg. O nome da personagem de Kate no filme é Caroline (Carol
Anne?), e Gena Rowlands grita o seu nome várias vezes ao longo do filme. Se isso
não for uma homenagem ao filme dos anos 80, é uma baita coincidência.
A CHAVE MESTRA seria um filme que iria facilmente para o esquecimento se não
fosse o final corajoso e cruel. Merece, com certeza, uma conferida.
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